ragnarok rpg

Grupo de jogadores de D&D 4º edição reunidos… Será???

Quando o Tarmann anunciou no blog da DragonSlayer o lançamento de D&D 4° edição, a princípio fiquei curioso. Após isso eu acompanhei pelo Grimorio Esquecido do Havoc (que parece que quem esqueceu foi ele, aparece rapaz…) que começou a traduzir as notícias, mostrando imagens, armas, prévias interessantes do que viria nessa proxima versão. Ai veio a Rede RPG que começou atrasada, mas agora sempre traduz o que a Wizards of the Coast manda e neles venho acompanhando até o presente momento.

Fato que com todo esse imenso e óbvio Hype surgindo o Dados Limpos não fez um post. Eu preferi não me pronunciar, as impressões estavam começando a surgir e aquilo que se discutia e mais se falava é que essa nova versão seria mais semelhante aos MMORPGs…

Confesso que torci a cara, a maioria dos comentários não eram positivos e algumas das prévias não me agradou. Contudo, eu sabia que a cereja do bolo só seria lançada em cima hora, obviamente a Wizard não entregaria suas principais mudanças de cara, elas seriam divulgadas aos poucos e as maiores obviamente já em cima. Desde anteontem, após ler o post da Rede que traduziu a descrição prévia de como seriam os Talentos no novo D&D é que resolvo me pronunciar.

Por que?

combos D&D

Se você jogou D&D 3.0 e 3.5, você sabe que existem duas coisas que adulteram as engrenagens básicas do sistema D20, elas que permitem quebrar regras antes estabelecidas. É delas que vem os combos… Talentos e Classes Prestígio.

Os Talentos e as Classes Prestígio (por favor não confundir com Quase Prestígio) permitem as grandes brincadeiras dessa nova era de D&D, mas que em certo ponto passaram do limite, sairam do controle. A enxurada de classes prestígio e talentos foram lançadas e muitas anulavam a utilidade de outras ou dava power ups absurdos…

O combo em si nunca foi proibido por mim ou pela wizard, já falei aqui que se o jogador quiser, ele é combado e interpreta muito bem.

O guerreiro no D&D 3.x é um feat man, super versátil. Ele se adaptava a quase tudo que se imaginava. Até mesmo a um ranger, para a infelicidade de quem era fã da classe. Meus jogadores já me provaram por A + B que só em casos especiais, normalmente com relação a raças e a um combo (eu sempre penso em “build”, herança das epocas de ragnarok), usar ranger seria interessante.

Vou colocar aqui alguns trechos do que foi falado no ultimo artigo da Wizard e traduzido pela Rede RPG:

Quando começamos a falar sobre talentos para a 4ª Edição, já sabíamos que queríamos que o principal dos poderes do personagem – as ações empolgantes que ele realiza em combate – viessem de sua classe. Mesmo classes de personagem que tradicionalmente não ofereciam opções de poder baseadas na classe (isto é, não-conjuradores) adquiririam agora esses ataques, defesas, manobras e outras coisas especiais diretamente da sua lista de classe de tais habilidades.

Assim como ranger escolhe lutar com duas armas ou arco, agora as classes vão poder escolher um caminho a seguir no combate, a escolha vai te dar acesso a poderes que são na realidade talentos mais aprimorados da edição 3.5. Os talentos da quarta edição tratarão de refinar essas escolhas e terão um contexto semelhante as habilidades ganhadas em uma classe prestígio.

Percebam, não ha mais classes prestígio e os talentos e sua forma de utilização foi completamente mudada. Isso não foi arbitrário e meu objetivo nesse artigo é explicar exatamente isso. Foi exatamente ai que eles mexeram pegando o que era bom e impondo mais controle.

Não vejo mais uma tentativa de deixar o D&D atraente e parecido com um MMORPG. Vejo uma decisão correta para aproveitar o que ha de melhor em D&D 3.5 e que tinha saido do controle.

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