Sessão do Mestre


Meu amigo/socio/irmão/eu/ele? Rafael, dono do Blog Coisas Comuns esta começando a escrever junto com meu amigo Ronaldo o tão sonhado mundo de magia pensado por eles. Vou ajuda-los hora ou outra destacando algumas partes do texto para vocês (com a devida alteração dos mesmos…), e quem sabe eu não mostre pra vocês até mesmo um pouco das ideias muito boas sobre mecânicas de aprendizado e evolução no RPG inventadas pelo Rafael. Não estou falando de aprendizado na fina arte de mestrar, mas digo no lado do jogador e seu personagem e a forma com que ele evolui suas capacidades. Existem muitas formas mais interessantes de se evoluir uma habilidade além de simplesmente matar monstros e somar pontos. Certas regras forçam o jogador a uma maior interatividade e conseguentemente uma riqueza maior nas interações dentro da partida.

Exemplo: Se você tem que aprender tal perícia você tem que perder tempo pesquisando-a e tentando usa-la. Seria um nível de aprendizada inicialmente fraco e que deixa incapaz de fazer muitas coisas, mas vai depender da persistencia do jogador e do interesse em pesquisar que o fará evoluir. E ele faz sozinho? Lógico que não, ele precisa de informação e ai é que vem a ajuda alheia, a intereção com locais aonde a informação é acessível e por ai vai…

Bom, eu estava falando de um mundo novo não é mesmo?

“Não se sabe até hoje como tudo funciona, nem como começou, só se sabe que algumas pessoas foram afetadas de uma forma que nunca mais irão esquecer…”

Que a magia comece!

RPG é a soma de várias fatores que podem ser extremamente viciantes. Desde a mecânica de jogo a interpretação, você tem varios motivos para gostar dele. Mas o fator sorte sempre foi o que rendeu mais histórias. Indiferente do cenário, se ha mecânica de rolagens e verificações, as grandes jogadas de sortes em situações difíceis serão sempre lembradas.

Os críticos, rolagens que são consideradas como jogadas excepcionais, momentos aonde você acaba sendo melhor até do que imaginava podem ser a alegria de um jogador ou o terror de muitos mestres despreparados. O crítico pode arruinar um inimigo mais rápido um inimigo do que o mestre imagina e acho que talvez por isso, por todo essa faor imprevisível que rola em torno do rpg e sua mecânica que mais e mais acho que ser muito detalhista em sua história pode ser perigoso. Saber improvisar deve ser o mínimo que um mestre deve saber pra manter uma boa campanha…

Quanto aos críticos em campanha acho que eles podem ser colocados assim:

Críticos fáceis: Campanhas heroicas sem muito senso de realidade podem ter uma regra de crítico mais fácil. Por que ter que rolar uma verificação de crítico no D20 System? Deu 20 então é crítico e pronto… Isso pra qualquer outro sistema.

Críticos Difíceis: Quando fazer criticos não é impossivel, mas é necessário ter muita sorte você estará em um meio termo. Campanhas com tons mais realistas se adequam mais a essa situação.

Sem Críticos: Muitos sistemas vivem sem críticos. 3D&T era um rpg de ação, cheio de coisas fantasticas, mas se deu muito bem sem utilizar rolagens críticas. As vezes não te-los pode lhe dar menos dor de cabeça. No final a escolha é sua.

Agora algums dicas sobre críticos interessantes:

Deixe o jogador descrever se crítico: Seu jogador fez um crítico? Não tem coisa mais divertida pra ele se ele conseguir altos dados que dizer para ele: Diz ai, você fez o melhor, então diga como fez. As vezes os jogadores se empolgam em suas descrições, mas você como mestre pode “polir” a idéia para algo menos exagerado.Essas coisas, principalmente quando inimigos ou grandes façanhas em perícias são feitas podem dar muito alegria e disposição aos jogadores.

Crítico somente para perícias: Mestrei 3D&T em campanhas sem problemas por muito tempo. Mas obviamente como todo mestre, mexi aqui e ali aonde achei que poderia ser interessante. Não acho que 3D&T precise de críticos, não em combates. Mas diga-se de passagem em perícias a muito, muito sentido. Em qualquer, jogo, em qualquer realidade quando você vai fazer uma tarefa, por uma desatenção ou simplesmente azar mesmo você acaba por se ferrar. Ou do contrário… você se dá super bem e faz algo excepecional até mesmo em algo que você normalmente não é tão bom. Introduzi os críticos em pericias e não me arrependo. Eles tem bastante sentido e deram muita riqueza a mecânica de jogo.

Esse post é uma homenagem ao Alberto, nosso jogador que mais vi tirar 20 em sessões… Tanto que adicionei um contador no canto direito do blog pra contar seus 20 por sessão. Juro, ele sempre tira uns 2…

Druidas e Rangers possuem companheiros animais. Os Magos e Feiticeiros possuem seus familiares. Em qualquer outro mundo ou gênero animais estão presentes ajudando ou atrapalhando nossa vida. Muitas vezes a gente esquece deles, partes muito divertidas de um filme são voltados a brincadeiras com animais. Não sou nenhum fã dos filmes de animais que minha mãe caça loucamente em cada canal de filmes, mas posso dizer que saber utiliza-los pode ser divertido. Pessoas capazes de falar com animais podem descobrir o quão sarcastico pode ser a forma com que os animais nos vêem que criamos tantas complexas situação diante de tanta simplicidade que é a vida cotidiana…

Animais como criaturas sábias: É valido observar que em culturas mais antigas os animais são considerados criaturas sábias, sabem incriveis segredos e muitas vezes salvam a vida dos grandes herois. O corvo de O Hobbit que o diga.

Animais como criaturas engraçadas: Ok, já falei até lá em cima. Criaturas com uma visão irônica de nós ou que sejam engraçados em seus costumes. Filmes como Doutor Dolliter ou sei lá como se escreve dizem muito bem o que quero dizer…

Animais da forma científicamente correta: Nada impede que o mestre julgue o nível da inteligência do animal e personagens capazes de conversar com eles teriam que se virar pra ultrapassar as barreiras causadas por isso. Essa idéia pode ser misturada com qualquer uma das duas visões acima ou as duas ao mesmo tempo. Por que não?

Animais com hábitos estranhos: Quem já teve animais em casa sabe sobre os estranhos fenômenos que ocorrem as vezes com certos animais… Ou as vezes nem tão estranhos, mas digamos que aplicados a situações diferentes… Se uma aguia gigante acha que é seu filhote e não quer deixar que você saia do seu ninho o que você faria?

Animais como ameaça: Eles estão em toda parte. No Mundo das Trevas dos Vampiros ou na Fantasia Medieval eles estão por todo lado. Quem sabe se comunicar e falar com esses animais pode ser uma ameaça ou uma grande ajuda. Gandalf sabe o quanto isso pode ser precioso quando O Castanho (ou marrom, nem lembro mais) lhe enviou umas “Aguias Gigantes” pra ajudar… (ha! você achou realmente que foi igual ao filme?)

Enfim, vou pensar mais com carinho nos animais. Aliás… o motivo desse post foi simples. Acabei de descobrir agora de tarde que meu querido gato “Tainha” tenta espantar pássaros latindo assim como meu pequenês faz. O gato cresceu junto com o cachorro e por isso essa estranha… atitude. Escutar um gato tentando latir, juro pra vocês, é engraçado e não ha como não perceber…

Na Ultima Sessão falei que exagerei demais nas informações. Já cansei de jogar em mesas aonde mestres passam séculos explicando a historias e os porques disso, daquilo, daquilo outro. Ele NÃO esta errado. Mas a forma como isso normalmente é feita é aonde as vezes nós mestres pecamos.

Pro diabo!!!! Se for pra ficar horas falando, que escreva um texto e mande os jogadores lerem… Ainda existem boas almas que ainda interagem, que perguntam e questionam. Mas quantos jogadores assim nós mestres conhecemos? O mestre mesmo ao contar uma história, jogar uma informação, principalmente as longas, deveria interagir com seus jogadores, perguntar, questionar. Quem sabe fazer por dedução, eles mesmos descobrirem a história. Tudo para o RolePlay não morrer e virar um verdadeiro monólogo

Quem nunca parou para contar uma historia percebeu que depois de um tempo seus jogadores não estão prestando tanta atenção assim em suas historia? Pombas!!! Você percebe isso e você não vai fazer nada? Não acredito que oferecer a história em doses homeopáticas, aos poucos, seja a solução. Nem sempre é possível. Então invente mestre. Crie, esse é seu papel. Eu vou começar a fazer meu…

Já repararam que as tavernas são os locais mais visitados dos mundos medievais, mas nunca se observa atentamente o cotidiano desse local? Acho que já vi em um mangá uma personagem maluca tomar conta de uma taverna, mas foi a unica referência que eu me lembre. Coisas das mais loucas acontecem exatamente por passar lá todo tipo de gente. Nelas de tudo pode acontecer. Por que não desafiar os jogadores a tomarem conta de uma? A atenderem, protegerem e sobreviverem a loucura que seria uma taverna… Da para imaginar mil coisas e talvez seja esse o mais divertido!

Caso perguntem o por que da foto tive essa ideia depois que acabei de comer um lanche no BOB’s… Não sei se foi a imaginação no momento agindo ou minha coinciencia pela quantidade de besteira que eu consumi e minha busca para pegar meus pecados por esse ato de… gula.

Eu falei para vocês… Nunca bati muito bem.

Muita discussão surgiu sobre o lançamento dessa versão “Monte Cook” o mundo das trevas da White Wolf. O pessoal começou a falar que ia virar porradaria pura, que iria virar um dark D&D e bla, bla, bla. Querem saber jogadores estáticos de vampiro? Esqueçam!

Você acham realmente que esse novo WoD, essa versão Monte Cook é para vocês? Pode ser que sim, mas a principal ideia da White Wolf (uma grande ideia alias) é com a presença das ideias do Monte Cook chamar atenção de outros nichos de jogadores fora os já estereotipados e nem um pouco popularizadores jogadores de Vampiro.

Não, NÃO, eu não odeio vampiro. Pelo contrário, acho muito interessante… O que é triste é a visão limitada do tipo D&D porrada, Vampiro Interpretação, 3D&T jogo para iniciantes e por ai vai… Por mais que um sistema seja voltado para favorecer tal aspecto do rpg e da interpretação as coisas tem que ser assim? Quem interpreta e faz o clima são os jogadores e o mestre meus caros e interpretar e jogar uma campanha mais voltada a interpretação pode ser feito em uma mesa de D&D ou Vampiro, Shadowrunner, 4D&T e o que for…

Com certeza a WW chamou Monte Cook pra fazer essa versão alternativa… mas você não acham que se ela vender bastante ela não pode acabar se tornado a mais que definitiva versão? Quem quiser ter uma ideia clique aqui. O Blog WoDBrasil anda traduzindo as previas das historias e das raças e ambientações do livro. Achei muito interessante e parece muito mais chamativo para jogadores de outros sistemas que os antigos jogadores da WoD. Vejam pelos comentários. Mas eu garanto a vocês que esses livros devem bombar, mas graças a uma nova geração de RPGistas. Como o Alberto falou, os antigos serão enterrados com seus modulos básicos (tudo bem, estou aumentando…).

Novamente só pra garantir, clique aqui e leia varias traduções de WoD by Monte Cook.

Estava eu atravessando a rua quando dou de cara com um grupo da igreja Assembléia de Deus. Eles me dão o panfleto e eu sempre solidário, aceitei. Nunca gostei muito de destratar ou jogar panfletos fora na cara das pessoas. E se fosse eu quem desse? Enfim… Tudo normal até eu ler que a Assembléia comentada na historia é a assembléia do bairro VIZINHO… Mas espere ai… Vamos ver se entendo isso legal… As igrejas que seguem o mesmo preceito (assim espero), que possuem o mesmo nome, concorrendo entre si??? Isso me deu idéia para uma historia de RPG…

A religião e as brigas internas são sim, temas de discussão. Pelo menos em literaturas mais realistas as diferenças dentro de uma própria religião são grandes. Ninguém age simplesmente igualzinho ao outro em regime de “você me ama e eu te amo também eternamente por que concordo com tudo que você diz…”. Na grande realidade da vida (e até em alguns mundos fantásticos) existem divergências dentro de ordens religiosas… Guerras entre religiões nem vou entrar no caso. Mas discutir as diferenças dentro de uma própria religião e a fé que alimenta cada um, que mesmo sendo focada no mesmo Deus ainda é vista de um foco diferente… Mas se esse Deus protege essas duas pessoas mesmo com pensamentos diferentes, que Deus verdadeiramente é esse? Gostei do tema… Minha mente queima!

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