dica


O Free RPG Day acontece todo dia 20 de junho (hoje!) e é uma iniciativa interessante para promover o RPG e dar chance de editoras conseguirem um novo público através de algum conteúdo gratuito. Na web você pode achar downloads de uma quantidade boa de Pdfs principalmente na sessão de rpgs gratuitos do DriveThruRPG (dica sobre download em outro post) e algumas pequenas dicas no site oficial do evento.

Alguns RPGs gratuitos que baixei:

Kitchen Combat

Card game aonde os jogadores então em uma batalha culinária. Nhan.

Dog Town – Core Rules

Jogue com gangsters!

Witchcraft

RPG sobre magia com um cheirinho de White Wolf. A arte é bonita, vamos ver se o conteúdo também…

Initiative Card

Um a nova proposta para lidar com Iniciativa no sistema D20, foi vencedor do Gen Con EN World RPG Awards em duas categorias (Best Free Product e Web Enhancement).

Já acharam mais algo interessante no Free day RPG?

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Em D&D 3.5 eu tinha uma imensa dificuldade para resolver o seguinte problema. Nos primeiros níveis calcular a dificuldade de uma perícia era notavelmente simples, 5 para coisas fáceis, 10 para medianas e 15 para difíceis. O problema todo era quando aquilo saia dessa escala. Dentro desses 3 níveis de dificuldade conseguimos com facilidade imaginar o que seria, por que esta dentro do nosso dia a dia, mesmo que eu adicione mais níveis entre esses três, não haveria problema. Níveis de nome “heróico”, “quase-impossíveis”,  são difíceis de imaginar principalmente se tratando de alguma perícia que você nem conhece na realidade.

Em níveis altos um jogador consegue efetuar sem esforço tarefas difíceis pois o foco de D&D são as façanhas épicas realizadas por seus heróis. O que era difícil para um personagem de nível 1 para um personagem de nível 15 pode ser extremamente ridículo e assim fica complexo para um mestre criar desafios no nível dos jogadores sem um parâmetro mais “palpável” que heroico, épico, megafodônico… Se ele não sabe o que é realmente um teste “difícil” para seu jogador fica complicado – senão fadado ao desastre – alguma idéia que tenha como chave um teste de perícia criar alguma difícildade.

Pois bem, lendo o livro do mestre de D&D4E (que comprei com meu grupo) descobri uma solução ridiculamente simples, ao menos para D&D 3.x.  A obsessão da nova edição de criar desafios de igual para igual aos jogadores permitiu um calculo simples para se obter o que é efetivamente difícil para seus jogadores.

Você consegue imaginar o valor de teste de arte da fuga de dificuldade ultra-mega-master-perfect-difícil?

A idéia é bem boba e muita gente já deve usa-la em suas campanhas. Você simplesmente pega o valor que o personagem joga para testar sua perícia normalmente e adiciona a esse valor a quantidade sugerida entre os 3 níveis de dificuldade (fácil, médio e difícil) e pronto! Você tem a dificuldade ajustada a capacidade do jogador! Vale lembrar que isso é um calculo específico para um jogador em uma situação específica, com um grupo essa dica pode não funcionar devido a diferença grande de níveis de graduações (valeu pela lembrança Balard).

Não entendeu? Vamos lá. Grunk é um guerreiro que somando seu bônus de Força, graduações e sinergias possui o valor 10 na perícia Natação. Se o mestre realmente deseja criar um desafio difícil para esse guerreiro ele pega o valor da perícia desse jogador (10) e nele adiciona o valor da dificuldade desejada (nesse caso 15 para difícil) totalizando 10+15=25. Para Grunk 25 é um teste difícil em natação já que ele precisa conseguir 15 ou mais em 1D20 para conseguir passar no teste.

O que D&D4E faz é simplesmente orientar o desafio de acordo com as capacidades dos jogadores, coisa que agora eles podem fazer melhor com suas classes bem mais equilibradas (pelo menos até os número de livros aumentar).

Perceba também que aqui não relatamos o porquê esse teste de natação ser difícil. Fica a cargo do mestre imaginar a origem dessa dificuldade, mas o realmente interessante  aqui é saber que para Grunk o teste vai ser com certeza difícil.

Variações desse calculo podem ser usadas. Quando penso na dificuldade acho interessante remover o bônus dado pelo modificador de atributo. Sendo assim se Grunk tem um modificador +2 em Força eu retiro esse modificador do calculo tornando a dificuldade igual a 10+15-2=23. Mas por que retirar o modificador? Por que o modificador de atributo é um fator que varia de criatura para criatura demonstrando suas capacidades individuais. É interessante não incluí-los para não desvalorizar o modificador, mais que isso, valoriza-lo ainda mais.

Como perceberam, não ensinei nada demais. Só estou mostrando aqui uma forma bem simples de dificultar as coisas para seus jogadores dentro de uma forma rápida de calculo. Coisas que você pode usar 3D&T, GURPS, Fudge e grande maioria de outros sistemas. Sempre é bom lembrar que tornar as coisas mais difíceis para o jogador não significa tornar a coisa mais chata. Os jogadores não precisam estar se dando bem sempre para que se divirtam.

Extraido do Urban Dictionary
1. mimimi
a very depressive person or action (“making mimimi”)
he’s a real mimimi
stop making mimimi!

Não adianta que todo mestre já teve um jogador infectado com o mimimi. Quem nunca teve um jogador chorão que sempre se acha o injustiçado?

Pooooxaaaaaa todo mundo subiu de nível menos euuuuuuu….

O mimimi é uma doença que pode infectar o jogador e ele nem vai perceber. Ela se propaga em mesas de RPG e tem como sintomas xororô agudo e constante. O jogador infectado sente-se injustiçado e vai encher o saco do mestre por que não conseguiu nenhum item mágico na aventura atual aonde todos os outros conseguiram entre outras situações aonde ele se sente inferior aos seus caros companheiros de campanha.

As vezes a reclamação é outra, alguns jogadores mimimi manifestam a doença logo no começo de sua vida jogando RPG, quando o pouco conhecimento em criar uma ficha efetivamente util o faz derramar lágrimas depois 3 a 5 sessões para que suas estatíticas sejam alteradas..

mimimimimi….

Tome muito cuidado, o momento mais perigoso para o mestre é quando ele cede na frente dos outros jogadores algo para o mimimi do jogador. Você está criando ai margem para que todos sejam infectados com o virús e sua vida se torne um verdadeiro inferno. Mais que isso, muito jogador pode interpretar mal suas atitudes e considerar que você está favorecendo algum jogador.

O clima ideal para o virús se espalhar é a presença de um mestre “bonzinho” que não consegue perceber até aonde ele está equilibrando as coisas e aonde ele está facilitando demais o jogo. E ai resta muito coisa que pode ser discutida. Até aonde um mestre precisa favorecer os jogadores para que o jogo de RPG seja perfeito? Se o RPG é um jogo e a sorte é um fator importante em uma partida até aonde manipular as coisas também não tira um pouco da diversão do jogo?

Claro que um personagem muito ruim com a autorização do grupo até pode sofrer modificações, mas tudo deve ser feito com muito cuidado. Senão, o virús do mimimi infecta todos seus jogadores, e ai meu amigo, qualquer coisa vira moeda de troca. Até encher seu copo com refrigerante…

A Terra do Nunca do Jaime Daniel é atualmente um dos blogs que mais me interesso em ler. Dentro de seu espaço ele expõe sua experiência organizando eventos e divulgando nosso jogo predileto. Um de seus posts cita a dificuldade de um jogador de RPG explicar o que é RPG sem a pessoa iniciante se intediar/dormir/enlouquecer…

Inspirado no post vou deixar aqui bem claro 7 coisas que eu não recomendaria (mas vejo muitas vezes) como tática ou forma de se introduzir o RPG para iniciantes…

Esse povo que não sabe introduzir o RPG só me dá problema…

Dica 1

O iniciante não quer saber (e terá raiva de quem sabe :D) se a CA do monstro é 35, se ele tem ataque devastador ou trespassar supremo. Poupe-o no começo dos detalhes técnicos…

WTF! O que seria Ataque de Oportunidade?!?

Dica 2

“E assim você morreu sendo estuprado(a) por um ogro com uma trosoba do tamanho de um tronco de arvore… hahaha! “

Jamais faça isso. Principalmente as risadas finais de satisfação… (Isso é o que podemos chamar de uma verdadeira introdução).

Mas… Mas… como assim?!?

Dica 3

Todos nós sabemos que você ama interpretação amigo. Mas no meio da rua ou em um shopping você fazendo careta, rosnando, batendo os braços e pulando em uma perna só para imitar o dragão manco furioso por que perdeu sua perna para os valorosos aventureiros não ajuda no começo. Pode ser vergonhoso para iniciantes pagar certos micos. Em locais publicos então…

Ok… OK… você solta…. Tiro… Carregável…. Tá….

Dica 4

No cemitério definitivamente não.

Dica 5

Pokemon parece um bom tema para você, mas não para toda humanidade…

Pikkaaa… Pikaaa….

Dica 6

Toda piada de RPG é muito engraçada para quem joga. Não para quem está começando a jogar…

Damn! Denovo!

Dica 7

Jamais pergunte a um jogador iniciante se ele tem dado d4 em casa, na rua, no quarto, seja aonde for. A menos que você tenha muita intimidade para isso…

Parece muito com meu pequenês quando era pequeno. Do que eu estava falando mesmo?

Outros links relevantes (Se faltar algum avisem):

Ontem achei interessante um post que estava sendo compartilhado pelo Interney no Google Reader.  Era o caso carioca das Mascaras de Chumbo. Um caso veridico que até hoje não foi solucionado por falta de provas.

Dois corpos achados no meio da mata. Terno, capa de chuva e duas toalhas . Tudo fica ainda mais estranho devido ao macabro fato dos corpos estarem usando mascaras de chumbo cobrindo seu rosto.

Mais estranho ainda foi o caderno achado com eles. Dentro dele, em uma folha estava escrito:

16:00 está no local determinado.

18:30 ingerir cápsulas, após efeito proteger metais aguardar sinal máscara

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Os corpos eram de Miguel José Viana e Manuel Pereira da Cruz, especialistas em instalação de transmissores e repetidores de sinal de televisão e socios.

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O que aconteceu ali realmente? A mesma informação é achada em sites de ufologia, misticismo, sites de todo tipo que dá muito pano pra manga para historias intrigantes. O tema ou a base está ali na internet, é só buscar.

Pensei em mil possibilidades para usar a idéia desse caso em histórias de horror, conspiração, aventura… Fico imaginando se depois disso tudo você como mestre ainda revelar que a história tem um certo tom de verdade e então apresentar suas fontes para os jogadores ficarem pasmos…

Nota para rir (eu não consigo resistir): A maioria dos sites que abordam o assunto acreditam que os dois buscavam contatos com OVNIs. Até ai alguém pensou em alguma coisa? Não? Lembram op que estavam carregando os dois homens? Toalhas…

Será que eles leram algum livro de um autor chamado Douglas Adams?

Creditos para a idéia que foi posta no site Ceticismo Aberto.

Já falei da minha opinião sobre adaptações não falei? Olha o que o Itiro a MC Zanini falou no AtsumiRPG:

 

Adaptar séries de sucesso e outras expressões culturais para a linguagem do RPG não é nenhuma novidade. Jogadores, Mestres, revistas e editoras vêm fazendo isso há anos. Eu sempre achei que a coisa mais importante numa adaptação desse tipo seria capturar o espírito ou tema da série e reinventá-lo com novos personagens criados pelos jogadores, mas o que mais se vê é a tentativa de reproduzir ou simular os protagonistas e antagonistas da própria série para recontar a história de um outro jeito, muitas vezes sem o menor compromisso com a verossimilhança. Não contesto que muita gente se diverte com isso, mas acho que, assim como eu, algumas pessoas talvez queiram algo diferente. Numa possível adaptação de Lost, eu não gostaria de interpretar Kate, Shannon, Rousseau, Jack ou Sayid, mas acho que adoraria encarnar um dos sobreviventes anônimos do vôo 815 da Oceanic Airlines.

Mais um que pensa comigo, na mosca. O post é sobre o premiado rpg Primetime Adventures, confiram:

http://atsumirpg.net/node/43

O Tsu já anunciou faz um tempinho, já tava mais do que na hora de eu comentar sobre a ótima idéia do Tarmann que está dando seus DVDs de graça pra quem dar uma boa justificativa por isso!!!

No site Quer a Minha Coleção de DVDs possui a ficha aonde é enviado a mensagem que vale os DVDs do Tarmann: “Por que eu deveria te dar meus DVDs?“. O resultado sai dia 1 de dezembro.

A parte mais inteligente do projeto é com certeza o mural aonde patrocinadores podem pagar por quadros de espaço aonde colocam um banner para seus blog/sites. Demais! Me lembrou uma matéria de um rapaz que conseguiu pagar seu carro com anuncios que ele cobrava mensalmente e colocava no carro e que eram contados de forma bem similar a idéia do site.

Reparem que Villago, Sedentário e Hiperativo e o Dia de Folga da Lu Monte estão lá entre os patrocinadores, não é uma iniciativa qualquer, é bem criativa e vale a pena ser falada.

Nota: O Phil não recebeu porra nenhuma por falar da promoção seus chatos :D Achei a idéia muito boa e estou pra falar dela já faz um boom tempo.

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