Enquanto escrevo um artigo sobre segurança no Mundo VOIP, resolvi criar pequenos textos discutindo de onde vieram minhas idéias para minha campanha atual. Ela não revela nada, não será um spoiler, mas ajuda a compreender de onde vem certas ideias malucas da minha pessoa… Para quem não sabe os Clérigos de Xirontur que discuti em posts anteriores são parte da aventura e classe prestígio do mesmo esta quase pronta.

Porque começar em uma fogueira?

Os jogadores se vêem pela primeira vez alí, sentados em uma fogueira (sem escolha)diante de uma escuridão assustadora e quase palpável, cheia de criaturas desconhecidas e medonhas os esperando após o ultima faixa de terra que a fogueira pode iluminar. A fogueira, mesmo que frágil, é a unica coisa que salva suas vidas. Foi acesa por um velho índio, callahan, que esta sentado do outro lado da mesma.

E assim eles começam a conversar sobre destino, morte e respostas que devem ser encontradas em meio ao Vazio

Não ao vazio como definição que conhecemos, mas Vazio como definição de plano. Quer dizer… não exatamente plano. Mas sim algo que fica entre os planos. esse é o Vazio aonde eles estão.

Um índio, uma fogueira é uma escuridão total cheia de monstros que só não os ataca por causa da luz da fogueira. Os jogadores com um mistério a resolver que envolve descobrir por que eles foram escolhidos para algo nem ao menos eles sabem o que é.

Não estou querendo recriar Lost, nem copiando o mangá Gantz (mesmo sendo leitor do ultimo citado, Kurono ruleia), mas o clima me pareceu excelente para o começo e o tocar de uma história. O mais engraçado é que um mestre pode começar – como foi meu caso – uma campanha sem nem ao menos saber o motivo dela começar. Isso pode parecer engraçado, mas o proprio mestre não saber o motivo pelo qual as coisas estão acontecendo acaba ajudando até mesmo a entrar no clima.

Lógico, lógico, agora eu tenho toda campanha, já sei o final se meus jogadores chegarem lá. Mas nunca detalho muito, deixo os detalhes irem surgindo com o dia dia e a necessidade.

Homens falando sobre assuntos importantes envolta da fogueira foi uma inspiração direta de A Torre Negra de Stephen King. Constantemente Roland Deschain e seu Ka-tet de novos pistoleiros bem curioso (um viciado em drogas, uma negra com dupla personalidade sobre um cadeira de rodas e um garoto de 11, 10 anos) se encontravam “confabulando”, como Roland fala, em volta de uma fogueira, falando do passado, do mundo e do que esta acontecendo. Eu quis recriar esse clima que alias, depois me lembrou o dialogo final da trilogia de DragonLance, quando os herois da lança encontram o fim de sua aventura diante de uma fogueira conversando quem diria com um Deus em pessoa.

No final meu grupo acabou por ser chamado de Viajantes da Fogueira. E novamente a nome saiu do nada. Gosto de mestrar sem uma historia 100% planejada por causa disso, quando as coisas saem do nada, parece sinceramente que não foi você que criou aquilo. Bom, Stephen King não disse que tudo que ele escreveu até hoje gira em torno de A Torre Negra? Talvez por isso tenha sido 7 Volumes…

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