RPG é a soma de várias fatores que podem ser extremamente viciantes. Desde a mecânica de jogo a interpretação, você tem varios motivos para gostar dele. Mas o fator sorte sempre foi o que rendeu mais histórias. Indiferente do cenário, se ha mecânica de rolagens e verificações, as grandes jogadas de sortes em situações difíceis serão sempre lembradas.

Os críticos, rolagens que são consideradas como jogadas excepcionais, momentos aonde você acaba sendo melhor até do que imaginava podem ser a alegria de um jogador ou o terror de muitos mestres despreparados. O crítico pode arruinar um inimigo mais rápido um inimigo do que o mestre imagina e acho que talvez por isso, por todo essa faor imprevisível que rola em torno do rpg e sua mecânica que mais e mais acho que ser muito detalhista em sua história pode ser perigoso. Saber improvisar deve ser o mínimo que um mestre deve saber pra manter uma boa campanha…

Quanto aos críticos em campanha acho que eles podem ser colocados assim:

Críticos fáceis: Campanhas heroicas sem muito senso de realidade podem ter uma regra de crítico mais fácil. Por que ter que rolar uma verificação de crítico no D20 System? Deu 20 então é crítico e pronto… Isso pra qualquer outro sistema.

Críticos Difíceis: Quando fazer criticos não é impossivel, mas é necessário ter muita sorte você estará em um meio termo. Campanhas com tons mais realistas se adequam mais a essa situação.

Sem Críticos: Muitos sistemas vivem sem críticos. 3D&T era um rpg de ação, cheio de coisas fantasticas, mas se deu muito bem sem utilizar rolagens críticas. As vezes não te-los pode lhe dar menos dor de cabeça. No final a escolha é sua.

Agora algums dicas sobre críticos interessantes:

Deixe o jogador descrever se crítico: Seu jogador fez um crítico? Não tem coisa mais divertida pra ele se ele conseguir altos dados que dizer para ele: Diz ai, você fez o melhor, então diga como fez. As vezes os jogadores se empolgam em suas descrições, mas você como mestre pode “polir” a idéia para algo menos exagerado.Essas coisas, principalmente quando inimigos ou grandes façanhas em perícias são feitas podem dar muito alegria e disposição aos jogadores.

Crítico somente para perícias: Mestrei 3D&T em campanhas sem problemas por muito tempo. Mas obviamente como todo mestre, mexi aqui e ali aonde achei que poderia ser interessante. Não acho que 3D&T precise de críticos, não em combates. Mas diga-se de passagem em perícias a muito, muito sentido. Em qualquer, jogo, em qualquer realidade quando você vai fazer uma tarefa, por uma desatenção ou simplesmente azar mesmo você acaba por se ferrar. Ou do contrário… você se dá super bem e faz algo excepecional até mesmo em algo que você normalmente não é tão bom. Introduzi os críticos em pericias e não me arrependo. Eles tem bastante sentido e deram muita riqueza a mecânica de jogo.

Esse post é uma homenagem ao Alberto, nosso jogador que mais vi tirar 20 em sessões… Tanto que adicionei um contador no canto direito do blog pra contar seus 20 por sessão. Juro, ele sempre tira uns 2…