Making of


O personagem apresentado a seguir faz parte da minha aventura de humor Cthulhu in Rio. Vale lembrar que tudo nesse blog está protegido por um licença Creative Commons por isso olha o que você faz rapaz, senão vai tomar um processo no quengu!

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José da Silva, 36 anos, Contador – Não sei como esses filho#%¨&*¨% tem coragem de falar mal de Belê. Ele é gente como a gente, a pessoa mais honesta que conheci! Belê na cabeça!

Maria Albuquerque, 25 anos, Estudante – O Belê é o unico político da história brasileira que não se mete em pilantragem. Dentro de tantas opções decepcionantes durante tantos anos, ele se tornou o único voto válido!

Mario Teixeira, 45 anos, Cientista Político – O Belê é uma revolução no mundo político, um achado arqueológico. Ele não pode ser manipulado, muito menos comprado! Sua postura silenciosa e indeferente ao mesmo tempo que simpática, agrada a todos os políticos e principalmente o povo! Belarmino Soares definitivamente é um astro pop da política!

Hoje, as 10 da manhã, sobe para receber as honras no palanque contruido em frente a prefeitura do Rio de Janeiro Belarmino Soares ou “Belê“, como é mais conhecido. Morto desde 1990 devido a problemas cardiacos, Belarmino é o único político do Brasil (e do mundo) que sobe na carreira política mesmo depois de ter batido as botas.

 

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Belê é capa de todo tipo de revista, até as mulheres querem saber os segredos de Belarmino Soares…

 

Alias, Belê nunca foi político até morrer! Sonho que tinha quando vivo e realizou como morto, uma homenagem da cidade aonde morava, a pequena Iaranporagandagaiaba, um nome indigena que significa cidade-pequena-perto-da-montanha-que-chove-chua-chua-chua.

Após ganhar a graça do povo e da mídia, Belê conseguiu vencer as barreiras da morte e se tornar um político devido a sua simpatia e postura sempre correta. Nada de falar besteiras ou se meter em atos duvidosos, Belê se tornou um candidato perfeito, incorruptível. Disputado por inúmeros partidos políticos, Belê nunca manifestou vontade de mudar de partido, nada de infidelidade partidária, o que enfatiza ainda mais a visão de um representante da nação corrreto.

Foi o chefe de inumeras comissões parlamentares, Belê sempre foi conhecido por sua capacidade sobrenatural de arrancar informações sigilosas de seus amigos do Planalto com a metodologia do silêncio, como no caso do deputado Severino Carvalho, acusado de participar do esquema das garrafas de bebedouro superfaturadas:

Severino: Devo dizer companheiros de inquerito, caro companheiro belê, que todas essas acusações são falsas! Em momento algum, eu, Severino Carvalho, nordestino, maior representante do meu povo, faria tal coisa para insultar o povo que represento. Veja bem…

Belê: …

Severino: …Por que essa minha assinatura, quando foi pedida, não foi para esse propósito tão mesquinho e duvidoso…

Belê:

Severino: …A nação brasileira precisa compreender que ha uma conspiração querendo me derrubar! Tenho provas mais que provam minha total inocência sobre a questão das garrafas…

Belê:

Severino: Ta bom PORRA!!! Foi eu que assinei tá bom! Agora para de me olhar assim cacete! Não vai fazer nada não! Seu mariquinhas! Froxo! Vai ficar sorrindo assim pra mim a reunião toda! Você é um falso seu Belê, honesto é o… (Segurado e levado para fora da comissão pelos políticos presentes) .

Belê:

Belê é conhecido também como o político que mais se manteve em silêncio em pronunciamentos públicos em respeito a colegas mortos e tragédias de todo tipo. Mesmo não pronunciando uma só palavra todos entendem o motivo de seu silêncio, apesar de com frequência discussões surgirem sobre qual é a origem do ato respeitoso diante de, por exemplo, duas ou mais tragédias na semana.

Belê atualmente vive sozinho em um condomínio de luxo da zona sul, solteiro, tem sempre seguranças ao seu redor (o preço de sua fama e influência). Normalmente não gosta de entrevistas aonde fica calado se recusando a falar qualquer coisa, mal sai de casa, saindo normalmente para exercer seus deveres como político. E isso tudo sem tirar seu sorriso do rosto…

Ah! Dizem que ele está procurando um novo amor! Mas nada está certo. Belê como sempre, integro e muito sério, se recusa a dizer uma só palavra sobre o assunto…

Ouvi o Max certa vez comentar que gostou muito quando se encontrou com piratas em nossa desastrosa campanha anterior. Ele que é fã de Piratas do Caribe , jogava com um pirata que traiu seu capitão e por culpa do destino (leia mestre) reencontra-o dentro da loja de um alquimista gerando uma engraçadíssima cena que ficou não só gravada na mente dele, mas na minha também.

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Alma Negra… Vocês acham mesmo que eu perderia essa chance?

Não é a toa que na campanha atual coloquei piratas, eu nem lembrava, mas o estopim inicial foi esse encontro que me deu várias idéias. Comprei até um livro que fala sobre piratas – que acho que o Tsu disse que também estava lendo – Os Piratas mais Perversos da Historia, que ok, um titulo meio apelativo, mas acho que sobrevivo a ele…

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Atenção garotos. pirataria é crime…

Ali descobri varias coisas interessantes (e ainda não li tudo) que achei muito legal comentar aqui. Lá vai…

  • Não existiam somente Corsarios. Haviam piratas de verdade também.

Você pode olhar pra mim e falar: Pô Phil! todo mundo já sabia disso!

Noooot!

Já vi em algum programa da TV Aberta comentar que piratas eram, nada mais, nada menos, que homens escolhidos por seu país (normalmente França ou Inglaterra) para interceptar e então destruir ou roubar os navios do país “concorrente”. Resumindo Corsarios.

A realidade não é bem essa, houve sim homens que roubavam sem nenhuma ligação direta com paises. Haviam casos como um que li de um capitão que era Corsario e após ficar meses sem achar navios inimigos foi obrigado a se tornar um pirata e roubar navios de sua própria nação, tudo isso para que não sofresse um motim por parte de seus homens, sedentos por comida e dinheiro.

A tenue linha entre corsarios e piratas é visível. No final os dois faziam o mesmo, mas um com a benção de seu pais de origem, por isso mesmo ali eram tratados como grandes herois.

Vale citar um curioso caso de um corsario inglês que entrou na justiça para que alterassem uma parte (ou partes, não lembro agora) de um livro escrito contando suas aventuras no mar. Motivo? Ele foi citado como um pirata, motivo que o incomodou muito, mais que as historias sobre seus atos de crueldade…

  • Existiram piratas mulheres sim! E elas eram demais!

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Quem lembra da Ilha da Garganta Cortada?

Não me venham pedir para lembrar de nomes. Mas elas existiram e possuem historias incríveis, eram mulheres corajosas que estavam além de sua época. Lembro que morri de rir rumor de que uma delas, na noite de nupcias expulsou seu marido do quarto e o “demitiu das suas funções de marido”. Demais :D

  • Vocês tem medo da bandeira pirata com a caveira?!? Tenha medo é da bandeira vermelha!

A bandeira com a caveira pirata tinha como seu objetivo zombar ou assustar os navios atacados, mais que isso, era um aviso para que se rendessem.

Mas a mais temida bandeira não era essa. A bandeira completamente vermelha era um sinal usado para simbolizar que o navio estava ali para matar todos os tripulantes. Fato que nem sempre era feito, mas só o efeito moral bastava.

  • Nunca houve um código entre os piratas de navios diferentes, mas alguns capitães estabeleciam regras dentro de seus navios.

Para manter a ordem algums piratas criavam leis para guiar sua tripulação. Grande maioria seguindo muito bem a idéia do olho no olho, dente por dente, e acreditem, o voto democrático para julgar criminosos era muito comum. Normalmente a pena mais dura consistia em deixa-lo só em uma ilha deserta com uma garrafa de água, um revolver e pólvora. Haviam variações, mas senão me engano era isso ai…

  • Nunca houve a famosa prancha. Só nos desenhos do Pica-Pau mesmo!

Nunca houve uma prancha para fazer os criminosos andarem e serem jogados aos tubarões. Em contos sobre piratas aparentemente a idéia foi criada e isso ficou na imaginação popular.

Depois ponho mais algumas coisas sobre nosso famigerados criminosos do mar…

O Camilo do CamiloRPG traduziu uma matéria que lista formas comuns de um mestre criar e levar sua historia adiante. Como a galera que lê o Dados Limpos conta suas historias de acordo com a lista? Alguém faz a histórias de forma diferente?

Eu pessoalmente sigo o método “Caminhos para Roma”:

o Mestre bola uma cena clímax, um final, e improvisa durante o jogo os caminhos para chegar lá.

Gosto muito dessa forma de mestrar, apesar de em épocas de cansaço mental eu ficar muito sem criatividade. Nessas horas eu diminuo improviso e busco algo mais planejado.

Tudo que eu retenho do que leio e vejo para histórias é utilizado dentro dessa forma de encaminhar o jogo. Mas ha também uma série de personagens, temas e outros componentes do cenário que tenho o interesse de introduzir, e então agrego a partida. Notem que não são tantos componentes assim, senão deixaria de ser “Caminhos para Roma”, para uma historia realmente planejada com uma serie de improvisos normais que surgem na mesa…

Do resto confiram a matéria do Camilo:

http://camilorpg.wordpress.com/2008/02/20/tipos-de-aventura/

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A muitíssimo tempo comprei uma edição de Watchmen, não a primeira, mas sinceramente não precisou.

Um clássico de Alan Moore – como quase tudo tudo que ele escreve alias – que fala de um mundo um pouco diferente do nosso (tecnologicamente um pouco mais evoluido), a beira de uma terceira guerra mundial aonde homens comuns vestem fantasias – mesmo sem poder algum – para combater o crime. Algo que poderia ser ridiculo se torna verdadeiro e único e os personagens conseguem mesmo não sendo super fortes ou super velozes, serem incríveis e atraentes.

Andam saindo algumas prévias do filme de Watchmen que esta sendo feito por Zack Snyder (Diretor de 300 de esparta) todas obviamente do personagem mais neurótico da série. Rorschach…

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Rorschach desarmado? Mal vocês sabem que ele é primo do Macgyver!

Um RPG baseado em Watchmen seria incrível não acham? (Ok, já existe, só é uma raridade hoje em dia). Não falamos de jogar com super herois, falamos de vigilantes, homens sem poderes, mas não menos interessantes. Principalmente se você leu Watchmen!

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Imagem encontrada dentro do trailer de 300…

Não há um sistema ideial para esse tipo de historia obviamente, qualquer sistema sempre pode ser adaptável a uma idéia é só o mestre ter criatividade e bom senso. Mas convenhamos que se um sistema foi feito para um tipo de historia, ele tende a ser mais fácil de se utilizar em temas próximos…

Aqui, eu recomendaria ou o sistema da Chaosium para Call of Cthulhu ou talvez o de Storyteller, pelo foco que é mais psicológico nessas historias, além de não estarmos lidando com super humanos.

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Banca de jornal mostrada constantemente em Watchmen. Reparem que o rapaz sentado ao lado da banca é aquele que esta lendo a historia de terror sobre piratas. Foi prometido que ela talvez seja colocada no dvd…

 

Alias, esse tipo de história lembra da era dos super herois mais antigos, menos poderosos, mais exagerados com aquelas roupas espalhafatosas, que não deixa de ser algo que Alan Moore colocou em Watchmen como uma especie de homenagem.

Fica ai uma dica de tema bem divertido e esperem por esse filme, estou ansioso para vê-lo pronto. Se alguém jogar algo depois me conte, seria um prazer saber como foi, além de eu mesmo já estar matutando planos para o mesmo…

Inspiração e Imagens de Rorschach: Melhores do Mundo, blog super engraçado (e famoso) de cariocas falando sobre um pouco de tudo do mundo nerd e além…

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Vou abrir as ideias por trás (no bom sentido) do sistema que estou criando chamado FastFUDGE (eu sei, o trocadilho com fastfood foi horrível, mas eu não resisto :D).

HunterxHunter está para sair de hoje a sábado então, nada melhor que comemorar falando um pouco do sistema que vou lançar adaptando o mangá. O nome inicial do FastFUDGE seria AnimeFUDGE, já que o sistema seria feito para HxH e por isso mesmo, teria varios elementos das peculiaridades encontradas no gênero dos animes. Não vingou. Percebi que as ideias que introduzi no FastFUDGE teriam mais haver com minha experiência de jogo, principalmente minhas primeiras, quando eu jogava com poucas regras, aonde eu considerava o jogo mais dinâmico.

FastFUDGE é assim, por isso o “fast”. Não que o sistema não tenha atributos, não falo disso. Mas devido a caracteristica singular do sistema FUDGE de não usar atributos quantitativos e sim qualitativos, você não tem corrida 12 e sim uma corrida mediana. FastFUDGE vai ser objetivo, se o desafio é mediano e as capacidades necessárias para o jogador supera-lo sejam de valor ótimo, você não fará teste.

Obviamente fica a critério do mestre se é necessário testes ou não. Se ele achar que o jogador mesmo estando em qualificação melhor deva jogar o teste, é todo direito do mestre. Assim como o jogador, caso fique em uma situação aonde ele deva perder automáticamente, tem todo o direito de exigir um teste.

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Fastfood e Fastfudge. A semelhança não é mera coincidência…

Alias, mudei o esquema de rolagem do FUDGE para ficar compatível com a forma antiga com que eu jogava, que na minha opinião, torna o RPG muito mais divertido. Todos os testes são testes competitivos, resistidos, entre o mestre e o jogador, aonde se rola 2D6 + bônus por nível de perícia + bônus e penalidades situacionais.

Alguém pode perguntar se isso não seria uma copia do que é feito com o D20 System, mas a ideia das jogadas competitivas são uma retorno a minhas origens no RPG, aonde na falta de uma regra que resolva a situação resolviamos em uma disputa entre rolagens de 3D6. Obviamente agora existe um atributo ou uma perícias que quebra um pouco esse fator aleatório e de 3D6 agora são 2D6 aonde o fator aleatório existe, mas não é tão assustador igual utilizando 3D6.

Os atributos se baseiam na forma simples e rápida que li em uma sugestão sobre Lives de Vampiro, A mascara, escrita em uma edição especial da Dragão Brasil, Temporada de Caça, em tempos remotos. Se resumia a Atributo Físico, Mental e Social. Pronto. Acharam muito genérico não? Mas esses atributos diferente da maioria dos sistemas, não será utilizado como teste com frequência. Ele é a base para a montagem do personagens, quase tudo em FastFUDGE é separado em físico, mental e social. Pericias, Talentos e de certa forma até dano.

As Perícias são classificadas como falei antes, em físicas, mentais e sociais. A quantidade que se pode comprar depende de quanto você tem em certo atributo relacionado a perícia. ha também a dificuldade em se aprender uma pericia, que por sua vez influenciará na quantidade de pontos gastos. As dificuldades existentes são Fácil, Médio, Difícil e Muito Difícil.

Nas perícias físicas ha ainda uma segunda divisão. Há as pericias comuns físicas e as perícias de ataque. As perícias de ataque são utilizadas em combate e representam sua habilidade de manejar e causar dano com uma arma.

Ai entra uma semelhança com 3D&T, aonde não importa a arma, você é um personagem que pode ser igualmente perigoso com adaga ou uma espada de 4 metros. Muita gente tem dificuldade para entender isso, nos gêneros de anime os personagens são criaturas perigosas que se especializam em armas bizarras e muitas das vezes desafiam as leis da física e da lógica. “Ha, eu acho ridiculo, um cara com uma borracha matando pessoas”. Uma coisa meus caros, é viajar, se utilizar de explicações fantasticas. Outra é não ter bom senso.

O dano em FastFUDGE é fixo a menos que se utilize alguma manobra que altere isso. Um espadachim que é um ótimo usuário de katana, causará um dano obviamente ótimo com ela. Em contra partida existem duas formas de defesa, que são perícias de ataque que podem ser compradas também. São elas Bloqueio e Esquiva. A ideia é meio obvia, com bloqueio você pode absorver parte do dano, mas sempre vai receber um pouco. Na esquiva você ignora totalmente o dano, mas somente se ganhar no teste, diferente no bloqueio, aonde você sempre reduz um pouco o dano.

Para evitar apelações todas as perícias de combate são consideradas difíceis de aprender. Isso torna complicado mesmo para quem colocou bons pontos no atributo físico.

O que o FastFUDGE permitirá, mas ainda estou pensando se farei realmente, será o personagem se especializar em uma arma. Para quem se foca em uma arma apenas, será de dificuldade média evoluir com tal arma, em troca, suas outras perícias de combate (exceto esquiva e bloqueio que você não poderá se especializar) se tornaram perícias Muito Difíceis de se aprender…

O sistema de bençãos de fudge vou substituir pelo nome caracteristicas ou talentos. Aqui eles não serão exatamente utilizados para combos. Essas habilidades, essas qualidades (e por isso penso em características, talvez até características pessoais) definirão o personagem tanto no campo físico, quanto mental, quanto social, não se metendo na área das perícias e ao mesmo tempo criando a personalidade do personagem. Adjetivos vão ser utilizados para descreve-lo e os ganhos por comprar caracteristicas se resume a um bonus em determinas situações ou habilidades inatas que um personagem pode ter.

No final, ao olhar uma ficha de FastFudge você poderá entender um personagem e saber exatamente como ele é, de forma muito mais decente que em D&D, por exemplo, aonde é mais fácil descobrir que ele luta de arco e tem bônus base +5. Talvez até um leigo, acompanhando as descrições teria uma boa facilidade em compreender. Fora a agilidade do sistema, essa intenção de tornar as coisas mais claras o possível são umas das minhas mais sinceras intenções…

Sandman e Clerigos de Xirontur

Sandman não penteia o cabelo, ele é o senhor do Sonhar, pra que se preocupar com isso?!?

Teve festa na casa da Sati esse final de semana e conversando com um dos amigos da Sati, Marcelo, relembramos grandes nomes dos quadrinhos, como Frank Miller e Neil Gaiman. Ao falar dele e minha obsessão por Sandman (que só perde sinceramente para Hunter x Hunter) lembrei que eu devo uma explicação que é reveladora e ao mesmo interessante sobre a parte atual da minha campanha…

Meu jogadores se encontram na necessidade de ajudar Borour, um clerigo de Xirontur (o que me deixa “pé da vida” é essa rima enfame que eu nem imaginava que sairia…), que aparentemente é o unico que seria capaz de responder ao mistério que é a trama que envolve os jogadores. Salvo pelo grupo, aparentemente Borour se dispos a ajudar os jogadores os levando a Biblioteca Universal de Xirontur, para que ali, encontrem respostas sobre o acontecido…

O grande problema é que Borour foi capturado por uma terrível divindade extraplanar conhecida como a Rainha Branca, um divindade menor dos aracnídeos, e após ser salvo por meu grupo revelou que seus três itens de mágicos foram-lhe retirados e foram com o tempo e pelo acaso, espalhados cada um, em locais distintos do mundo de campanha(ele descobriu a localização acessando uma câmara especial aonde a Rainha Branca e todos seus antecessores escrevem sua história, uma especie de bíblia, impressa nas paredes de uma câmara sagrada).

A Lâmina Solar caiu sobre as mãos de um pirata temino, o Colar de Orion nas mãos de um poderoso demônio servo da legião flamejante (grupo de demônios que são os vilões principais do mundo de Warcraft, nosso mundo base, eu acho… ) e a Capa de Tyr, se encontra nas mão dos Elfos da Noite que vivem perto ao monte Hyjal(acho que se escreve assim…).

Para os Clérigo de Xirontur seus poderes dependem de seus itens mágicos. Devido a constantes viagens pelos planos para determinar e qualificar se alguém ou um grupo seria devidamente merecido de conhecer a Biblioteca e os segredos mais obscuros guardados pelos Deuses, Xirontur deu a seus Guardiões o poder de forjar com sua benção armas aonde eles guardam seu poder divino. Perdê-las pode ser complexo, mas é a unica forma de em viagens para outros planos que o poder divino de seu Deus esteja sempre com eles.

Sem suas três armas forjadas, Borour vira um clérigos sem magias e sem a capacidade de levar o grupo para a grande dimensão particular aonde fica a Biblioteca Universal. E assim começa a jornada dos meus jogadores atrás dos itens do Clérigo de Xirontur…

Se vocês conhecem Sandman, se leram os primeiros capitulos dessa série, vocês já entenderam a grande referência que fiz a obra de Neil Gaiman…

Prelúdios e Noturnos, a primeira saga de Sandman

 

Sandman no primeiro capítulo é capturado por um bruxo que queria invocar, aprisionar e chantagear a propria Morte… Para sorte dele a Morte não veio e sim seu irmão mais novo. Morpheus, o oniromante, senhor do sonhar. Teve seus 3 objetos de poder tomados e foi aprisionado em uma jaula mística, durante seculos senão me engano, Sandman foi chantageado, mas nada fez. Após fugir e se vingar de forma bem dolorosa, Sandman volta ao sonhar para reaver seus objetos de poder, sua algibeira sobre a tutela de John Constantine, seu colar nas mãos da Liga da Justiça e sua máscara sobre a posse de um demonio dos noves circulos

Acho que vocês já deve ter compreendido essa referência/homenagem que fiz a prelúdios e noturnos, a primeira saga de Neil Gaiman com um de seus personagens mais marcantes.

Mas as refências não param ai… Um espírito que protege um dos jogadores usa uma mascara de gás, que foi uma inspiração direta na máscara de sandman. O mesmo sobre as três bruxas (as três irmãs, e todas as outras trocentas referências…) que Sandman invoca para saber a localização dos itens. Só que na minha campanha, elas são vilãs e estão atrás dos aventureiros.

Sandman é uma história excepcional e eu não poderia deixar de fazer tal referência. Bom, mais um making of revelado…

Enquanto escrevo um artigo sobre segurança no Mundo VOIP, resolvi criar pequenos textos discutindo de onde vieram minhas idéias para minha campanha atual. Ela não revela nada, não será um spoiler, mas ajuda a compreender de onde vem certas ideias malucas da minha pessoa… Para quem não sabe os Clérigos de Xirontur que discuti em posts anteriores são parte da aventura e classe prestígio do mesmo esta quase pronta.

Porque começar em uma fogueira?

Os jogadores se vêem pela primeira vez alí, sentados em uma fogueira (sem escolha)diante de uma escuridão assustadora e quase palpável, cheia de criaturas desconhecidas e medonhas os esperando após o ultima faixa de terra que a fogueira pode iluminar. A fogueira, mesmo que frágil, é a unica coisa que salva suas vidas. Foi acesa por um velho índio, callahan, que esta sentado do outro lado da mesma.

E assim eles começam a conversar sobre destino, morte e respostas que devem ser encontradas em meio ao Vazio

Não ao vazio como definição que conhecemos, mas Vazio como definição de plano. Quer dizer… não exatamente plano. Mas sim algo que fica entre os planos. esse é o Vazio aonde eles estão.

Um índio, uma fogueira é uma escuridão total cheia de monstros que só não os ataca por causa da luz da fogueira. Os jogadores com um mistério a resolver que envolve descobrir por que eles foram escolhidos para algo nem ao menos eles sabem o que é.

Não estou querendo recriar Lost, nem copiando o mangá Gantz (mesmo sendo leitor do ultimo citado, Kurono ruleia), mas o clima me pareceu excelente para o começo e o tocar de uma história. O mais engraçado é que um mestre pode começar – como foi meu caso – uma campanha sem nem ao menos saber o motivo dela começar. Isso pode parecer engraçado, mas o proprio mestre não saber o motivo pelo qual as coisas estão acontecendo acaba ajudando até mesmo a entrar no clima.

Lógico, lógico, agora eu tenho toda campanha, já sei o final se meus jogadores chegarem lá. Mas nunca detalho muito, deixo os detalhes irem surgindo com o dia dia e a necessidade.

Homens falando sobre assuntos importantes envolta da fogueira foi uma inspiração direta de A Torre Negra de Stephen King. Constantemente Roland Deschain e seu Ka-tet de novos pistoleiros bem curioso (um viciado em drogas, uma negra com dupla personalidade sobre um cadeira de rodas e um garoto de 11, 10 anos) se encontravam “confabulando”, como Roland fala, em volta de uma fogueira, falando do passado, do mundo e do que esta acontecendo. Eu quis recriar esse clima que alias, depois me lembrou o dialogo final da trilogia de DragonLance, quando os herois da lança encontram o fim de sua aventura diante de uma fogueira conversando quem diria com um Deus em pessoa.

No final meu grupo acabou por ser chamado de Viajantes da Fogueira. E novamente a nome saiu do nada. Gosto de mestrar sem uma historia 100% planejada por causa disso, quando as coisas saem do nada, parece sinceramente que não foi você que criou aquilo. Bom, Stephen King não disse que tudo que ele escreveu até hoje gira em torno de A Torre Negra? Talvez por isso tenha sido 7 Volumes…

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