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Pra quem não sabe esse é um RPG de super herois feito sobre as regras do sistema aberto D20 e apesar de nunca ter jogado, sei que é bem elogiado. Aparentemente tem grande potencial de se tornar um substituto do secular Gurps Supers.

Melhor notícia ainda? A Jambô é que vai lançar (chupa Devir!). Gostei de Reinos de Ferro que até agora me parece muito bem traduzido, fico ansioso agora por esse título!

Fonte: Área Cinza

Obs: Agora que reparei, a tradução do livro será Mutantes e Malfeitores. Masterminds é uma gíria para malfeitores? Quando leio o nome me lembra algo como caras com poderes psíquicos ou grandes gênios… Será que a Jambô ta pegando a mania da Devir?

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Já estava esquecendo de responder ao meme do Edy. Lá vai as regras do meme:

1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas
2. Abra o livro na página 161.
3. Na referida página procure a 5ª frase completa.
4. Transcreva na íntegra para o seu blog a frase encontrada.
5. Passe o desafio a cinco pessoas.

Passar o desafio para mais 5 pessoas é complicado. A maioria das pessoas que eu passaria e participam dos memes já foram passados pelo Edy (que espertinho…). Bom vamos ao meme:

Romances de Clã – Ventrue. Escrito por Gherbod Fleming

O algoz de Garlotte não saira com o justiçar – não ainda – Mas a maioria dos Gangrel, ao contrário dele, não tinha uma relação tão próxima com um determinado príncipe ou com a hierarquia da Camarilla…

Estou para ler os romances de vampiro a séculos, vamos ver agora que me desatolei um pouco nas leituras se consigo…

Bom, convidando uma galera que sei que vai partipar logo de cara chamo 2. O Ronaldo do Hamister Tower e a Hydra-Chan do Devaneios. Pronto, convidados!

hello nietzeche

A piada sobre a Hello Nietzeche (Alô Nietzeche, hauhahauha) está reservada apenas a aqueles que conhecem sua ideologia ou leram o livro Quando Nietszeche Chorou…

Não confundam, muito cuidado. Uma coisa é você ter uma motivação, uma objetivo de vida, mesmo que do tipo os citados pelo Alberto (Mataram meu cachorro! Quero vingança!) outra é uma ideologia. Uma ideologia é um conjunto de regras morais que você assume para uso no dia a dia social. É a fé do Clerigo que por suas crenças não o deixa fazer certas coisas e o faz não agir como outros, por aquilo que ele acredita. Idem o paladino, outro exemplo do tipo.

Estou lendo agora Quando Nietzeche Chorou e começo a entender por que após esse livro, esse filosofo começou a ganhar popularidade. Não me parece ser sua ideia de que se abstendo de qualquer esperança, de qualquer fraqueza (dentre elas a religião, deus e o que for) o homem encontre seu verdadeiro ser, as grandes verdades. Acho difícil. Nietzeche se tornou popular por que vive aquilo que acredita, sua ideologia espartana (esse termo já esta se popularizando) e essa integridade é que apaixonou muitos. Seria isso o mesmo nos grandes líderes? Em sua grande maioria grandes pensadores que vivem em favor de sua ideologia.

O chato é que vejo poucos jogadores que fazem isso. Não que eu queira que meu grupo seja um bando de filosofos existenciais (seria isso uma redundancia?), mas existem ideologias perigosas, para vilões por exemplo, e dignas de bons personagens para jogadores. OU podemos trocar os papeis já que hoje jogadores muitas vezes preferem ser mais “maus”…

Como vilão, como uma ideologia, alguém ai já ouviu falar da doutrina de hitler?

Nós mesmos temos as nossas, podem não ser ideologias que movam nossa vida, mas que movam nosso comportamento em uma área dela. Meu pai me ensinou sobre trabalho e respeito, sobre sacrifício e recompensa, ele é um exemplo direto e por isso faço o mesmo que ele. Por que um jogador não importa a época, era ou mundo não pode também ter algo assim?

A Ideologia de um personagem torna ele forte, interessante, pode causar problemas também, mas isso pode ser divertido, é só os jogadores saberem entrar no personagem. Quem já leu a trilogia de DragonLance conhece a historia de Sturm Montante Luzente e sua busca por se tornar como seu pai um Cavaleiro de Solamia e em seguir o código dos mesmos sabe. Todos viram os problemas que ele teve por causa disso. Isso ajuda a dar mais vida a uma historia e torna ainda mais um personagens difícil de esquecer.

Muitos mestres não acham justo obrigar um jogador a criar suas historias. Em fantasia medieval a desculpa de “sou aventureiro, estou em busca de riquezas” já não aceito mais desde tempos remotos do 3D&T… Ao invés disso, insentivo meus jogadores a criarem historias e caso envolvidos em situações que mexam com suas motivações lhes concedo um bônus moral. Pode ser triste falar assim, mas alguns jogadores tem de ser habituados a interpretar, então nada como uma troca inicial, uma compensação.

Certos sistemas, como o livro de RPG do Warcraft Online que dá pontos heroicos e você somente os recupera com novos atos heroicos. Um sistema de feedback interessante aonde o jogador se arrisca para salvar alguém, faz algo imprevisível e digno de alguém de coragem e ganha pontos heroicos que podem ser usados na hora como um insentivo, um retorno a determinação. Tudo bem, vamos colocar que o mestre deve ter cuidado nesse caso, nada de jogadores super herois, salvadores de todos ou jogadores kamikazes que pulam na frente de tudo para ganhar pontinhos de experiência. Jogadores inteligentes e muito “gamers” podem ser chatos…

Enfim, ter um código moral a seguir é uma ideia que enriquece a historia de um personagem e deixa grandes herois e vilões muito mais interessantes. O que eu não quero é que os jogadores pensem, e quase sempre eles pensam, é que ter uma ideologia é se “limitar”. Me parece que quando você cria algo assim, de certa forma seu personagens acaba abrindo muito mais o leque, por que as decisões antes comuns de um jogador podem ser mudadas agora que ele segue uma nova visão.

Isso me lembra de Vinn Moraust, um mago que criei para ser o personagem central da minha campanha anterior (que acabou ridículamente por causa de falta de maturidade dos jogadores, é a vida…) e que liderava uma exercito mercenário inspirado na Black Company, um romance que não li, mas com certeza quero ler quando tiver oportunidade. Já falei sobre Vinn aqui no blog, ele e sua ideologia, sendo um mago adivinho ele acreditava que não havia um destino manipulado por divindades, uma mão (ou mãos) que movia e regia os acontecimentos. O destino era o resultado das ações humanas, mas a imensa combinação e ações, esse imenso efeito dominó que por um simples ato pode se tornar algo muito maior mais a frente (Teoria do caos? Alguém conhece?).

Vinn acreditava que o problema é que por meios humanos era impossível ver tais resultados. Mas por magia arcana sim. As magias de adivinhação que previam o futuro seriam responsáveis por calcular esse grande problema e dar a resposta e mais que isso, para Vinn isso significava que não importa o que você faça, isso é muito importante para você e para os que estão em volta, que por mais pequeno e simples seus gestos, eles podem definitivamente mudar o mundo, uma conseguência direta de sua ideologia e que era o tema da minha campanha.

Vinn morre na segunda sessão de jogo, ele já sabia que iria morrer, mas sabia que algo muito ruim aconteceria após sua morte e por anos planejou uma forma de mudar isso, e com sua morte acolheu como lideres da Legião Negra os personagens jogadores, a principio uma ideia louca já que eles eram estranhos para os comandantes que lutavam com Vinn, mas eles teriam muita importancia mais a frente. Vinn viu o futuro com sua magia e adicionado novos elementos ao calculo criou um novo caminho a equação.

Percebem como a ideologia de um homem moveu uma historia? Esse final de semana comentei sobre esse mago para meus jogadores e a incrível capacidade de mesmo após morto continuar a aparecer, não como espírito, mas sim por seu legado e seus planos que sempre guiavam os jogadores mesmo após a morte…

Estava conversando com a Hydra sobre como me sinto um alienigena em casa, sendo a única criatura ali que lê algo além de bula de remédio… Posso dizer que meu começo foi cedo e com um livro atípico para minha idade. Foi Admirável Novo Mundo de Aldous Ruxley, um livro profético quanto ao comportamente humano no futuro, e foi incrivel como tive paciencia de ler e entender claramente. Hoje em dia realmente me questiono como consegui naquela idade, lá pelos 6 anos ou no máximo 7…

Ler para mim é um habito quase compulsivo. É constrangedor falar que as vezes eu tenho que me proibir de ler para evitar minha dispersão. Sempre fui muito fantasioso e ao ler sempre penso nas possíveis atitudes de um personagem, que rumos ele poderia tomar. Uma verdadeira sessão de O que aconteceria se

Gosto de ler um pouco de tudo. Mas confesso que tenho um certo trauma com Literatura Brasileira antiga, aquela que infelizmente é forçada a que você leia na escola… Acredito que exista um método mais didático de fazer com que você leia um livro, principalmente na idade aonde fui quase obrigado a ler. E obviamente, como quem me conhece deve saber, não Li. E até hoje fico com receio de ler, o comteporâneo me agrada muito mais.

Fato que a Bienal do Livro aqui no Rio de Janeiro está ai e acaba no domingo. Eu e meu grupo estaremos lá no sábado, e lógicamente meus jogadores querem correr para o estande da Devir… Vou buscar um roteiro legal e vou preparar meu bolso para a facada que virá, eu me conheço.

Para vocês terem noção li o ultimo dos 7 volumes de A Torre Negra faz 1 semana (livro alias, que tenho que fazer um resenha para este blog), terminei ontem, A Madona de Cedro, que me surpreendeu, muito engraçada e já teve até minisérie da mesma na TV Globo. Agora estou começando a ler Os Piratas mais temidos da história, um livro que vai me ajudar na próxima parte da minha campanha e é bem divertido, depois vou falar um pouco sobre ele. E depois (sim, tem depois…) ainda tem Quando Nietzseche Chorou, um livro que me foi muito recomendado e gerou a mania atual de livros sobre filósofos muitas vezes em situações do tipo O que aconteceria se.

Só voltando um pouco para o RPG… Todo rpg é baseado em um tema que muitas vezes é baseado em uma literatura. Vampiro, A mascara na literatura de Anne Rice, D&D do clássico Senhor dos Aneis e uma infinidade de outros livros de fantasia. Mundos famosos normalmente lançam livros sobre seus personagens, vide o Crânio e o Corvo e Inimigo do Mundo do cenário de Tormenta e uma série de literaturas sobre Forgotten Realms (Drizzt D’Urden ruleia…) e a verdadeira enchurrada de livros que se encontra sobre o mundo de Dragon Lance. Gêneros CyberPunks inevitavelmente nos arrematam a Blade Runner, Neuromancer e por ai vai…

O que eu quero dizer com isso? O RPG cria hábitos novos a seus jogadores, a empatia com cenário as vezes quebra aquele desconforto na hora da leitura, o leitor lê algo que ele se sente em casa. E se ele lê por causa do RPG meus caros, então não me parece o RPG é um instrumento que pode trazer malefícios a um indivíduo, pelo contrário, ele só ganha.

Nota: A Bienal do Livro tem um blog. É o blog do Guto.

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Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra Romântica, Byroniana ou Mal do Século), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro.

Extraido da Wikipédia

Quando eu acho que não vou me surpreender mais me aparecem coisas desse tipo. Estava eu fazendo minha leitura geral do site REDE RPG quando me deparo com a então notícia do rpg “Malditos! regras para um cenário azevediano de RPG”, de autoria de Campo D’arvore, aonde o autor descreve as cartas achadas de um inventário que cuidava e que era de um fazendeiro já falecido.

Nada mais clássico que Noite na Taverna e sua série de contos terríveis (e malditos!) regados a influencias Ultra Romanticas… Tenho um amigo que faz letras na UFF e com certeza quando eu falar sobre RPG ela vai jogar com toda certeza desse mundo! Ele é fã da obra de Alvares de Azevedo…

O livro descreve os capítulos como cartas individuais devidamente agrupadas, dando um clima a mais para a adaptação, além de utilizar um escrita mais rebuscada. A descrição da ideia pelo qual o autor das cartas de RPG resolveu criar o jogo foi otima! Uma “brincadeira inocente” aonde um d12 resolvia toda situação:

“Cada um lançava um dado, selecionando um parceiro; então, ambos descobriam aleatoriamente quais regiões deveriam tocar-se lascivamente. Bem sabes, detesto baralho. Se algo do tipo deveria ter lugar, os poliedros vieram a calhar; “

Orgias, boemios, amores proibidos, pecados e morte tudo aquilo que é o Mundo Azevediano esta ali. Só por favor, não pensem que o jogo de RPG é a descrição acima. Segundo o autor das cartas lidas por Campo D’Arvore ela foi a “inspiração” para tudo mais. Tristemente, o sistema de regras é meio chatinho de se aprender, que tornaria a entrada de fã de literatura e não jogadores de RPG mais complexa.

Outro detalhe negativo (que já não é tão negativo assim) fica por conta do livro ter um tema pesado demais, gerando assim um certa incapacidade de tal obra ser utilizada didáticamente a menos que seja sumáriamente retalhada. Ok, o atrativo desse rpg é esse clima sujo e amaldiçoado que cerca os personagens, fadados a desgraças, mas é uma pena. Temos que ter mais RPGs voltados para educação, mostrando seu grande potencial para tal coisa…

Por pontos positivos, além da ideia do livro e a ambientação somada a regras que é pra lá de interessante, fica por conta da descrição do que é RPG. Nunca vi uma discussão tão interessante sobre o que é RPG, palmas para o autor, realmente vale a pena o que li.

Para quem quer ler malditos, ele pode ser pedido gratuitamente por E-mail. Vou ver com o autor e se ele me autorizar, gostaria de disponibilizar para download, vamos ver… Se você quer pedir Malditos! faça o seguinte:

Envie uma mensagem dizendo “Quero o Malditos!” para o E-mail noitedoseculo@bol.com.br e você receberá um lindo PDF de 136 páginas com essa facinante proposta.

Alias, o RPG continua evoluindo, novas regras estão sendo devidamente criadas para melhorar o sistema e podem ser conferidas no site REDE RPG, fora a promessa do distribuidor de melhorar e aperfeiçoar as regras. Vamos ver! Tenho que ligar para um amigo agora, tenho que convida-lo para um partida de RPG pra lá de Maldita… (No bom sentido, lógico…)

Nota: Disponibilizei o arquivo de  Malditos! na sessão de Downloads.

 

Estou a umas 200 páginas (pouco para um maníaco como eu…) de terminar o último dos 7 volumes que compõem a épica saga de Roland Deschain e sua Torre. A Torre Negra. (paradinha em homenagem a R.A Salvatore, que não morreu, mas está sendo zoado no exato momento). Pensando na obra de Stephen King, em tudo que ele fez pela obra e a possível idéia dela ser um obra caça-níquel, percebi como estava sendo imbecil em raciocinar dessa forma…

Sempre achei incompreensível a forma retrograda que os críticos de arte olham o mundo que tanto… Criticam… Me parece que eles pararam no tempo. O rock não é estilo musical, Stephen King, Dan Brown e muitas vezes a própria Literatura Fantástica em geral são lixo literário. Mesmo Harry Potter pode ser mencionado (meus ancestrais vão se contorcer no tumulo…). É como ignorar um elefante cor de rosa dentro de uma sala de estar…

Será que o novo não tem espaço? O mundo muda, mas eles devem ficar ali, naquele mundo antigo? Será que tudo que é atual deve ser necessariamente lixo? E mais… Ganhar dinheiro pelo que se escreve é errado? Um bom escritor deve morrer de fome, na miséria, como os antigos escritores que conhecemos?

Fico com medo de perguntar, por que conheci em minha época de pré vestibular pessoas incríveis que escrevem de forma tão natural como respiram ou trocam de roupa e hoje são estudantes brilhantes de letras ou filosofia, mas que tinham infelizmente essa opinião. Oh sim, sempre curiosamente, fiz amizade com o pessoal da área de letras e de exatas. Dois mundos um pouco distintos, talvez por isso eu impressionasse tanto ao interpretar um texto tão bem e calcular senos e co-senos de ângulos…

Será que se sua escrita agrada gostos mais populares você está fadado a ser um escritor medíocre? Sempre tive aversão a tudo que é muito pop, que fica muito falado. Mas o porquê de me irritar é essa falação. Mas não significa que eu considere aquilo um lixo artístico. Só não gosto por birra infantil, é a vida…

Lembro de uma ex-sogra (título sinônimo a talvez, ex-algoz, ex-vilão e coisas do tipo :D) que me falava que odiava Jorge Amado por que suas historias giram em cima dos mesmos personagens. Quando peguei para ler A Morte e A Morte de Quincas Berro D’Agua, já olhei com certo preconceito. E me assustei.

A historia do livro (que tenho que contar, senão o motivo da minha surpresa não será devidamente bem explicado) conta como um homem correto, de uma família conservadora, de emprego estável, abandona tudo para se tornar um boêmio, uma vagabundo, a jogar, brigar, embebedar-se e sair com prostitutas…

Quincas morre logo no primeiro capitulo que pelo menos é sua primeira morte. Repudiado pela família que o abandonou, só lamentam sua morte seus amigos de farra, pessoas que compartilharam com ele sua alegria e sua liberdade que conquistou abandonando toda uma sociedade e estilo de viver.

Após o suposto velório fica confuso (em minha opinião por intenção do autor) se Quincas simplesmente ressuscita para fazer mais uma “farra” pela cidade com os amigos ou se levam simplesmente o morto por ai (a primeira na realidade é a alternativa mais plausível). Apos uma grande bagunça, Quincas vai para o mar e se joga ali, para nunca mais voltar. “Morro quando bem entender”, foi mais ou menos assim que disse Quincas.

Quincas era tão livre que escolheu até mesmo como morrer. Seu espírito livre era tão grande a ponto de voltar só para morrer da forma que queria… Fico pensando se eu ouvisse minha ex-sogrinha se eu teria lido algo tão profundo…

Por que será que queremos tanto que nossos artistas preferidos morram? Será que só quando o homem se sente um lixo é que aquilo que ele escreve não será?

Drizzt Do’Urden e sua pantera extraplanar…

Terminei hoje de ler a primeira trilogia que apresenta Drizzt Do’Urden, um elfo Drow (elfo negro para os que não conhecem) do mundo de D&D Forgotten Realms (Reinos Esquecidos), que se aventura na superfície junto de seus aliados.

Bruenor, experiente guerreiro anão, descendente direto do rei do Salão de Mitral, a maior área aonde pode se encontrar mitral em todo reino. Cattebrie, jovem adotada por Bruenor e Wulfgar, jovem bárbaro que foi treinado tanto por Bruenor tanto por Drizzt na arte da luta e empunha o poderoso martelo Garra de Palas, uma arma fantastica forjada por Bruenor, sua maior obra prima. Eles vivem heroicas aventuras enquanto cada vez mais se percebe que Drizzt renega completamente o comportamento malígno comum de seu povo.

Quando comecei a ler a trilogia, imaginei Drizzt seguindo o estereótipo muito comum hoje em dia do anti-heroi. Sendo ele de uma raça tão malígna, pensei em Drizzt como um bad boy, em alguém com regras próprias e provavelmente longe de ser alguém muito amigável.

Quebrei a cara.

Talvez, não sei, se Drizzt tivesse sido criado mais recentemente, R.A. Salvatore, seu criador, poderia ter se influenciado por essa mania que é hoje em dia, os anti-herois. Mas não, Drizzt é um heroi e talvez seja essa a parte que mais me impressiona no livro, que fugiu de uma espectativa minha, não desagradando pelo contrário, cumpriu muito bem o que propôs…

Mesmo assim jamais pense em Drizzt e seus aliados como herois bonitinhos e 100% certinhos. Eles são herois, são honrados, mas podem ser mortais contra seus adversários como em qualquer mundo de fantasia. É até importante para os jogadores de D&D, que normalmente não recebem pelo menos dos livros básicos muito apoio interpretativo, lerem tais literaturas. A desconfiança e a evolução da compreenção de Wulfgar sobre o mundo e sua verdadeira face ou a crise existêncial e a busca de aceitação das pessoas de Drizzt, estas que são tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas com o Drow.

Como eu havia dito, Drizzt só aparenta ser mal…

Drizzt é um heroi para mim importante, por que além de poderoso, herdou aquilo que os Elfos Drows fizeram quando se recolheram para seu mundo subterrâneo, Menzoberranzan – adoro esse nome, tenho uma teoria que assim como muitos biólogos, os fanáticos por fantasia deliram falando esses nomes estranhos para os desconhecidos não entenderem – eles renegaram o sobrenatural e abraçaram a razão. Drizzt é muito inteligente e essa é a qualidade que salva Drizzt muito mais que suas duas cimitarras…

A cada capítulo, o autor extrai um texto que parece vir das memórias de um diário escrito por Drizzt e ai, R.A Salvatore ganha todos meus créditos aproveitando a mente lúcida do Drow para discutir assuntos filosóficos, políticos, existenciais, todos eles fazendo um poderosos paralelo com nossa propria realidade. Fiquei impressionado quando percebi que Drizzt nas entrelinhas falava sobre socialismo, e varios outros temas que eu não imaginaria surgirem em um livro de fantasia…

Mas ha ainda coisas bem estereotipadas. O anão bruenor, é um anão em seu estereótipo mais comum e mesmo se diz de Wulfgar o barbaro. Mas o estereótipo não cansa e os personagens tem bastante vida, o que alivia um pouco essa visão clássica que foi criada dos dois…

Pessoalmente para mim, o primeiro livro é o melhor, seguido do segundo. O terceiro é bom, mas a origem da Garra de Palas que fica no primeiro livro para mim é um momento único. Nunca vi o ato da forja, mesmo sendo ela mágica, ser descrito de forma tão fascinante como da forma que foi.

A unica coisa que me irrita é uso excessivo das paradinhas no texto para gerar impacto. As vezes chega a ser irritante. Não entenderam? Eu explico…

Exemplo:

Os guerreiros foram corajosos e desafiaram o destino que era certo para a maioria dos que enfrentavam tais criaturas.

E eles venceram (famosa paradinha).

Deve haver um nome para esse recurso, mas se alguém souber, por favor me avise o nome.

Resumindo. Uma Trilogia que não cansa como Senhor dos Aneis e surpreende por apresentar certos aspectos de personagens e textos (como os diários de Drizzt) interessantes. Peca também, mas acredito que ha mais créditos que débitos. Na dúvida, comprem a Estilha de Cristal, nome do primeiro livro da trilogia. Vocês vão gostar.