Warner, HBO, Fox, AXN… Ultimamente minhas noites tem sido regadas por seriados de todos os tipos e gostos. Minha vida noturna começa a ressurgir, junto com muito trabalho e coisas para se estudar, mas como ninguém é de ferro, que tal assistir uns seriados na TV?

Assistindo hoje CSI Miami (gosto muito mais desse que o Las Vegas, o jeitão do Caruso é maneiro) lembrei das inumeras adaptações de filmes, seriados, desenhos que consumi na Dragão Brasil e sites de fãs que encontrei em minha vida como jogador de RPG (ou RPGistas só pra gerar espasmos nos que gostam das coisas no português correto :D).

 

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Raramente gostei do que vi. Não é soberba, nem me acho um genio do RPG, mas uma coisa que me incomoda MUITO é que minha noção de adaptar é bem diferente da que vejo por ai.

Quando falo de uma adaptação, estou adequando um sistema para gerar mesmo clima e desafio gerado pela série. Você com o sistema, busca dar a mesma sensação que você acompanha na obra, coisa que vai além por exemplo, criar a ficha dos personagem. Por acaso você acha que pra fazer uma adaptação de CSI você precisa da ficha do Grisson?

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Eureka! Tive uma idéia!

Muitas das vezes fazer uma adaptação é desnecessária. Não ha uma riqueza de detalhes quanto a cenário, história, desafio, clima que faça valer a pena. Alias, muita gente reclamava das adaptações da falecida Dragão Brasil por esse motivo. Por falta de esforço ou pela simplicidade do cenário adaptado as adaptações viravam puras fichas de personagem. A massa adorava, mas quem tinha olhar mais atento ficava desinteressado…

Vamos colocar em prática sem perder muito tempo? CSI Miami é um série de TV que mostra investigadores de Miami utilizando-se de investigação forense para descobrir casos aparentemente sem solução. Vale lembra que CSI Miami tem um clima mais cinematográfico (até pelo tipo de lente, reparerm que tem muitos episódios que usam a mesma pelicula dos filmes de cinema) com mais ação que seus outros irmãos CSI.

Se eu adaptar CSI Miami como eu pensaria:

  • Perícias quanto a seu detalhamento podem seguir dois caminhos: Poucas perícias, quem sabe uma só (investigação forense). Ou várias detalhando cada vertente desse tipo de investigação. Nessa segunda opção o jogo fica mais realista e cada jogador pode se especializar em uma área que lhe dará importancia durante a investigação.

  • Perícias quanto a utilização: O desafio pode ser direto, aonde o mestre dá as pistas e com a criatividade dos jogadores usando suas melhores capacidades como investigadores (perícias) chegam no objetivo. Como alternativa (muito divertida alias) que tal os jogadores criarem o caminho? Em todo episódio os suspeitos são muitos. Que tal os jogadores/investigadores tentarem através das pistas jogadas meticulosamente pelo mestre criarem o caminho final e o melhor investigador ganha?

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Ai estão nossos Aragorns modernos! :D

  • Os jogadores deveriam ser estimulados a criar a histórias e hobbys bem exóticos para seus CSI. Quanto mais diferente for um CSI do outro, mas divertido e singular ele se tornará. Essa singularidade dará mais importancia para o personagem que fica mais “cool” aos olhos de quem joga. O proprio sistema precisa colaborar com isso oferecendo vantagens, feats, desvanagens pequenas e bem exóticas.

  • Se o Mestre escolher os desafios para os jogadores é bom que ele busque assuntos polêmicos como os colocados na série.

Penso jogar CSI com o sistema WuShu, exatamente pelo insentivo direto a imaginação que levaria os jogadores a criarem com o mestre historias de investigação muito divertidas. Obviamente que eu falo de oferecer dados de rolagem por deduções e rastros inventados dentro dos acontecimentos da investigação e não por um losango invertido estilo Lindomar o Sub-Zero Brasileiro!

 

 

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Fatality!!!

 

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