Como vocês leram nos comentários do post Quase Trapaça eu ia começar a ler sobre o F.U.B.A.R. pra poder mestrar pro grupo de D&D que jogo e Phil, O Calvo é mestre, enquanto eu lia o livro, eu achei as descrições de patentes, e achei um pouco incompletas, como eu já estava na idéia do ultimo post, eu decidi escrever sobre a:

Hierarquia e Disciplina.

Esses são os 2 pilares de todas as forças armadas, mas como ele se aplicam, fulano manda em beltrano que manda em ciclano e ponto? Muitos pensam que é simplesmente assim, mas na pratica funciona como em uma empresa.

Você tem nessa ordem os seguintes postos, e nas respectivas ordens.

Graduados

Os graduados são as peças principais de manobra, aonde tem 1 oficial, sempre tem uns 10~20 graduados, exige-se deles grande treinamento e disciplina.

Soldado : Esses são as ferramentas principais do exército, são paus pra toda obra, mas acho que todos já sabem sobre as suas infinidades de atribuições.

Cabo : o Cabo é o responsável direto por um grupo de soldados, 8~15, cabos costumam ser ex-soldados, que foram promovidos por tempo de serviço ou por mérito.

Sargento 3° depois 2° e então 1° : Os Sargentos são de grande importância em um exército, nesse grupo você pode encontrar militares de 1 a 20 anos de serviço, o sargento costuma ser o 2° na linha de comando de um pelotão, se reportando ao Cmd de Pelotão.

SubTenente: um Subtenente, também conhecido como SubOficial é sempre um ex-sargento que foi promovido por mérito, ou tempo de serviço, infelizmente o tempo de serviço costuma ser também o necessário para aposentá-los, fazendo com que a maioria dos suboficiais seja re-alocado para áreas mais burocráticas, como rancho (refeitório), depósito, sala de aula.

Oficiais Subalternos

Os oficiais subalternos são na maioria dos casos quem toma as decisões, são eles junto com os sargentos que ensinam os soldados a manejar armamento, a marchar, as leis do exercito, enfim tudo.

Aspirante Oficial: Depois de sair de uma escola, o Aluno / Cadete, é nomeado Aspirante a Oficial, fica nesse posto por pouco tempo, enquanto isso ele coloca em pratica tudo que aprendeu na escola de oficiais, é uma espécie de posto de aprendizado onde Aspirante recebe as mesmas funções que qualquer outro oficial subalterno.

2° Tenente: Após esse período de adaptação, o Aspirante Oficial vira 2° tenente, e costuma então receber seu próprio pelotão, o Tenente é a 2° peça chave de um exército, se o soldado é pau pra toda obra, o tenente é quem ensina exatamente ao soldado o que ele deve fazer e como deve ser feito, do tenente é a responsabilidade por ensinar o soldado a atirar, moldar o espiro de grupo do seu pelotão.

1° Tenente: Mesmo que o 2° tenente, mas é obviamente mais experiente, e mais antigo, recebendo então maiores responsabilidades.

Oficiais Intermediários

O Oficial intermediário costuma ser o ultimo a tomar uma decisão quando um problema se torna de maior importância, o problema costuma ser resolvido nesse escalão, dificilmente um problema passa daqui.

Capitão: O capitão costuma ser o Comandante de pelotões, normalmente 3 pelotões (obviamente comandados por 3 Tenentes), o Capitão também costuma ter especializações dentro das suas armas, coisa não tão comum entre oficiais subalternos, que costumam ser usados em TODAS as áreas da sua arma/quadro/serviço.

Oficiais Superiores

Oficiais superiores, são os responsáveis pela liderança, pelas manobras, enfim, eles dizem o que vai acontecer, e os outros se viram pra fazer acontecer.

Major : O Major costuma ter sobre seu comando 3~4 Capitães, [1] um major é o comandante de companhia, sendo muitas vezes o segundo na escala de liderança de uma organização militar.

Tenente Coronel : A maioria das casernas tem mais de uma Campânia, 3~4 então um tenente coronel será o superior de 3 majores (Plural bizarro né?)

Coronel : O coronel é o comandante de um quartel intermediário / grande, tem as mesmas atribuições que o coronel, e o que soma é a sua experiência em comando.

Oficiais Generais

Bom, esses são os mais graduados de um exercito, todos tem aura de medo. >.>

General de Brigada (2 Estrelas): Geralmente comanda o exercito de um Estado (não é regra)

General de Divisão (3 Estrelas): Geralmente comanda o exercito de uma zona militar, por exemplo, Comando militar do leste (Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais).

General de Exercito (4 Estrelas): Quando esse cara anda, o chão treme, sabe aura de medo dos dragões? (Comandante GERAL do Exército)

Marechal (5 Estrelas): Não sei nem se esse posto continua existindo, mas alguns patronos do exercito são marechais.

A Marinha e Aeronáutica tem os mesmos postos, com as mesmas funções mas com nomes diferentes. os postos no mundo fantasy se tornam um pouco diferentes, já que você não tem o nobre oficial ensinando ao plebeu soldado como afiar sua espada.

No F.U.B.A.R. as classes são Soldado, Engenheiro, Oficial, Médico, depois desses 2 posts acho que vocês entenderam a minha necessidade de tornar os sistema de classe “mais abrangente“.

Informações extras no Site do exército

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Considere esse post uma extensão do primeiro sobre organização e emprego das armas em um exército. Como muita gente me fez perguntas (ok ok nem tantas assim), e eu escolhi essas aqui:

A infantaria sempre ataca primeiro?

Não, no exemplo descrito eu disse “campo aberto”, e exatamente em campo aberto, você pode usar a cavalaria na linha de frente para a primeira carga, e retirar esses homens pelas laterais com um sinal (tambores, cornetas, canhões) e obviamente os inimigos não iriam atrás da cavalaria se eles tem que se defender (esconder) de uma “chuva de flechas”

A cavalaria sempre ataca com carga?

Sim e Não , a função antiga era essa, a moderna inclui reconhecer, verificar importância e eliminar se necessário.

A comunicação só serve pra aquilo mesmo?

Não, não se engane, aquelas são especializações, todo mundo é igualmente capaz e armado, nada impede que o cavaleiro tenham feito um “curso” de comunicação para que estando atrás de linhas inimigas, enviasse sinais Codificados, ele pode não ser tão eficaz quanto o comunicante, mas vai servir.

A intendência só serve para aquilo também?

Mesmo parecendo pouco, o intendente cuida de quase toda a parte de suprimento, de todos os tipos de suprimento, então um exercito sempre toma conta da sua intendência, como rotas seguras, escoltas especializadas, bla bla bla, e ainda assim se você elimina o campo de intendência de um inimigo, existe grande chance de que ele fique fora de combate por MUITO tempo, afinal o “exercito é movido pelo seu estomago”.

Que outro tipo de especializações existe.

Tem uma porrada, no post eu não falei de metade dos militares que compõem um exercito de verdade, existe a área mais burocrática também, e diferente dos combatentes, esses não são usuários de armas, a maioria só tem a noção básica (“eu vi uma tenente médica chorando no estande de tiro”).

A infantaria sempre anda a pé?

Não, existe a infantaria mecanizada, considere guerreiros que sabem montar, chegam na área de combate descem do cavalo pra cair no cacete, serve pra tornar a infantaria mais ágil, e eliminar a fadiga da marcha para o combate.

Existem outros subtipos como a infantaria mecanizada?

Sim, Alem da Infantaria mecanizada, Artilharia Auto Propulsada (nome maneiro certo?) que não passa de um blindado (muito parecido com um blindado normal) mas tem o mesmo alcance dos canhões, outros que merecem destaque em cenários são: combate na selva, serrado, montanha, mergulhadores, e por ai vai, para a maioria das áreas exige um “estilo de combate próprio”, com armas particulares.

Ex: A artilharia de montanha usa Morteiros, os combatentes de serrado estão treinados a “se virar” nesse clima, os combatentes de selva são meio Rambo, os mergulhadores são a principio infiltradores.

Aonde entram os Pára-quedistas?

No seu mundo fantasy eu não sei, mas o pára-quedista salta atrás das linhas inimigas, talvez um grupo passando por passagens secretas, portais, teleportes, enfim a idéia é estar atrás da linha inimiga e retardar reforços para os combatentes inimigos, eliminar alvos potenciais como acampamentos, ou preparar para a chegada da tropa principal, fazendo por exemplo uma “pista de pouso improvisada”.

PS.: Aquele na foto da infantaria não era eu, as unicas fotos que eu tenho são essas xD
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(Minha Camuflagem super bem feita cough cough)

(essa merda balançava MUITO)

Eu estava outro dia dando uma olhada em umas comunidades de D&D e uns Fóruns de RPG, quando eu me deparei com uns comentários que pra mim não faziam muito sentido, eram basicamente sobre organização das classes em uma linha de combate, alguém disse que os cavaleiros iam a frente, e então outro disse que quem ia eram os guerreiros, dai outro disse que paladinos fariam questão de tomar a dianteira.

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Enfim, tirando o lado fantasy da coisa, eu entendi por que isso causa uma certa confusão e decidi escrever a organização de um exército em campanha .

Como Artilheiro vou tentar não puxar sardinha pro meu lado enquanto explico as Armas, Quadros e Serviços atuais, e as do mundo fantasy

Atuais por ordem de Criação

Armas

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Infantaria : Também conhecida como Rainha das Armas, o infante é o elemento de frente de combate, não necessariamente o primeiro a avistar o inimigo, mas o primeiro a oferecer combate RESISTIDO a ele, a infantaria é a arma mais flexível durante o combate, podendo usar de 8 (1 grupo de combate) homens para uma patrulha noturna a 40 (um pelotão) para assegurar/tomar um ponto.

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Cavalaria: Cavalaria moderna conta com blindados, bombardeiros e etc, tem como característica atacar pelos flancos para desarticular as linhas inimigas com agilidade e sem baixas, A cavalaria fantasy contaria com arqueiros a cavalo e Lanceiros.

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Artilharia: A função da artilharia é oferecer suporte às armas bases (infantaria, cavalaria) utilizam canhões, LMF ( lançadores múltiplos de foguetes), entre outras armas de longo alcance (10 ~ 100 KMs). A artilharia conta também com diversos tipos de munição como Iluminativa, Anti Carro, Panfleto, fumígena…. Ao contrário do que muitos pensam, o artilheiro não é o arqueiro comum, mas sim o arqueiro LONGO ( um arco de 2m utilizado por britões que batia 1km de alcance), e depois as catapultas. (falei d+ lol) ” o tiro atinge o alvo por meios que somente deus e os artilheiros sabem”

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Serviços

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PhotobucketEngenharia: Os engenheiros militares são os responsáveis por preparar o campo de combate, eliminando minas terrestres, desobstruindo pistas para a cavalaria, sendo muitas vezes os primeiros a avistar / oferecer combate a um inimigo.

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Intendência: A função do intendente é suprir e transportar: comida, munição, armas, corpos, diferente das armas a cima, a intendência se posiciona cerca de 40Km atrás da linha de combate, para evitar tiros de artilharia

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Comunicação: O comunicante é responsável pela comunicação (dãããã) das Armas, o artilheiro só acerta o alvo, se um comunicante da frente de combate disse aonde atirar, eles são responsáveis também pela segurança da comunicação, como criptografia, escolha de material, posicionamento dos pontos de comunicação.

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Quadro

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Material Bélico: MatBel é responsável entre outros pelo funcionamento dos equipamentos das outras armas, sendo eles, peritos / conhecedores de todos os equipamentos de um exército, Pistolas, Canhões, Blindados, Caminhões, Lanternas( lol ) se der defeito, eles dão um jeito.

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Simulando o combate.


Preparações

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Depois de uma declaração de guerra, é mobilizada a população ativa do reinado e dependendo das necessidades, convocado os reservistas (eu!) enquanto isso, “espiões” e etc informam ao comando maior sobre armamentos e táticas adversárias, assim como número e fraquezas. com todas as informações coletadas sabe-se exatamente o que usar e quando usar.

Nos dias anteriores a saída da cidade todos os homens passam pelo material bélico (armaria?) para pegar suas armas e fazer ajustes em suas armaduras / escudos, tornando tudo mais “confortável” e afiado.

Marcha

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Ao marchar para o combate, alguns imprevistos podem ser encontrados, como rios ou pântanos, em períodos chuvosos pastos alagam, diminuindo a movimentação da tropa e por incrível que pareça uma roupa molhada pode ser o pior inimigo de um combatente, diminuindo a sua moral, e combatividade. Para evitar isso a engenharia (batedores) vai a frente traçando uma rota livre desses probleminhas e quando inviável contorná-los, eles fazem pontes temporárias ou “fabricam” as passagens.

O descolamento médio de uma tropa é de 4 KMs por hora, em marcha média, diminuindo se eles forem afetados moralmente por algo, ou aumentando se for uma tropa preparada para combate.

Se os seus engenheiros são batedores, eles podem voltar e informar a qualquer momento sobre a movimentação inimiga, ou sobre a existência de outros batedores, um batedor nunca ficaria muito longe da tropa (sempre menos de 3KM, equivalente a 8 minutos de corrida). os batedores sempre andam em Trio, por motivos de segurança, mobilidade e especialização. (explosivos, terreno, reconhecimento de inimigos por exemplo)

Acampando

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Ao acampar, no final do dia (não se travava batalhas durante a noite, pois era impossível distinguir uniformes a luz da lua) os intendentes preparam o rango e distribuem, também distribuem medicamentos e equipamentos que já tenham sido gastos (explosivos, flechas, etc).

Preparação para o combate

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Quando se sabe exatamente aonde o inimigo está torna-se necessário as medidas preparativas: equipar todos os combatentes, posicionar no terreno os homens, fazer um “mini-acampamento” perto da zona do combate, aonde serão deixados os equipamentos desnecessários no combate, e também se posicionará a intendência para rápida retirada de feridos do campo de batalha.

No caso do exército ter sido fracionado para cobrir maiores áreas (nunca mais distantes que 4 KMs), esse é o momento em que se chama o “reforço”.

Combate.

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Se o inimigo ainda não sabe que você se preparou, você tem o famoso “elemento surpresa”, não se engane, ele é melhor que 1 rodada extra que o D&D te dá, você pega inimigos sem armaduras e carregando equipamentos pesados, podendo também danificar os equipamentos de artilharia do inimigo e os mantimentos, tirar de ação médicos e comandantes que não esperavam o ataque, diminuindo a moral da tropa inimiga e fazendo com que grupos pensando que estão em desvantagem numérica e estratégica simplesmente desertem, era muito comum a infantaria não preparada (camponeses e etc) ficar perdida quando o seu comandante não estava visível.

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(Falange grega acima)

Se você vai enfrentar o inimigo em campo aberto como nos filminhos (Tróia, Gladiador, Senhor dos Anéis, Fomos Heróis) então o aconselhável seria a utilização da falange de “Alexandre o Grande(o grande baitola?)”, que colocava a infantaria leve, armada com paus e pedras para oferecer o primeiro combate, confundindo os inimigos e atacando os portadores de armaduras mais trabalhadas (Comandantes?) e montados em cavalos (Comandantes ²?), em seguida era feito o ataque da infantaria pesada, quando a infantaria chegava, os inimigos estavam desarticulados, lutando em um grande “cada um por si” finalmente a cavalaria entrava em cena atacando pelos flancos, deixando os inimigos totalmente desarticulados.

Bom, não tem muito de trapaça aqui (eu acho) a menos que você queira sacanear o seu jogador que vive dizendo que sobrou no quartel e não sabe a diferença entre um Canhão e um Obuseiro (não que alguém fora da artilharia saiba)

Enquanto o sapo revisava o post…

No MSN:

Ratysu https://dadossujos.wordpress.com diz:
gostou do post?
Sapo diz:
Tá foda pô
Sapo diz:
Fez algo que o Livro de jogador não fez
Sapo diz:
Explicou como usar a perícia táticas militares
Ratysu https://dadossujos.wordpress.com diz:
Lol

Post retirado dos conhecimentos do Asp Of Artilharia Assis(eu!) e do Site oficial do Exercito

O pessoal comentou bastante sobre A Grande Biblioteca Universal de Xirontur. A intenção era dar um tom bem humorado a historia e acredito que consegui. Explicando aos que não sabiam, a biblioteca tem ligação direta com minha campanha atual. Colocá-la no meu blog não foi desproposital. Apesar de a idéia ser interessante.

Aqui vai um texto que introduz a Classe Prestígio Guardião de Xirontur. Meus jogadores vão reconhecer certos nomes. Obvio, eles estão relacionados à campanha deles.

Tarakas era um Goblin que se considerava empreendedor. Tinha a única taverna é kilometros e kilometros de distância de qualquer outra. Poderia cobrar o preço que quiser e não haveria problemas, não haveria concorrência. O Lar na Areia, nome da taverna é uma alusão direta a sua localização. No meio do deserto.

Sim, sim… Não parece muito esperto. Pelo menos quem vê a primeira vista. Mas Tarakas construiu sua taverna ao lado de um imenso oásis aonde cuidadosamente tratou de por dois esqueletos bem convidativos. Ele olha para os desatentos visitantes que bebem da água da pequena fonte e grita: Meu Deus! Vocês vão morrer como os outros (aponta para os esqueletos), existe algo de errado com a fonte, não façam isso!!!

Normalmente Tarakas salva a vida deles com seu “antídoto milagroso” que os deixa imunes do veneno e com uma baita dor de cabeça (Tarakas jura que a dor de cabeça é um efeito do veneno, ainda bem que eles beberam a tempo!). Depois, obviamente, cobra por suas bebidas e até mesmo se for água. Afinal… Nada mais justo para quem lhes salvou a vida.

Pouco se sabe por que em nome dos deuses, Tarakas ainda vive depois de rir da cara e ganhar dinheiro nas custas de tanta gente. Seus lendários mapas do tesouro dados por seu avô e seus mapas que guiam para próximos oásis maiores e seguros são lendários. Incrível é que ninguém até hoje voltou para prestar contas o que indica que ou ele tem muita sorte ou ele é muito bom em enganar as pessoas…

A única vez que vi Tarakas sério foi na visita de alguns amigos aventureiros. Já conhecidos e por isso mesmo, não mais vítimas do goblin engraçadinho. Seu tamanho pequeno e seus dentes afiados e amarelos estavam sempre sorrindo. No encontro de amigos antigos (todos aqueles que ele não conseguia enganar, acredito eu) ele os recebe sempre de forma cordial e lhes serve sua melhor água e bebida alcoólica do momento (Não. Ele vai cobrar depois, acredite) e os enche de belas e mentirosas histórias. Muitos não sabem o que veio primeiro, a imaginação do goblin para suas histórias ou sua capacidade de ser tão, tão, aproveitador.

Muitos dizem que Tarakas só conta essas histórias para enganar seus clientes, distraí-los enquanto bebem até cair e depois lhe cobrar preços exorbitantes por um copo de vinho ou cerveja qualquer… Prefiro não me manifestar nesse ponto. Um deserto é misterioso e tão cheio de historias que não consigo às vezes acreditar que tudo que ele conta seja falso. Como sua história do homem que veio do nada. Jamais me esqueço…

Juro para vocês! Por minha mãe que já morreu e por cada irmão dos 12 que tive. Principalmente meu irmão mais velho Tuhn, o que lhes disse que às vezes vem me visitar, aquele maluco… – Disse Karatas.

Estava eu lavando minhas panelas na fonte quando do nada sinto o vento do deserto contra mim. O vento não muda da forma que muda no deserto sem trazer ou boas ou más notícias. Isso vocês sabem muito bem companheiros!

E então um clarão surge do norte e uma porta de luz surge como um imenso olho de gato se abrindo e de lá surge a figura que vou lhes contar…

Ele parecia ter uns 50 anos, um humano. Barba começando a crescer, usava uma roupa negra com adornos dourados, usa um cinturão com um símbolo que continha desenhada uma daquelas penas de se escrever nele. Poderia lhes parecer um sacerdote de um deus qualquer até ai, mas vejam bem! Usava um capuz escuro, em seu final uns adornos dourados acompanhando o resto da roupa. Em seu pescoço uma pedra preciosa em forma de estrela, verde e maravilhosa. Mas o que me assustou foi a espada

Sacerdotes podem usar espadas? Perguntei-me… Ela parecia de vidro, sua lâmina era transparente, mas em sua base havia ainda metal. Quando o estranho surgiu do nada eu jurava que havia a visto brilhar como o próprio maldito sol do deserto…

A figura imponente saiu do nada e veio até mim. Espada em punho, mas para baixo. Quando chegou perto de mim colocou-a em sua bainha. Um lindo adorno dourado de um sol na ponta. Sobre o capuz seus olhos me olharam analisando de perna a cabeça. Senti-me um coelho sendo observado por um tigre. O que ele queria?

Foi ai então que ao olhar para o lado e abaixar o capuz deixando transparecer seus cabelos arrumados, mas já um pouco brancos pela idade ele me disse o que jamais me esquecerei:

Olá! (estende a mão esperando um comprimento), Meu nome é Borour. Você vai achar estranho eu perguntar isso, mas (recolhe a mão depois de ver que o goblin não o cumprimenta)…

Você poderia me dizer em que mundo estou?

Normalmente alguém ri depois disso ou se pergunta resmungando por que o goblin conta essa história. Talvez essa seja verdadeira, eu acredito. Por que é a única aonde Tarakas não termina salvando o mundo ou vingando a morte de uns dos seus 12 irmãos…

Faltou falar da Sessão 5. Meu Deus! Com o falecimento de minha avó quase abandonei a coitada…

Foi uma sessão para me ensinar algo, com certeza. Falei demais, dei muitas informações e a primeira parte ficou definitivamente monótona. Após conhecerem aliados importantes e terem novas conversas com seus Gahs os jogadores partem em direção ao ninho da Rainha Branca, ela é um Lorde das Aranhas, uma especie de divindade menor que esta escondida e manipulando com seus servos a cidade de Uldum. Axiste algo que ela guarda que é importante para os jogadores. Mas o que seria? Segundo seus novos companheiros foi o motivo pelo qual os ultimos que visitaram a fogueira morreram… Um novo dungeon a vista começa a ser explorado.

Mas sinceramente acho que eu exagerei nas informações….