O Vindematrix ou Eduardo, dono da Toca de Elfo, me convidou a um meme a um boooom tempo.

Bom, o meme falava sobre sistemas caseiros feitos entre os jogadores e mestres. Quase todo mestre já fez algo do tipo. O problema é que eu não fiz… Tudo bem, comecei com uma tosca e deturpada regra que misturava AD&D e conceitos próprios, mas no final ignorávamos boa parte das coisas, tudo na realidade, e jogavamos de uma forma bem diceless.

Considero minhas primeiras regras de casa as que fiz em 3D&T. Então unindo a discussão que começou no Inominattus, venho aqui apresentar algumas mudanças simples que fiz em 3D&T, mas que pra mim foram bem uteis. O interessante de discutir regras de casa (ou House Rules como gringamente Os lordes definiram) é que se percebe como as vezes pequenos detalhes podem gerar uma diferença bem grande no jogo, não só no aspecto game, mas no clima também.

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Atenção! Todas a regras usadas aqui foram criadas sobre a tumba do manual vermelho, primeiro e único e o melhor! Você só pode utilizar tal artefato se tiver culhões e não foi criado pela vó!

Falhas Críticas

Uma coisa que meu sócio Rafael sempre reclamou era que a maioria dos sistemas de perícias ignorava totalmente certos aspectos com relação a realidade. Fiz bastante alteração quanto a uso de perícias em 3D&T, principalmente por causa de Hunter x Hunter, que adaptei para o sistema e joguei durante um bom tempo.

 

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Falha crítica em intimidação…

Uma das coisas que introduzi (com muito carinho…) e gostei muito – apesar de bem simples – são as falhas críticas que funcionam exclusivamente em perícias. Mas por que só em perícias?

Quando se está fazendo uma tarefa qualquer, algo que você perde normalmente tempo aprendendo existe uma chance obvia de você errar feio. Dirigir um carro, verificar posições em mapas. Se sua memoria falhar no momento X da coisa, se você não estiver bem, que seja, a falha crítica pode vir, por que não?

Inicialmente era assim: O jogador tirava um 6 em um dado de teste de perícia. Ele era obrigado a rolar novamente o dado e se tirasse outro 6 ele tinha uma falha crítica. Nada demais, normalmente gera na realidade situações divertidas, como da vez que o Alberto roubou 2 motos no mesmo lugar e bateu com as duas na parede proxima da loja, uma seguida da outra…

Pensando depois tentei resolver um problema velho de 3D&T. Mesmo não tendo uma perícia, qualquer jogador poderia testa-las até o nível de dificuldade média. O grande problema era a famosa vantagem genialidade, ela dava + 2 em qualquer teste de perícia e bem, significava que fazer uma perícia que você não tinha em dificuldade média era ao invés de -3 como previsto seria -1. Se você somar a um carinha com habilidade 5 como poderia acontecer, você acaba de se defrontar com os famosos sabe-tudo acrobatas

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Falha Crítica!!!

Tendo em vista essa situação, passei a considerar que a segunda rolagem, usada para verificar falha crítica com personagens sem a perícia adequada contaria-se 5 e 6 e não somente 6. Se você não tem a perícia, é óbvio que pode fazer alguma besteira com mais facilidade. Isso ajudou bastante a convencer meus jogadores a não ficar brincando com perícias que não conhecem…Vale lembrar que sistema orientados a perícias como GURPS, isso não faz muita diferença, afinal quase tudo é feito com perícias.

Alias, em homenagem a meu amigo Rômulo que me visitou hoje anteontem de manhã, nada melhor que contar a vez que ele me mostrou na prática como minha idéia funciona

Tudo começou em uma noite fria e tempestuosa (mentira, era de tarde e tava quente pra cacete, mas o clichê é irresistível…) , eu e meu amigo romulo estavamos folheando alguma revista de RPG quando minha mãe sabendo que meu amigo rômulo estava tirando a carteira faz a lendária pergunta:

Romulo você sabe dirigir?

A pergunta era simples, e a idéia mais ainda, tirar o Siena vinho do meu pai da garagem e coloca-lo uns 3 metros totalmente para fora. A idéia é igual da imagem abaixo:

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Mesmo no paint acho que dá pra entender: O Quadrado azul é minha casa; cinza é a garagem; o roxo seria aonde o carro do meu pai deveria ir; os pontos vermelhos e preto são respectivamente minha mãe e os dois cachorros, um pequenes e um pastor alemão; A bolinha amarela é minha falecida bicicleta; a bola verde lá em cima é uma arvore… Sim, você já deve estar imaginando…

Pois bem, ele entrou no carro e quando tentou ligar o mesmo com o carro no freio de mão meu sentido de aranha já começou a me avisar: “Tem algo de errado Phil, acho que o Rômulo ainda não gastou seus pontos devidos em condução.

Tentando guiar meu amigo a sair com o carro de ré somente na embreagem ele acaba é pisando com tudo no acelerador e fazendo a seguinte trajetória.

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Isso mesmo o que você esta vendo. Essa linha ai foi a trajetória do carro. De ré. Ele raspou a lateral na parede, arrancou a quina na casa, virou o carro na direção da minha mãe e dos cachorros, virou 45 graus (sem ver, segundo o próprio figura ele não fez nada) e bateu na árvore. Ah! Repare que o ponto amarelo – minha bicicleta – não está ali, agora ele esta embaixo do carro. Repara na proximidade entre a bicicleta e minha mãe. Pois é…

Alguém aqui ainda não acredita que foi falha crítica?

Imagens extraidas do Fail Blog.

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