Em busca do nosso RPG perfeito nos deparamos com pessoas que adotaram como o seu  RPG predileto versões antigas do nosso conhecido masmorras e dragões. Conheço pessoas que consideram AD&D o melhor dos melhores jogos de RPG já criados, a cereja do bolo. Ai você se pergunta, por que em nome de deus alguém continua a jogar uma edição antiga quando uma nova apresentaria uma “evolução” para o jogo?

Com o lançamento de novas versões de Dungeon & Dragons houve uma evolução quanto as regras do jogo, mas com a adição de novas tendências algumas  criadas nos primórdios do RPG também foram abandonadas. Quem jogou as primeiras edições de D&D percebe com certeza uma diferença clara na forma de jogar com relação a edição 3.5, por exemplo.  Óbvio, com um olhar mais detalhista, qualquer das edições de D&D não será a mesma sendo influenciada por diversos fatores, desde comerciais a tendências quanto a mecânicas de jogo.

Contudo, esse “feeling”, essa sensação proporcionada pelas regras das antigas edições de D&D ficou tão característico que criou adeptos. Assim surge a “velha escola” de D&D, o D&D Old School.

Como eu poderia deixar de citar o projeto brasileiro Old Dragon?

Atualmente sempre aparece algum jogo novo  que segue esse curioso novo e velho esquema para se jogar, já até falei sobre um na minha estréia no portal Ambrosia. E se você gostou de posts meus como ND é coisa de Maricas ou Pressione o botão A para soltar Ataque Poderoso (se não os conhecia é bom que conhece :D) você tem uma boooa chance de estar a um pé de ser rotulado de aluno da antiga escola.

Já a muito tempo andei me interessando pelo movimento que busca um RPG mais Old School, mas eu não tinha noção de o quão old school eu mesmo era. Me descobri (isso soa tão estranho) Old School após ler a tradução com pequenas adaptações que o Fabiano Neme do Vorpal fez do suplemento A Quick Primer for Old School Gaming para o RPG Old School  (e gratuito) Swords & Wizardry criando o guia por um D&D mais old school.

Alguns dos pontos discutidos no ebook sobre o que é jogar com uma filosofia Old School:

  • Criando regras, não usando regras

No método old school a descrição do jogador quanto ao que ele faz é mais importante que as regras. Há um incentivo para que o jogador imagine ainda mais o que está fazendo e não venha a agir de forma mecânica e repetitiva.

É interessante ressaltar que boa parte disso se deve a  uma limitação natural.  Por ser pioneira, existem poucas regras relacionadas a combate  e outras coisas rotineiras fora o clássico bato e defendo.  Curiosidades a parte em cima dessas “limitações” é que o D&D Old School nasce e você vai perceber esse noção se repetir sobre quase tudo que definirá o Old School.

  • Habilidades do jogador, não do personagem

Ampliando essa sensação de participação do jogador em tudo que o personagem faz, tudo que é feito é resultado de uma descrição. Esqueça testes para ver, ouvir ou encontrar algo. O mestre descreve a cena e o jogador com suas idéias desbrava o cenário.

  • Heróico, não super-herói

Mesmo os grandes heróis old school podem morrer com facilidade. A vida na antiga escola é selvagem e perigosa.

  • Esqueça o equilíbrio do jogo

Nada de monstros equilibrados! Os monstros da história são colocados a vontade mestre. Se as criaturas são difíceis ou fáceis demais vai depender da história ou de uma rolagem de encontro aleatórios, algo muito comum em uma dungeon old school.

A velha escola me pegou. Eu era aluno dela e nem sabia. Pelo jeito vou para recuperação :D E vocês amigos leitores do Dados Limpos?  Lendo o que escrevi nesse post e o guia do Neme, o quão Old School vocês são?