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Muito cuidado, senão olha o que vai acontecer…

Desde que fiz minha resenha sobre o RPG das Freiras Renegadas isso não saiu da minha cabeça. Dentro do livro, uma forma sugerida muito comum para se resolver situações foi através do voto de cada jogador. Em As Aventuras do Barão de Munchausen e varios outros rpgs mais alternativos que ando lendo por ai, situações aonde o grupo decide se algo acontece ou não, quem vence ou perde, são bem comuns.

E dá certo? A meu ver sim. Analisando como joguei RPG pelas fases que passei em minha vida, desde o mestre mal a uma fase até boazinha demais atual, creio que nenhuma delas teria problema em dividir a responsabilidade da decisão com os jogadores.

E como funciona? Bom, qualquer situação que necessite de uma avaliação antes de ter sua dificuldade citada ou simplesmente a aprovação ou não de determinada ação. Qualquer momento de decisão pode ser usado. Se os jogadores concordarem que o jogador em questão pode fazer tal coisa o mestre simplesmente prossegue.

Naturalmente um grupo de rpg faz isso, normalmente em situações estranhas, difíceis de se resolver por serem mais complexas de imaginar. Vez ou outra, mesmo sem perceber, o mestre e os jogadores entram em um acordo sobre o que está acontecendo e escolhem finalmente o que será feito.

Creio que em RPGs que utilizem decisões em grupo, dependendo do gênero o proposta do jogo, podem dar muito certo. Em jogos de humor por exemplo, aonde se divertir fazendo coisas engraçadas é a finalidade, ações para serem consideradas válidas mesmo ultrapassando o limite da sanidade só serão aceitas com a aprovação ( ou risada ) dos participantes…

Com a adoção de tal idéia o mestre não perde seu papel, o que acontece é a mudança de uma visão errada aonde o mestre conta uma história e os jogadores regem a ela. O jogador pode fazer coisas antes do mestre, pode ser autosuficiente, mais que isso ele pode colaborar na construção de uma história que ele e o mestre criam a cada sessão.