Na momento atual da minha campanha estou inserindo meus jogadores no mundo da pirataria (o primeiro que gritar “Windows XP com SP4 deiz real” toma uma porrada!). Li alguma coisa sobre piratas e encontrei verdades e mentiras sobre esses homens do mar que eu nem imaginava (bom, algumas eu já sabia sim…). Meu objetivo era dar um pouco de realidade ao encontro e não tornar a coisa um encontro clichê.

 

Alma Negra, o pirata dos piratas…

Pensando em o que seriam piratas em D&D comecei a meditar um pouco sobre como muita gente fica presa demais a livros e suplementos e deixa uma das qualidades principais de um mestre de lado que é a criatividade.

Na hora de criar ou adaptar muitos mestres se enrolam e levam tudo tão ao pé da letra que chegam a ser irritantes. Lendo as histórias originais Conan – O Cimério, ha momentos em que ele se encontra agindo como um ladrão. Ele entra em um palácio ou museu na calada da noite em busca de alguma coisa preciosa e acaba se envolvendo em um problema bem maior.

Isso significa que Conan obrigatóriamente tem de ter níveis de ladino?

Agora um pirata. Se eu sou um mago, sou capturado por um navio pirata,  ainda na prisão eu manipulo os tripulantes e sou bem sucedido em o motim me tornando o novo capitão do navio.

Não teria esse mago se tornado um pirata?

Nem tudo precisa ter uma mecânica, pode ser chato ou simplesmente desnecessário. Deixar que certas coisas possam ser conquistadas de outra forma senão através de pontos de experiência induz os jogadores a criarem mais histórias sozinhos, que sejam mais autosuficientes e saiam da barra da calça (ou saia) do mestre.

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Isso, isso, isso… Será que vão descobrir o por que do título?

Não é necessário mergulhar em suplementos e mais suplementos para se usar piratas. O livro do jogador já basta. Meus piratas são em sua maioria guerreiros ou ladinos somente. E nada me impede de colocar druidas, rangers, monges…

Ninguém precisa seguir a descrição da classe 100%. Um personagem com 5 níveis de ladino pode ser um guerreiro que se usa de agilidade e de oportunismo contra seus adversário. Reparem, o “guerreiro” que comento aqui não é a classe, mas o conceito.

Que tal então um pirata que parece um ladino, mas bate como guerreiro? Principalmente quando aquele pirata que todo jogador cisma em achar que ladino te acerta com um belo ataque poderoso…

Eu sinceramente prefiro trabalhar com as classes básicas ao invés de encher meus NPCs de classes prestígio até por que grande maioria é muito específica (fora que sou um preguiçoso do caramba). Normalmente as classes prestígio seguem um conceito fechado e nem sempre cai no meu gosto pessoal. Diferente do que possam imaginar eu não gosto de tratar tudo que eu faço como uma equação matemática dividindo niveis, somando talentos e buscando o combo perfeito para a coisa…

Tome cuidado que nem sempre as coisas são o que parecem ser, use bom senso e jamais, em hipotese alguma, compre suco de vendedores de rua. Principalmente de tamarindo. Mais ainda se choveu no dia anterior…