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Os sistemas de RPG com suas regras, atributos, tabelas, tendem em apagar um pouco do senso de realidade dos jogadores mais “gamers” ou inexperientes nas partidas, pelo menos é o que ando percebendo. É como a famosa piada do rpgista novato que vai na loja de armas e fala: Eu quero uma espada + 5!!! E lá vem o vendedor com 6 espadas para vender ao pobre jogador…

O jogador esquece que “espada + 5” é uma regra que está fora da realidade da história, temos sim uma espada mágica, muito bem trabalhada com uma história impressionante, mas nada de +5, esqueça isso em jogo (ok, espadas +5 não são tão fáceis de esquecer :D).

Uma tarefa as vezes difícil é se lembrar que em qualquer livro de rpg está dito que você age com seu personagem e de acordo com sua ações usamos as regras para ver se é possível ou não executá-las. É claro que um bom jogador pode conhecer bem as regras, o que venho aqui dizer não é que os jogadores não devam saber do jogo, é lógico que eles devem saber. Mas o grande problema é quando esquecemos o que é sistema e o que é cenário.

Ha jogadores que descrevem tudo que fazem, alguns se empolgam até demais, mas esse é o divertido. O mestre tem o dever de lembrar os jogadores que tudo que eles fazem acontece e deve ser descrito, não precisa em mínimo detalhes, mais deve descrever. Senão é mais fácil jogar videogame, por que fica quase no mesmo nível, por mais divertido que seja, parte do que é rpg ali se perde. Conseguentemente parte da diversão também.

Pior. Se o jogo é tão automático só com “solto isso”, “uso aquilo”, sem uma visualização mais detalhada pensem comigo. Temos uma narrativa de um jogo de rpg eletrônico. É isso mesmo josé? Creio que muito grupo de RPG por ai deve estar inventando o primeiro jogo de RPG eletrônico para “menos favorecidos de grana”(sabe como é, dá cadeia falar “pobre”, metade ou mais da população brasileira, incluindo eu, pode ficar ofendida…). Mais tabajara impossível…

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O mestre as vezes tem que puxar a orelha dos jogadores como fiz com o Marcio que joga com um Frenzie Berzeker (ainda não me acostumei com o “frenético” da tradução) e entra em fúria ou frenese a todo instante fica tudo bem, como se ele de alguma forma não tivesse se alterado. Claro que ha culpa minha nisso, deixei isso acontecer e o ideal é que se o mestre percebe que o jogador tem dificuldade de visualizar o personagem agindo de determinada forma cabe ao mestre dar aquela forcinha ajudando na imaginação do jogador.

Se você está em fúria ou pior, frenese, você está bem longe de um estado normal. Você pode estar babando de odio, olhos cheios de veias. Quem sabe uma respiração ofegante e ações mais grosseiras? Os jogadores em volta não ficam assustados pelo menos nas primeiras vezes?

D&D alias, é bem perigoso por dar prioridade a descrever o que o personagem pode fazer como um menu de jogo de videogame, mas muitas vezes me peguei perguntando, mas como ele faz isso?

É isso ai galera, prestem mais atenção na sua mesa de jogo, vocês podem se surpreender como que é automáticamente esquecido. Pequenos detalhes deixam tudo mais emocionante e ainda corre o risco daquela descrição detalhada te ajudar mais que você imagina…