cotidiano


Não é a primeira vez que isso acontece. Pra variar, como meu blog sobre Tecnologia tem o pagamento do domínio expirado no meio de junho eu sempre acho que o Dados Limpos também terminaria nesse dia. Que nada, acabou segunda feira e por isso só hoje estamos de volta.

Que sacanagem…

Peço desculpa a meus leitores que não acompanham meu twitter e devem ter ficado encucados com o ocorrido. Fico feliz, antes mesmo deste post a recepção hoje está normal, o que indica que vocês não esqueceram de mim. Obrigado!

Como resposta a isso e a tragédia que é minha organização pessoal (porra, os caras vinham me avisando que o domínio iria expirar a 6 meses atrás) vou postar com bem mais frequência nesses próximos dias. Nada de dois posts por dia como o louco do Rocha as vezes faz, mas algo que chega perto desse nível. Aliás, depois de quase 2 anos (estamos chegando lá) começo a ter idéias novas para a identidade visual do blog. Não vou dizer muito sobre, só digo que ela tem haver com uns dos posts mais famosos e linkados do blog…

Todas essas excelentes imagens foram extraidas do famoso Fail Blog.

Minha tia e minha prima tentam descrever o carro de um homem que trabalha com frete.

Minha prima: O carro dele é uma pickup.

Imagem extraida do site http://www.noticiasautomotivas.com.br

Minha Tia: Nada disso garota! O carro dele é uma kombi aberta.

E no final o carro era uma Splinter:

Deixando de lado toda discussão sobre como mulheres não conhecem absolutamente nada sobre carros, temos aqui um situação que pode ser muito bem utilizada em uma mesa de RPG e pode ficar perdida por falta de preocupação do mestre com detalhes maiores sobre cultura e conhecimento dos personagens dos jogadores e NPCs.

Momento aonde o simulacionismo abre margem para novas situações que não seriam possíveis sem essa preocupação com a verossimilhança quanto a visão do personagem sobre a situação de acordo com sua experiencia de vida.

Observando o nível de conhecimento da minha prima e de minha tia posso afirmar que:

  • MInha prima conhece menos que minha tia sobre o assunto e dá uma informação errada. Ela sabe que o carro é usado para transporte e acaba usando como exemplo um modelo que não bate com a realidade.
  • Minha tia em contrapartida sabe mais, mas sem saber o nome correto ela na realidade não afirma que o “carro é uma kombi aberta”, mas sim parece com uma kombi aberta.

Temos aqui uma armadilha comum durante a troca de informação com gente que não conhece muito determinado assunto e que pode ser usado com facilidade para milhares de situações em uma mesa de jogo de RPG para surpreender jogadores.

Será que todo morador de um vilarejo que viveu anos no meio do mato e nunca viu um dragão na vida – e/ou muito menos já ouviu falar sobre – saberia descrever um dragão de forma adequada?

Ou o misterioso personagem que estamos procurando em uma movimentada cidade cyberpunk em Shadowrun 4 que foi descrito como um “orc” e na realidade era um humano normal, mas como diziam sobre ele desde pequeno, “feio como um orc”.

Temos situações interessantes no nosso próprio Brasil sobre como alguma informação quando passada para lá e para cá muda de forma curiosa. Foi assim que É a cara do pai em Carrara esculpido virou É a cara do pai cuspido escarrado (sério).

Por que não surpreender os jogadores e quem sabe inseri-los em uma história paralela devido a uma descrição fraca ou no caso do nosso amigo orc… digo, humano, “equivocada”?

Imagem extraida do blog do Carlos Cardoso

Dependendo de quem descreve, nada é o que parece. Vocês sabem me dizer o que está sendo segurado na foto? Acreditem, tem haver com sexo, mas não é nada que suas mentes maldosas estão pensando. É só clicar na imagem que vocês descobrirão o que é.

Sou muito esquecido as vezes. Bom, sinceramente é quase sempre. Agora anoto tudo que eu tenho de fazer em um pedaço de papel em pequenos tópicos que carrego sempre comigo. Cada tarefa resolvida eu risco da lista. Parece estranho algo assim ser efetivo, mas ai é que está. Nas coisas simples é que encontramos às vezes a chave para resolver nossos problemas.

Senta que lá vem a história…

E o que isso tem haver com o Dados Limpos?!? Sem querer adotei o método que uso para planejar minhas histórias de RPG no meu dia a dia. Quem me conhece sabe que gosto de improvisar bastante e dai vem a origem dessa forma tão simples de preparar uma aventura.

E como fica uma história preparada assim? O propósito é anotar uma historia em pequenos tópicos e deixar que o grupo e o mestre, ali na hora, criem boa parte da história. Claro que mesmo histórias prontas nunca serão iguais por que cada grupo e cada sessão a coisa muda, a rolagem, a idéia dos jogadores e por ai vai. Mas eu pessoalmente gosto de algo bem mais aleatório.

Digamos que eu idealize uma aventura bem clichê de fantasia medieval aonde o jogadores viajando por uma floresta encontrem uma vila totalmente abandonada. O local está destruído por um combate e a causa foi uma tribo de orcs que migrou para região e está escondida nas entranhas da floresta. Eu anotaria no papel:

-Vila semi-destruida

– Tribo de Orcs

Pensando que talvez fique simples demais, ee eu acrescentar a trama Orcs um pouco diferentes? Quem sabe uma tribo que use máscaras assustadoras que empregam um “modus operanti” mais furtivo, desaparecendo e aparecendo através de túneis subterrâneos?

Então eu altero minha nota:

-Vila semi-destruida

– Tribo de Orcs furtivos e usando mascaras ameaçadoras e sinistras

-Túneis Subterrâneos

Pensando agora em personagens, a historia deixaria meus jogadores totalmente isolados? Na maioria das vezes detesto essa opção. Então acrescento a ela possíveis personagens que surgiriam na história:

-Vila semi-destruida

– Tribo de Orcs furtivos e usando mascaras ameaçadoras e sinistras

-Tuneis Subterraneos

Wilbor Fruta-Fresca (ui) – Druida que investiga estranhos acontecimentos na região que andam perturbando a ordem natural da floresta. Nervoso, desconfiado e misterioso. Desconfia dos jogadores.

Jimmy (eu sempre coloco um jimmy, vai entender?) – Pequeno garoto (5 anos) encontrado escondido entre os escombros. Não fala nada, mas parece saber algo sobre a localização dos orcs. Perdeu toda família, chora muito e caso veja os orcs gritará e tentará correr em pânico.

Perceberam que eu coloquei além do nome, uma breve descrição de por que estão lá, personalidade e pequenas idéias de como fazê-lo gerar situações junto ao grupo? Muitos vão perguntar. E as fichas? Pois bem, eu não uso fichas. Uso tabelas prontas do livro do mestre. Não lembro agora a página, mas normalmente adiciona ao lado da descrição dos personagens assim como a dos monstros.

O mais interessante quanto aos NPCs é que normalmente mudo-os de acordo com o clima da aventura e idéias aleatórias do momento. Ver pequenas notas dos personagens não engessam muito minha imaginação e posso criar com mais liberdade.

Depois que crio desafio e possíveis npcs e hora de pensar no encontro com os jogadores. Vou optar aqui por um dungeon padrão mudando a entrada para um caverna padrão para um entrada atrás de uma cachoeira. Legal não? Vamos lá:

-Vila semi-destruida

– Tribo de Orcs furtivos e usando mascaras ameaçadoras e sinistras

Wilbor Fruta-Fresca (ui) – Druida que investiga estranhos acontecimentos na região que andam perturbando a ordem natural da floresta. Nervoso, desconfiado e misterioso. Desconfia dos jogadores.

Jimmy (eu sempre coloco um jimmy, vai entender?) – Pequeno garoto (5 anos) encontrado escondido entre os escombros. Não fala nada, mas parece saber algo sobre a localização dos orcs. Perdeu toda família, chora muito e caso veja os orcs gritará e tentará correr em pânico.

– Entrada do lar dos orcs, caverna atrás de uma cachoeira. Duas entradas. Uma desconhecida pelos orcs.

Aqui vem um momento importante. Criei duas entradas, uma com possíveis chances de conflito (pela entrada do esconderijo) e outra escondida, desconhecida até pelos orcs que a pouco tempo no local ainda não a encontraram. Reparem que esse é o momento clímax (pelo menos para D&D), aonde os jogadores invadem o local e chutam algumas bundas.

Depois anoto quantos orcs devem estar na caverna, página da ficha dos mesmos e ali mesmo no papel faço pequenas alterações nos orcs para se adequarem ao que eu quero.

Acreditem se quiser, Posso terminar minhas anotações aqui. Consulto o livro para descrever o combate com os monstros e o resto eu crio na hora. Posso as vezes anotar uma boa idéia para armadilha, um item mágico que eu ache legal. Tudo fica ali guardado para usar. Ou não.

Vantagens do Método

-Tenho sempre uma historia imprevisível e que se adapta bem ao espírito da situação.

– O Mestre pode se divertir bem mais quando mestra assim.

Desvantagens do Método

– Se você não estiver preparado você pode gaguejar ou ficar sem a fala do momento.

– É muito mais cansativo para o mestre por que ele cria boa parte das coisas na hora.

E vocês, como anotam suas histórias? Muito detalhamento ou pouco detalhamento?

A muito tempo atrás conheci o Ambrosia por intermédio do Felipe Velloso e a Diana Stephan em um pequeno encontro que não deu muito  movimento aqui no Rio de janeiro. Pois bem, agora estou começando a colaborar com o Ambrosia e escrevi meu primeiro post!

Mazes and Minotaurs – Esqueça senhor dos anéis

Ok. Como sempre sou muito dramático em meus titulos, mas está ai.

No começo foi bem diferente escrever, existe uma série de regras quanto a formatação que nunca segui. Mas após apanhar um pouco deu tudo certo pelo menos. Quem sabe eu não passe a seguir isso também aqui para o blog?

Um aviso a todos os leitores (hahahaha) desse blog. Peço desculpas pelo meu desaparecimento, mas além de problemas familiares a internet no meu trabalho simplesmente estava em manutenção. Caso não saibam 70% do que faço aqui é feito no periodo da tarde aonde meu trabalho me deixa tocar outros projetos.

Agora ela voltou (acho…) depois de uma ameaça judicial da minha faculdade contra a OI que como o Marcelo Lira bem disse, deveria se chamar CU(como anda o GURPS 4E Marcelo?!?).

Aguardem novidades, mas por enquanto vou ter que correr e me atualizar, depois de tanto tempo um pouco distante da internet…

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