Não é segredo nenhum que os errepegistas roubam…

Fala sério, você realmente não acredita que aquele nerd bundão quatrolhos do seu grupo, consegue destroçar a tribo de Beholders, escapar de 3 armadilhas mágicas, não se perder no labirinto do fauno, passar no teste contra licantropia de Imotep, reastrear o inimigo que não deixa pistas, destruir o escudo inquebrável do dragão, convencer o dragão lich ancião lendário a entregar a princesa sem lutar e no final olhar a ficha dele e perceber que pra fazer isso, ele perdeu 7 pontos de vida, enquanto você na dungeon ao lado ainda está retido, com 4 PVs, lutando que nem um trouxa contra os dois goblins saqueadores que estão tentando roubar seu único PO.

Isso não existe

Isso não existe

Na hora que você começar a ver coisas como essa na sua mesa. Pode pensar na boa: “Ele convenceu o dragão. Filho da mãe… tá roubando!!!”

Ora meu amigo! Só existe uma explicação para isso, ele rouba!!!

Não posso dizer que o cabra está errado, na verdade, o bundão é você, que se mata tentando cumprir todas as missões de uma forma justa, virtuosa, valorosa, paladina, ema, aviadada, aboiolada e homossexualizada.

Somente para fins de informação, vamos revelar, qual são as principais situações onde os errepegistas com certeza roubam, sem a menor sombra de dúvida. Conforme as situações forem surgindo, o mestre com certeza vai lembrar dos jogos aonde esses fatos ocorreram e pode querer tirar satisfações com o jogador. Obviamente o player não se lembrará que roubou, nem puxando muito pela memória. Obviamente também, seu próximo personagem acabará morrendo num acidente terrível e inexplicável, após derrotar o dragão dourado, terminará por falecer de maneira agonizante em decorrência do tétano adquirido ao perder aquele 1 PV no arranhão conseguido através da lâmina enferrujada do canivete roubado do goblin bandido.

Se qualquer das situações listadas abaixo tiver ocorrido em seu grupo, lembre-se: “Isso não é mera coincidência”, o jogador roubou mesmo, e na cara de pau.

O inimigo rola o dado e acerta o golpe. O mago conta seus PVs e sobrevive.

O mago inimigo tenta dar uma sugestão simples ao guerreiro. O guerreiro olha para a sua ficha e passa no teste de vontade.

O ladino na ponta dos pés aproxima-se do bárbaro distraído, e com seu poderoso ataque furtivo, o mata em um golpe só.

O paladino invejoso, no calor da batalha, concentra todo o seu ki/cosmo/chakra em um único ataque abençoado pelos deuses e enfim, consegue causar mais dano que o guerreiro.

O ladino é descoberto pelo dragão avatar sumo-sacerdote do deus do ódio, protetor do pântano do terror e, magicamente consegue convencê-lo de que não estava alí para roubar o seu tesouro, mas sim para fazer novas amizades.

O clérigo não-épico, vê seu amigo bárbaro caindo desmaiado, e com sua reza secreta, consegue de uma forma misteriosa, devolver todos os seus pontos de vida.

O ranger boladão, encontra-se numa situação onde seu animal amigo não pode salvá-lo, nesse momento, usando toda a sua força de vontade e sabedoria popular, ele lembra… que tem uma magia útil.

O bardo se vê numa enrrascada contra o kobold surdo. Ele olha firme para o seu inimigo, cai no braço rolando pelo chão e inadivertidamente… vence.

Numa batalha mágica pelo domínio da Floresta Negra, o ranger bolado derrota o mestre dos druidas… dentro da Floresta Negra.

10º Na hora de recitar as palavras mágicas para ativar o seu ítem maravilhoso, árduamente recém-conseguido, o bárbaro do grupo descobre como por encanto… que sabia ler!!!

11º Após derrotar o cruel necromante, o paladino encontra-se na dúvida, se atende ou não o pedido do inimigo caído e desamardo para ajudá-lo a levantar-se. Lembrando-se de um certo ensinamento de um tal mestre do oriente, o guerreiro sagrado degola o débil mago das trevas e então levanta seu corpo como foi pedido.

12º O feiticeiro poderoso, entra no calabouço dos beholders, e… sai.

13º O membro mais sagaz do bando, resolve jogar de monge, e todos soltam uma sorriso de admiração e espanto, quando percebem, que o monge, é o personagem mais forte do grupo.

Se quaisquer das 13 situações listadas, ou alguma semelhante ocorreu em vossas mesas, não fiquem cabisbaixos, mas aprendam com seu autor a se virar, afinal… ele apenas roubou, e de forma “decente”.