Diário de Campanha


Tire seu D&D da geladeira (a quanto tempo você não o mestra amigo?), adicione uma pitada da quarta edição para dar aquele sabor novo e um pouco de Tagmar 2 naquela velha receita agora com gostinho renovado! Amasse bem o saboroso Pathfinder junto com Conan D20 (cuidado para não exagerar…) e deixe em uma panela separada esquentando até ficar no ponto. Junte tudo e acrescente água misturada a um pouco de 3D&T Alpha (para dar aquele gostinho oriental) e ferva bem até o cheirinho da campanha nova amortecer o seu nariz!

Seria loucura misturar Pathfinder, Conan D20, D&D 4e, e 3D&T? Pode ser que não! No começo de uma nova campanha nada mais justo de agregar tudo aquilo que é bom e transformar tudo em uma mistureba generalizada de todas as coisas…

Mistureba Generalizada de Todas as Coisas (MGTC):

O motivo pelo qual não são universos é que qualquer universo em particular não chega exatamente a ser uma coisa, mas sim uma maneira de compreender o que é tecnicamente conhecido como MGTC, Mistureba Generalizada de Todas as Coisas. A Mistureba Generalizada de Todas as Coisas também não existe na prática — é apenas a soma total de todas as maneiras diferentes que haveria para compreendê-la, caso existisse uma. Douglas Adams, Praticamente Inofensiva.

Tagmar 2

Me interessei pelo projeto Tagmar 2 e quando conferi o cenário do jogo fiquei impressionado. Um mapa super detalhado (tem até download de uma versão em alta resolução dos mapas) e descrições detalhadas dos reinos e cidades importantes. Decidi dar uma chance para o cenário e eu recomendo que vocês também deem uma chance.

Conan D20

Eu simplesmente fiquei apaixonado pelo sistema de combate. Regras de bloqueio e esquiva, versatilidade em escolher lutar corpo a corpo usando força ou destreza, redução de dano nas armaduras e um monte de outras regras interessantes! Conan D20 não é só bom por ter referência ao nosso barbaro tão amado, seu sistema é singular e vale a pena conferir!

Pathfinder

Continuarei usando D&D 3.x. Pathfinder é uma evolução bem vinda, mas como está muito recente e não tenho seu livro básico ainda não a abracei por completo. Tenho muitas esperanças ao livro que já está na pré-venda vendendo horrores

D&D4e

Quarta edição de D&D da grandes lições de designer, não é toa que Pathfinder aproveita algumas lições de seu concorrente. Ele pode ter mudado demais, pode não agradar a todos, mas falar que D&D quarta edição é ruim seria no mínimo mentiroso.

3D&T Alpha

Fiquei impressionado como o Bruno BURP pegou o 3D&T Alpha e transformou no indie duelo musical 3D&T Rock Band. Mais ainda por não ter percebido o potencial de 3D&T para simular uma grande quantidade de situações. Ler 3D&T Rock Band me fez pensar que 3D&T pode ser usado em outros locais ajudando a simular certas situações de forma mais simples. E vou usar isso na minha campanha. Quando rolar  lógico que vou divulgar por aqui!

Minha campanha

Minha campanha é isso tudo! E antes que me chamem de maluco é claro que você pode pegar emprestado lições e boas idéias de outros sistemas, o que nos impede de fazer isso? Claro que sempre existirão aqueles que não gostam de mexer em nada, mas posso garantir eu não sou esse cara!

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Na momento atual da minha campanha estou inserindo meus jogadores no mundo da pirataria (o primeiro que gritar “Windows XP com SP4 deiz real” toma uma porrada!). Li alguma coisa sobre piratas e encontrei verdades e mentiras sobre esses homens do mar que eu nem imaginava (bom, algumas eu já sabia sim…). Meu objetivo era dar um pouco de realidade ao encontro e não tornar a coisa um encontro clichê.

 

Alma Negra, o pirata dos piratas…

Pensando em o que seriam piratas em D&D comecei a meditar um pouco sobre como muita gente fica presa demais a livros e suplementos e deixa uma das qualidades principais de um mestre de lado que é a criatividade.

Na hora de criar ou adaptar muitos mestres se enrolam e levam tudo tão ao pé da letra que chegam a ser irritantes. Lendo as histórias originais Conan – O Cimério, ha momentos em que ele se encontra agindo como um ladrão. Ele entra em um palácio ou museu na calada da noite em busca de alguma coisa preciosa e acaba se envolvendo em um problema bem maior.

Isso significa que Conan obrigatóriamente tem de ter níveis de ladino?

Agora um pirata. Se eu sou um mago, sou capturado por um navio pirata,  ainda na prisão eu manipulo os tripulantes e sou bem sucedido em o motim me tornando o novo capitão do navio.

Não teria esse mago se tornado um pirata?

Nem tudo precisa ter uma mecânica, pode ser chato ou simplesmente desnecessário. Deixar que certas coisas possam ser conquistadas de outra forma senão através de pontos de experiência induz os jogadores a criarem mais histórias sozinhos, que sejam mais autosuficientes e saiam da barra da calça (ou saia) do mestre.

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Isso, isso, isso… Será que vão descobrir o por que do título?

Não é necessário mergulhar em suplementos e mais suplementos para se usar piratas. O livro do jogador já basta. Meus piratas são em sua maioria guerreiros ou ladinos somente. E nada me impede de colocar druidas, rangers, monges…

Ninguém precisa seguir a descrição da classe 100%. Um personagem com 5 níveis de ladino pode ser um guerreiro que se usa de agilidade e de oportunismo contra seus adversário. Reparem, o “guerreiro” que comento aqui não é a classe, mas o conceito.

Que tal então um pirata que parece um ladino, mas bate como guerreiro? Principalmente quando aquele pirata que todo jogador cisma em achar que ladino te acerta com um belo ataque poderoso…

Eu sinceramente prefiro trabalhar com as classes básicas ao invés de encher meus NPCs de classes prestígio até por que grande maioria é muito específica (fora que sou um preguiçoso do caramba). Normalmente as classes prestígio seguem um conceito fechado e nem sempre cai no meu gosto pessoal. Diferente do que possam imaginar eu não gosto de tratar tudo que eu faço como uma equação matemática dividindo niveis, somando talentos e buscando o combo perfeito para a coisa…

Tome cuidado que nem sempre as coisas são o que parecem ser, use bom senso e jamais, em hipotese alguma, compre suco de vendedores de rua. Principalmente de tamarindo. Mais ainda se choveu no dia anterior…

Ouvi o Max certa vez comentar que gostou muito quando se encontrou com piratas em nossa desastrosa campanha anterior. Ele que é fã de Piratas do Caribe , jogava com um pirata que traiu seu capitão e por culpa do destino (leia mestre) reencontra-o dentro da loja de um alquimista gerando uma engraçadíssima cena que ficou não só gravada na mente dele, mas na minha também.

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Alma Negra… Vocês acham mesmo que eu perderia essa chance?

Não é a toa que na campanha atual coloquei piratas, eu nem lembrava, mas o estopim inicial foi esse encontro que me deu várias idéias. Comprei até um livro que fala sobre piratas – que acho que o Tsu disse que também estava lendo – Os Piratas mais Perversos da Historia, que ok, um titulo meio apelativo, mas acho que sobrevivo a ele…

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Atenção garotos. pirataria é crime…

Ali descobri varias coisas interessantes (e ainda não li tudo) que achei muito legal comentar aqui. Lá vai…

  • Não existiam somente Corsarios. Haviam piratas de verdade também.

Você pode olhar pra mim e falar: Pô Phil! todo mundo já sabia disso!

Noooot!

Já vi em algum programa da TV Aberta comentar que piratas eram, nada mais, nada menos, que homens escolhidos por seu país (normalmente França ou Inglaterra) para interceptar e então destruir ou roubar os navios do país “concorrente”. Resumindo Corsarios.

A realidade não é bem essa, houve sim homens que roubavam sem nenhuma ligação direta com paises. Haviam casos como um que li de um capitão que era Corsario e após ficar meses sem achar navios inimigos foi obrigado a se tornar um pirata e roubar navios de sua própria nação, tudo isso para que não sofresse um motim por parte de seus homens, sedentos por comida e dinheiro.

A tenue linha entre corsarios e piratas é visível. No final os dois faziam o mesmo, mas um com a benção de seu pais de origem, por isso mesmo ali eram tratados como grandes herois.

Vale citar um curioso caso de um corsario inglês que entrou na justiça para que alterassem uma parte (ou partes, não lembro agora) de um livro escrito contando suas aventuras no mar. Motivo? Ele foi citado como um pirata, motivo que o incomodou muito, mais que as historias sobre seus atos de crueldade…

  • Existiram piratas mulheres sim! E elas eram demais!

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Quem lembra da Ilha da Garganta Cortada?

Não me venham pedir para lembrar de nomes. Mas elas existiram e possuem historias incríveis, eram mulheres corajosas que estavam além de sua época. Lembro que morri de rir rumor de que uma delas, na noite de nupcias expulsou seu marido do quarto e o “demitiu das suas funções de marido”. Demais :D

  • Vocês tem medo da bandeira pirata com a caveira?!? Tenha medo é da bandeira vermelha!

A bandeira com a caveira pirata tinha como seu objetivo zombar ou assustar os navios atacados, mais que isso, era um aviso para que se rendessem.

Mas a mais temida bandeira não era essa. A bandeira completamente vermelha era um sinal usado para simbolizar que o navio estava ali para matar todos os tripulantes. Fato que nem sempre era feito, mas só o efeito moral bastava.

  • Nunca houve um código entre os piratas de navios diferentes, mas alguns capitães estabeleciam regras dentro de seus navios.

Para manter a ordem algums piratas criavam leis para guiar sua tripulação. Grande maioria seguindo muito bem a idéia do olho no olho, dente por dente, e acreditem, o voto democrático para julgar criminosos era muito comum. Normalmente a pena mais dura consistia em deixa-lo só em uma ilha deserta com uma garrafa de água, um revolver e pólvora. Haviam variações, mas senão me engano era isso ai…

  • Nunca houve a famosa prancha. Só nos desenhos do Pica-Pau mesmo!

Nunca houve uma prancha para fazer os criminosos andarem e serem jogados aos tubarões. Em contos sobre piratas aparentemente a idéia foi criada e isso ficou na imaginação popular.

Depois ponho mais algumas coisas sobre nosso famigerados criminosos do mar…

doe sangue

O Edy Abreu do Urina de Dragão e do Urina Negra achou essa campanha super 10 de doação de sangue, que chama todos os RPGistas a participarem. Ela vai até dia 25 (domingo) e é uma forma de mostrar que os RPGistas podem ser unidos.

Uma das sugestões é o mestre oferecer pequenos premios, até experiencia para quem doar. Estou disposto a negociar com meus jogadores se ele quiserem marcar para esse Sábado por exemplo.

Não custa nada galera, no final todo mundo ganha.

Postei minha indignação quando a falta de bom senso em criticar o RPG sem nem ao menos o conhecer. Fiquei impressionado por que além de receber um apoio que eu nem imaginava, encontrei otimas definições do que é RPG e de sua importancia, em diversos blogs de amigos.

Os jogadores ou ex-jogadores mostraram ter conhecimento e calma na explicação do tema e contribuiram para o bom entendimento do que é RPG. Alias, todo jogador, todo blog de RPG, deveria ter uma sessão explicando sobre o tema. Nada de clube do bolinha ou da luluzinha, fechar o grupo só torna o tema mais incompreensível. Faço questão de posteriormente (talvez esse final de semana) de criar uma sessão e colocar a definição de cada um que colaborou, obviamente com os devidos créditos, links e o que for.

Ainda falta algumas pessoas que eu chamei participar. Eu prometi e vou chamar uns blogueiros de outras áreas para comentar, vejo se faço isso final de semana. Quero ver se aviso as comunidades do Orkut e no forum da redeRPG sobre o que fizemos, que foi pequeno, mas muito interessante. O Rocha mesmo, já verificou que os posts sobre RPG criados por nós já estão na frente do publicitáriono Google… A blogsfera RPGista existe e se movimenta, isso é muito bom!

Você já viu todas as definições? Todos os posts? Será? Vamos a quem colaborou até agora:

O RPG pode conduzir pessoas à Morte? (By Kajiya)

O RPG pode conduzir pessoas à Morte? (By ByM Happy)

O RPG pode conduzir pessoas à Morte? (Versão Urina de Dragão)

O RPG pode conduzir pessoas à Morte? (Cid)

O RPG pode conduzir pessoas à Morte? (Hydra-Chan)

Conscientização (Mon Pense)

Esse ultimo vem do blog da mãe da Carla (esse é apelido da Hydra-chan :D) , uma educadora, mãe e avó, seu post que linkei, senão me engano, foi anterior a meu chamado. É bom ver educadoras com uma visão aberta como essa.

Nota: O Fabio do WoDBrasil está traduzindo um texto de um religioso defendendo o RPG, que argumenta por meio de religião para defender. Vai ser otimo, por que nos da mais uma carta em defesa do nosso hobby. Valeu Fabio!

 

A ideia do FUDGE ( Freeform Universal Do-it-Yourself Gaming Engine) que traduziram como Sistema de Jogo Adaptável, Universal e Faça-Você-Mesmo é dar liberdade do mestre criar o que você quiser dentro de uma lógica de criação, um meta-sistema que permite criar um sistema com a sua cara ou a do seu tema de rpg.

Todo mestre que joga a muito tempo um sistema, a muito tempo RPG, chega sempre a um estado aonde começa a brincar com as regras do mesmo. Fora algumas excessões, no começo os mestres são bem inflexíveis quanto a regras que depois acabam por cair por terra. A convivência com as limitações do sistema faz com que você passe a ser mais crítico e quando percebe, já está criando ou adulterando regras. Não a nada de errado com isso.

Mas outra verdade é que o mestre normalmente tenta adaptar algo que vê ou lê para seu sistema predileto, mas nem sempre se sai como quer. A dinâmica das rolagens, as regras com atributos, tudo pode ser alterado obviamente, mas eu pelo menos, prefiro simplesmente fazer algo novo com base de um sistema que absorve com mais facilidade a ideia do mundo/tema.

3D&T em seu auge (antes dessa versões turbinadas, bombadas, boladonas ou sei lá mais o que) logo depois do sagrado Manual Vermelho, sempre me pareceu um jogo perfeito para você fazer uma grande mistureba generalizada, unindo tipos de qualquer lugar sem ligar pra certos detalhes. Os danos são genericos então o Pistoleiro e o alienigena de Vorgon lutam de igual para igual, como nos animes.

Em D&D, um carinha com uma Adaga e um outro com Espada Longa ficam em uma situação de combate direto desigual. Mas não estou aqui entrando mais a fundo nos méritos mais verdadeiros da coisa, fico muito irritado com as discussões monge versus guerreiro, mago versus druida ou coisas do tipo, como se uma historia de RPG fosse Street Fighter e todo mestre colocasse os jogadores e inimigos frente a frente o tempo todo como em uma rinha de animais (usuários RPGistas do orkut fazem muito essa bobagem)…

Eu estou a muito tempo cheio de ideias para historias, mas ainda não havia achado o sistema correto, nenhum em especial. FUDGE dará para mim a medida certa para isso. O interessante é que licença do FUDGE é aberta, desde que você coloque os devidos avisos na capa do seu documento oferecido, o sistema pode ser mexido e remexido como quiser. Isso é muito bom!

Melhor ainda que já traduziram o Fudge para português! O site FUDGEBRASIL, traduziu e disponibilizou a versão em inglês, português em pdf, versão html arquivo, visualização online e ainda texto do tipo .doc e se der mole, sinal de fumaça e morse!. Lá, ha dois cenários disponibilizados já adaptados para o FUDGE. Um é sobre Harry Potter e outro bem… O outro é sobre (pasmem…) o Carga Pesada. Sim, isso mesmo! Antonio Fagundes e suas aventuras como caminhoneiro pelas estradas do Brasil (Insira aqui sua piada sobre o tema…)!

No livro que esta disponível na sessão de Downloads do FUDGE (junto com o Carga Pesada :D) e a única coisa que senti falta no site, fora a aparencia feinha (para quem percorre o obscuro caminho que Linux e o Open Source em geral nos leva, até que vai…), é um local a parte, só explicando como pessoas que querem usar o FUDGE devem fazer para quando criarem algo, como essas mesmas mostrarão que estão usando FUDGE (isso é um pré-requisito, a licença é aberta, mas você deve colocar um texto explicando que esta usando como base FUDGE) . Até para mostrar a facilidade do sistema de ser utilizado mesmo sabendo-se que dentro do livro já se encontra.

Diga-se de passagem, fora o sistema de rolagem de dados que é bem interessante (não esta vendo acima o dado simbolo do FUDGE? Isso tem algo haver…) o livro todo é sugestão em cima de sugestão. Mais que isso é interessante observar que FUDGE pode ser usado como um sistema que intermediará uma adaptação para outro sistema. Como assim? Bem, as regras de atributos, das medidas de capacidade, não são utilizados valores e sim palavras como fraco, ruim, bom, mediano… Isso ajuda bastante, um valor em D&D para um mestre pode ser mediano. Quando o mestre já experiente de Gurps pegar esse mediano ele vai traduzir isso para o que é mediano em GURPS. Esssa visão de qualificação e não quantificação se encaixa no primeiro sistema que joguei, que como falei era quase senhuma regra e mais ação.

A parte de dano em FUDGE ficou meio chata e provavelmente vou aproveitar pouco, a explicação de subtração de dano parece meio chata para um sistema que se diz fácil para iniciantes. Bom pros jogadores talvez, pro mestre pode ser meio chato…

O sistema todo é feito das sessões Atributos (que pode até não existir ou tem quanto o mestre se interessar criar, se não quiser deixar os porprios jogadores criarem), Pericias (novamente com sua organização e tipos e custos feitas eplo mestre, mas todas as melhores ideias muito bem sugeridas ali), Bênçãos (as vantages, talentos…), as Falhas (Desvantagens, Defeitos) e a personalidade. Em todas as sessões apesar do livro dar a ideia de como poder trabalhar, ele te deixa bem livre. É você que cria seu sistema, FUDGE será uma simples ferramenta.

O mais legal é que você pode deturpar qualquer coisa sem nenhum problema. Nomes, ordens, o documento te deixa bem a vontade quanto a isso como todo mestre poderia querer. No final (quer dizer, no começo…) é só colocar depois da capa devidamente as escritas legais que são ensinadas a se colocar no proprio livro no começo.

Gostou de FUDGE? Então é só baixar!

Nota: Com a aproximação do retorno de Hunter x Hunter na Shonen Jump vou preparar a minha já adaptada ideia para FUDGE

Estava vendo somente comentários dos blogs, prestes a começar minha rotina normal de trabalho quando tive que interromper a programação normal para esse chamado moral…

O Rocha da Matilha vasculhando seus paraquedistas (indivíduos que caem no seu blog sem querer e muitas vezes nem lêem um post e comentam algo “nada haver”…) encontrou um blog de um suposto publicitário, talvez até seja, mas que infelizmente não aprendeu a pesquisar verdadeiramente algo antes de comentar, que fez críticas terríveis contra o RPG. Todas sem fundamentos.

No RPG você interpreta um personagem como um ator (ou pelo menos tenta!), segue regras e interage com pessoas que jogam com você (mas com argumentos, não com facas, instrumentos de rituais satânicos, ou coisas do tipo). Os temas quando mais violentos e sérios são recomendados para MAIORES que vão saber diferenciar corretamente as coisas, procurem ver pela internet, todos vão saber o que eu estou dizendo. É uma mera pesquisa no G-O-O-G-L-E

Se o individuo mata pessoas, culpar o jogo é tão infantil como bater em uma criança e depois apontar para o próximo e dizer “foi ele!”. Problemas mentais, problemas familiares, isso gera problemas. Pessoas com problemas de caráter também. Culpar um jogo que em nenhum momento faz isso é pura ignorância. Dizer que reunir pessoas diversas para jogar causa isso é falar que uma igreja, escola, festa ou o que for, pode fazer o mesmo e anula o argumento.

Antes de falar qualquer coisa senhor publicitário, por favor leia um livro de RPG, leia que tal, aqueles que tenha o que você acha que pode chamar de um “tema perigoso”. Veja se os autores não vão falar sobre interpretação, bom senso e te dou certeza, se falar de temas adultos, vai ser recomendável somente para maiores de 18.

Eu nunca matei ninguém, minha família pode dizer pra mim se eu tenho problemas por causa do RPG. Meus amigos que jogam idem. Por que tratar o RPG com diferencial? Na maioria dos paises lá fora o RPG é conhecido por que aqui essa falta de bom senso?!?

Quero chamar meus amigos que lêem sempre meu blog e blogam também, a postarem sobre o assunto. Utilizem o mesmo titulo, mas com sua devida versão. Não quero links, não me linkem se quiserem f$%&*$ para isso. Quero que exponham sua experiência, digam o que vocês ganharam com o RPG, seus amigos, suas boas risadas diante de uma mesa, não acredito que só eu possa falar sobre isso. Mesmo que nunca jogou muito, fale sobre seus amigos, sobre a única vez que jogou a impressão que tiveram. Tenho certeza que todos aqui tiveram boas experiências, considerem isso um meme. Que seja.

Vou mexer meus pauzinhos, vou chamar mais gente, gente da blogsfera maior por assim dizer. O bom da internet é que por ser livre, a pessoa pode falar o que quiser. E pode livremente ser contestada também.

Chamo todos vocês:

Marco do ByM

Edy Abreu do Urina Negra e Urina de Dragão

Tarmann da DragonSlayer

Havoc do Grimório Esquecido

Rodrigo do Cortando a Pelicula (que não conheço, mas acredito que possa dizer algo)

Mário Kajiya (sim ele é homem!!!) do Life and Death

Fábio “Sooner” Macedo do WoDBrasil Scoop (que também não conheço tanto, mas acompanho o blog e com certeza vai querer participar)

O Devaneios da Hydra-Chan

O cid do CIDRPG

A Luma Kimura (acertei seu nome viu Luma!) do LumaKimura.net (que já jogou, se der tempo, da uma força ai linda!)

E quem mais queira comentar. Que os blogs de RPG escrevam sobre o assunto, para que quando busquem sobre RPG que tenham bastante conteúdo sobre o que o RPG realmente pode fazer a uma pessoa. Convidem mais pessoas, mais blogs que vocês conheçam que são ex-jogadores de RPG. Isso vai unir mais a comunidade Blogueira de RPG e vai ajudar a mostrar a face verdadeira do que é RPG.

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