Um domingo desses eu estava voltando para casa, após um dia intenso de RPG, estava eu no ônibus, num desses momentos em que seu pensamento se eleva ao RPG e pensando em todas as músicas phodasticas que eu poderia ter tocado, e todas os talentos incríveis que poderia ter usado, e naquelas magias ruladoras que poderia ter conjurado… De repente me veio na cabeça um pensamento peculiar,

SE EU FOSSE REALMENTE TOCAR MINHAS MÚSICAS DE BARDO, QUE MÚSICAS SERIAM?

Então foi quando comecei a rir sozinha no ônibus, pensando no que tocaria, por exemplo:

Inspirar Heroísmo :

Um bardo de 15° nível ou superior, com 18 graduações em Atuação, é capaz de usar sua música ou poesia para inspirar um enorme heroísmo sobre si mesmo ou um único aliado num raio de 9 m, permitindo que a criatura lute bravamente até mesmo um inimigo superior. Uma criatura inspirada recebe +4 de bônus de moral nos testes de resistência e +4 de bônus de esquiva na CA.


Ou então essa:

Melodia da Libertação :

Um bardo de 12° nível ou superior, com 15 graduações em Atuação, é capaz de usar sua música ou poesia para criar um efeito similar à magia cancelar encantamento (nível do conjurador equivalente ao nível de bardo). Ativar essa habilidade exige 1 minuto de concentração ininterrupta e música. Ela afeta um único alvo num raio de 9 m do bardo. Um bardo é incapaz de usar essa habilidade sobre si mesmo. (pq afinal de contas ele já está liberto, veja só :)



Inspirar Competência :

Um bardo de 3° nível ou superior, com 6 graduações em Atuação, é capaz de usar sua música ou poesia para auxiliar um aliado a obter sucesso em uma tarefa. O personagem também precisa enxergar a criatura. Dependendo da tarefa que será realizada, o bardo conseguirá utilizar sua música para elevar o espírito do personagem, concentrando-o ou auxiliando-o de outra maneira. O aliado recebe +2 de bônus de competência nos testes de uma única perícia enquantoouvir a música inspiradora.



Inspirar Grandeza :

Um bardo de 9° nível ou superior, com 12 graduações em Atuação, é capaz de usar sua música ou poesia para inspirar grandeza sobre si mesmo ou um único aliado num raio de 9 m, aprimorando sua capacidade de combate. Uma criatura sob os efeitos de inspirar grandeza adquire 2 Dados de Vida adicionais (d10) e os pontos de vida temporários proporcionais (aplique o modificador de Constituição da criatura, se houver, aos DV), +2 de bônus de competência nas jogadas de ataque e +1 de bônus de competência nos testes de resistência de Fortitude.  (ou seja, o sujeito vira o pica das galáxias!)



Fascinar :

Um bardo com 3 graduações em Atuação é capaz de usar sua música ou poesia para fascinar uma ou mais criaturas. Cada criatura que será afetada deve estar num raio de 27 m e ser capaz de enxergar, ouvir e prestar atenção ao bardo. (e se o bardo for do sexo feminino ou um travesti que engane bem e estiver de mini saia ajuda) Para ativar essa habilidade, um bardo realiza um teste de Atuação. O resultado do teste será a CD do teste de resistência de Vontade para cada vítima. (se for Homem é quase certo falhar) Se fracassar, a criatura sentará tranquilamente (ou ficará babando) e ouvirá a música do bardo enquanto ele continuar tocando e concentrado (e dançando de preferência). Enquanto estiver fascinada, a vitima sofre -4 de penalidade em qualquer teste de Ouvir e Observar realizado como ato reflexo.



E para fechar, a mais clássica de todas as músicas de bardo !!!

Inspirar Coragem :

Um bardo com 3 graduações em Atuação é capaz de usar sua música ou poesia para inspirar coragem em seus aliados (incluindo o próprio bardo), amparando-os contra o medo e aprimorando suas habilidades de combate. Para ser afetado, o aliado precisa ouvir o bardo cantar. Os aliados afetados recebem +1 de bônus de moral nos testes de resistência contra efeitos de Encantamento e medo e +1 de bônus de moral nas jogadas de ataque e dano com armas.


Espero te tenham gostado da minha seleção, pq pretendo brincar com algumas classes de prestígio de bardo, rsrsrs

Kissus

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Querido diário…

É sábado, dia préviamente estabelecido como descanso. Levantei-me cedo para registrar uma nova maneira de ensinar ao povo uma tal ciência nova batizada de Físico-Química. Infelizmente a educadora contratada pelo rei desta nação não pode vir, não lembro-me qual foi a justificativa utilizada por ela (lê-se desculpa esfarrapada), no entanto, começo a observar que há uma resistência dos indivíduos quanto a ir desempenhar seu trabalho nesta nova ordem de contratação, intitulada como funcionarismo público.

O que ainda estou fazendo aqui? Bem, escrevendo em ti, é lógico. E concomitantemente em um outro com assuntos mais profissionais. No entanto, o que eu tenho para lhe contar no dia de hoje, é algo surpreendente, um evento que vai ficar marcado em suas páginas como o acontecimento do ano, hum… talvez ficasse se ele não tivesse acontecido há alguns anos atrás, vou descrever como acompanhei… UMA INTERVENÇÃO DIVINA!!!

Quem tirou essa foto minha desprevinido???

Quem tirou essa foto minha desprevinido???

O caso aconteceu fielmente da seguinte maneira:

Era uma noite fria e tempestuosa… (na realidade era um dia bonito e ensolarado, no entanto começar a descrição desta forma é mais intrigante), estava eu em uma floresta linda com bambis saltitando pelas planícies verdejantes. Queria encontrar um exército poderosíssimo intitulado como a “Legião Negra”, era comandado por guerreiros valorosos, em sua maioria monstros. Foi essa peculiaridade, que me impulsionou a vencer meu medo de batalhas e querer registrar o porque da fama deste povo estar se espalhando.

Ouvi rumores em uma taverna, que poderia encontrar este seleto grupo em um lugar isolado da civilização, quando dei por mim estava perdido nesta floresta, que a princípio era até muito bonita, com alguns veados ao redor. Foi neste instante que achei a quem procurava. Estava eu neste momento, coletando algumas margaridas a fim de fazer uma trilha pelo caminho e não me perder, quando de repente, ouvi vozes ao longe, empolguei-me, pois eram vozes masculinas.

Não demorou muito para que eu avistasse pares de chifres aproximando-se, escondi-me atrás de um carvalho grande, grosso e roliço. Logo vi que os chifres pertenciam a dois taurinos fortes e másculos. Acompanhando os taurinos, estavam um Troll bonitão, um humano que atendia por “torneirinha” ou “mangueirinha” ou algo assim, uma gnoma assim como eu, mas com uma espécie de violão, que era maior que a dona (ponho muito mais fé em meu berimbau) e uma elfa negra (digo negra, porque é politicamente correto, mas a cor de sua pele era roxa). Havia também um humano e um anão sem poder de decisão, que os outros chamavam de NPCs ou algo similar.

Conforme eles aproximavam-se, eu ouvia os comentários, algo sobre um monstro terrível, que estava assolando o acampamento, eles estavam tentando encontrar a melhor maneira de dar cabo da criatura gastando o mínimo de recursos possível e, comemoravam com a experiência que iriam conseguir, também os ouvi dizer algo sobre aumento de nível, mas não entendi o que era. Assim que chegaram ao que parecia ser o esconderijo da besta, trataram de arquitetar um plano infalível para atraí-lo. Não consegui ver direito (e nem me lembro), a maneira exata de como a fera foi fisgada. Quando dei por mim, meus fantásticos heróis, estavam escoiceando o vilão, de uma maneira tão surpreendente, que nem me recordo se eles chegaram a ser atacados.

Logo a monstruosidade deu um urro e deitou, estava vencida. Com uma sede de vitória ainda fresca, os heróis decidiram não voltar para junto do grupo, num ímpeto de heroísmo mesclado a insanidade, resolveram permanecer dentro da floresta, que agora, já não me parecia tão segura. “Procurar monstros”, foi o que os ouvi dizer, no momento achei que era algum tipo de cisma sobrenatural, pois o anão e o humano que pareciam não tão integrados ao grupo, insistiam que retornassem para junto dos seus, visto que uma vez que a besta foi abatida, já não havia motivos para atrair perigo.

Em um momento que encarei ser a encarnação da bravura, o troll e o humano dispuseram argumentos sem fim para que a reunião de heróis se mantivesse ali, mesmo que fosse para caçar leões ou ursos, visto que isso serviria para aumentar as habilidades de todos, auxiliando em perigos futuros. Dito isso, o troll puxa algo de sua bolsa, onde logo percebi a presença de magia, atira aquele objeto ao chão que transforma-se em um urso, achei que fosse para lutar ao seu lado, mas estranhamente deu-lhe ordem para que farejasse inimigos, monstros ou animais. Tremi de medo, pois sabia que mais cedo ou mais tarde encontrariam o que tanto procuravam… ou seriam encontrados.

Algo estranho que percebi, foi que mesmo sendo cordiais, o anão e seu parceiro pareciam estar ficando nervosos, não tanto pelo fato de perigos iminentes estarem a volta, mas pela insistência do bando na procura de aventuras. Depois de conselhos instantâneamente ignorados, presenciei o que julgo ser até hoje o momento mais estimulante de minha vida… A VOZ DE UM DEUS. Sim, é isso mesmo querido diário, no ápice da discussão, eis que surge uma voz vinda das nuvens, que soava como um trovão, e dizia assim: “Há é, então vocês querem lutar contra inimigos só pra ganharem experiência né seus filhos da put… Me dê aqui o livro dos monstros“.

Não sei se no futuro, muitas pessoas lerão o que escrevo aqui, mas saibam que essa não é apenas mais uma histórinha de bardo, o fato é verídico. Exatamente no mesmo instante que a voz disse isso, brotaram do ar 43 ogros, sendo que destes, pelo menos metade munidos com arcos e flechas. A batalha foi sangrenta, mesmo sendo muito mais poderosos que os inimigos, o grande número destes fazia toda a diferença. Rapidamente armaram uma fantástica posição de combate inédita, onde todos ficaram de costas um para o outro e lutaram bravamente derrubando os inimigos conforme se aproximavam.

Ficou claro que a mente doentia por trás dos ogros (ui) também tinha seus estratagemas, pois os arqueiros atacavam primeiramente os taurinos, que por sua constituição avantajada pareciam ser maiores e mais robustos. Mesmo sendo guerreiros que atacavam como bárbaros frenéticos, os taurinos não suportaram as incontáveis flechadas na retaguarda, pondo-se a deitar. Logo, percebendo que não havia salvação, a gnoma faladeira tornou-se invisível por um passe de mágica, entretanto, como sou bacharel em artes arcanas, usei de um truque simples para enxergar o calor de seu corpo e percebi que ficastes escondida atrás de um arbusto bem quietinha, esperando que os inimigos desistissem do massacre.

Com os seus incríveis poderes raciais regenerativos e sua fantástica habilidade de “bater e correr”, o Troll moreno ficou na batalha até os minutos finais, mas quando decidiu fugir (lê-se ficar esperto), já era muito tarde, haviam dezenas de inimigos ao redor e não havia misericórdia por parte do deus maligno que era vosso “mestre”. A elfa negra não me recordo bem como ocorreu o seu fim, mas uma coisa é certa, se não morreu pelas flechas, morreu pelas espadas. Quanto ao ladrão humano, conseguiu escapar correndo muito, desapareceu assim que começou a levar uns tiros pela retaguarda, ainda lembro-me de ter ouvido os ogros exclamarem: “Pelas barbas do profeta! Nunca vi alguém correr tão rápido quando está sendo alvejado… Supimpa!!!”.

O anão e o outro, simplesmente sumiram, nunca mais ouvi falar deles, e não soube que voltaram para o acampamento, talvez estivessem ligados ao deus maligno que era também vosso “mestre”.

Depois de tudo, somente a barda gnoma restou no fim da batalha, mesmo invisível e sem ter atacado, gostaria de saber se ela ganhou a tão sonhada experiência que tanto queriam. De qualquer forma, agora ela continua sozinha no mundo…

O mais incrível sobre esta batalha quase épica, é que os ogros não paravam de surgir, mesmo os maravilhosos heróis trucidando dez inimigos, os dados sujos de seu mestre maligno eram lançados e mais vinte surgiam para repor as fileiras abatidas.

Uma observação a fazer querido diário, acho que o “mestre” dos ogros deu a eles a sua própria aparência, pois todos surgiam exatamente iguais, como se todos fossem gêmeos idênticos. Com certeza, seu “mestre”, o deus maligno dos ogros tinha aquela face, baixinhocareca… e barrigudo.

Fim…

Minha companheira de RPG, Sati, reclamou que eu chamaria ela de “nooba” publicamente se publicasse uma matéria explicando como usar corretamente a classe dela(Bardo). Que isso Sati, sua deficiência será uma otima base de estudos e discussão para os visitantes do Dados Limpos…

Brincadeiras a parte (até por que a Sati nervosa não é uma coisa agradável de se ver…) eu já havia entrado em dialogo com outros jogadores e chegamos a conclusão que o bardo, assim como outras classes mais peculiares, não seriam ideais para jogadores iniciantes como a Sati. Pelo menos eles não a aproveitariam da forma necessária.

Primeiramente para os que desconhecem a classe Bardo um link do SRD em Inglês descrevendo a classe bardo. Caso não saibam, sendo D&D um Open Game, suas regras ficam gratuitamente disponíveis no SDR. É praticamente o livro do jogador e um pouco mais que ficam disponíveis lá…

Agora vamos a analise do Bardo:

O Bardo utiliza assim como o Ladino, D6 como pontos de vida.

Fraco. Você não é tão fraco igual a um Mago, mas levando em consideração de depois de você tem classes com D8, D10 e D12, bom… Você estaria abaixo do valor médio (que seria nesse caso D8). Um bardo definitivamente não seria personagem que assumiria completamente a ofensiva, pelo menos não seria capaz de assumir danos massivos como o guerreiro. Fique mais atrás bardo…

– O Bardo ganha 6 pontos de pericia por nível e tem praticamente as mesmas perícias de ladino

Depois do bardo, somente o ladino tem mais pontos (8), sendo assim, um bardo pode ter se quiser, sempre 6 perícias maximizadas. São muitas perícias e levando em consideração que são perícias de ladino você se torna um personagem muito util! Você tem dúvidas?

Sentir Motivação, Blefar e Diplomacia são arma mais afiadas que muitos Totens Taurinos (você não conhece o mundo de Warcraft e ficou com medo desse nome? é fique mesmo). Com uma arma você mata alguém, ameaça. Com esses talentos sociais, você transforma inimigos em aliados, vira inimigos contra inimigos, acalma discussões e consegue o que quer sem tomar 1 pv de dano. Na minha opinião (de alguém que adora usar essas perícias) ela é a cereja do bolo de qualquer classe. Perceba. Se a diplomacia não funciona, use blefe. Você pode…

Prestigitação serve para enganar pessoas e sacar armas ocultas de um instrumento musical ou coisa do tipo… Você pode ter algo sempre escondido na manga para uma hora oportuna. Digo o mesmo para Arte da Fuga apesar dela ser uma perícia fadada ao esquecimento no imenso vazio…

Usar Instrumentos Mágicos e Identificar magia deixa você como uma pessoa otima para reconhecer itens mágicos e usa-los com eficiência… se você somar a ideia de você ter a habilidade Conhecimento de Bardo, eu tenho muito, muito medo… Varinhas mágicas e certos itens que soltam magias gratuitamente são encontrados em certas cidades e só quem tem a pericia Usar Instrumento Mágico vai utiliza-las com eficiencia.

Esconder-se e Furtividade dispensa comentários. Com raças que são boas nisso ( como a halfling da Sati ) ficam melhores ainda. Você passa sem ser percebido e se torna um belo de um infiltrador…

– Bardos possuem Conhecimento de Bardo

Role um D20 + Nível de Bardo + um possível bonus de sinergia adquirido por conhecimento (historia) para conhecer segredos obscuros sobre algum lugar, pessoas desde que ela seja um lenda, ou alguém nem que seja medianamente conhecidos em pelo menos uma região… Absurdo.

Mas saibam usar bem isso meus caros bardos. Muitos bardos (como a sati) só lembram de usar quando o mestre mostra algo que seja bem secreto (e que normalmente seja secreto até demais…). Se você chega em uma cidade ou escuta um nome que lhe parece convenientemente conhecido, use. Use sempre. Com um pouco de sorte você adianta a vida dos jogadores ou os leva a encontrar algo de muito valor…

Fato: Caso você tenha em sua história, em suas perícias ou talentos algo que por algum motivo possa “facilitar” seu teste de Conhecimento de Bardo chore com o mestre. Conhecimento (Planos) com certeza te daria um +2 em Conhecimento de Bardo sendo usado contra um possível vilão elemental…

-Bardos soltam magia

Bardos são conjuradores. Ponto. Suas magias não precisam ser preparadas e o unico detalhe é que a maioria não é de ataque. E DAI? Os maiores magos que já vi em aventura não causavam dano com suas magias diretamente. NUNCA… ele deixava isso para alguém que ele controlava ou ele simplesmente não era capaz de ser tocado ou visto… Some isso a talentos meta-mágicos que ampliam suas capacidades… Pode doer.

-Bardos podem usar armaduras leves e possuem um número de armas muito maior para escolher

Você pode usar arco, lança, besta e varias outras brincadeirinhas a mais. Se você gosta de uma arma exótica, compre-a. O bonus base do bardo não é fraco. Você normalmente não entraria em combate, mas existem talentos aonde você evita combates de perto. Combos podem ser providenciados.

-O bardo possui duas resistencias altas

Reflexos e Vontade do bardo são altos. Isso serve pra compensar seus baixos pvs muito bem. Você terá muito mais chances de se esquivar daquele ataque em area que o guerreiro… Digo mesmo para resistir a magia daquele mago…

-Canções de Bardo

Parabéns, além de tudo isso você é capaz de fazer atuações e distrair pessoas enquanto seus amigos fazem algo muito importante e ainda suas canções possuem efeitos mágicos que podem ajudar o grupo ou prejudicar os adversários…

Resumindo: O bardo é uma soma de feiticeiro e ladrão, ainda com toques a mais (esses toques seriam o que tornam eles bardos). Classes Ladrão/Mago ou Ladrão/Feiticeiro são conhecidas e recomendadas por sua versatilidade em somar espionagem e magia. O bardo tem os dois e muito mais. Pensem bem nisso, mas jamais se esqueçam. Vocês não vão fazer TUDO que coloquei aqui. Escolham algumas e se especializem. Fica bem mais eficiente.