Até aonde vale a pena criar um sistema novo, totalmente do zero, para se adaptar as necessidades do seu jogo?

Hoje, mais que nunca, entendo a revolução que foi o sistema aberto d20. Criar um sistema próprio não é como trocar de roupa, pode dar muito trabalho quando as idéia não chegam de imediato.

Por que eu criaria um sistema próprio para meu jogo?

Por que o nível de personalização é maior e assim a chance (se o sistema for bem pensado) do usuário ficar frustrado é bem menor. A experiência se torna única dando um gostinho diferente para o seu jogo.

Por que é divertido também serve? :D

Por que você usaria um sistema pronto e aberto (que pode ser usado livremente, como o sistema d20, por exemplo)?

Por que dá muito menos trabalho alterar algo pronto. Você só corre o risco de não conseguir o mesmo resultado que em um sistema novo criado por você para seu jogo, além de conseguir algumas caretas de gente que não gosta de sua escolha para sistema aberto. Mas você também aproveita os fãs do sistema aberto que você escolheu, essa comunidade ficará curiosa para saber como funciona o sistema.

O tempo que você tem para se dedicar ao projeto é uma variável importante. Se a idéia é muito boa e eu não tenho tempo para pensar no sistema talvez um sistema aberto seja novamente a melhor opção. Claro que a situação pode se inverter, minha adaptação do sistema aberto pode demorar mais que se eu criasse um sistema do zero, não é a toa que escolher a opção que mais se encaixe com essa idéia  me parece muito, muito importante.

Vocês devem estar percebendo que estou incentivando demais a escolha de uma solução pronta. Não é a toa. Perdi muito tempo e encalhei meus projetos (Cthulhu in Rio por exemplo) por que busquei criar um sistema próprio para meus jogos e no final não sai nada. E não pela falta de idéia, o Phil aqui quando cria algo é tão chato que parece mulher na hora de escolher o vestido, vai entender…

No momento vou pegar coisas já prontas e adaptar as minhas necessidades. Parece-me muito mais interessante já que tenho tantas idéias e nenhuma delas saiu do papel por causa exatamente desse problema. Creio que todo jogador de RPG pensa em criar seu próprio sistema e se você assim como eu, está encalhado, não cometa esse pecado de travar sua idéia. Pegue um sistema já pronto e aberto. Pense nisso.

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Em busca do nosso RPG perfeito nos deparamos com pessoas que adotaram como o seu  RPG predileto versões antigas do nosso conhecido masmorras e dragões. Conheço pessoas que consideram AD&D o melhor dos melhores jogos de RPG já criados, a cereja do bolo. Ai você se pergunta, por que em nome de deus alguém continua a jogar uma edição antiga quando uma nova apresentaria uma “evolução” para o jogo?

Com o lançamento de novas versões de Dungeon & Dragons houve uma evolução quanto as regras do jogo, mas com a adição de novas tendências algumas  criadas nos primórdios do RPG também foram abandonadas. Quem jogou as primeiras edições de D&D percebe com certeza uma diferença clara na forma de jogar com relação a edição 3.5, por exemplo.  Óbvio, com um olhar mais detalhista, qualquer das edições de D&D não será a mesma sendo influenciada por diversos fatores, desde comerciais a tendências quanto a mecânicas de jogo.

Contudo, esse “feeling”, essa sensação proporcionada pelas regras das antigas edições de D&D ficou tão característico que criou adeptos. Assim surge a “velha escola” de D&D, o D&D Old School.

Como eu poderia deixar de citar o projeto brasileiro Old Dragon?

Atualmente sempre aparece algum jogo novo  que segue esse curioso novo e velho esquema para se jogar, já até falei sobre um na minha estréia no portal Ambrosia. E se você gostou de posts meus como ND é coisa de Maricas ou Pressione o botão A para soltar Ataque Poderoso (se não os conhecia é bom que conhece :D) você tem uma boooa chance de estar a um pé de ser rotulado de aluno da antiga escola.

Já a muito tempo andei me interessando pelo movimento que busca um RPG mais Old School, mas eu não tinha noção de o quão old school eu mesmo era. Me descobri (isso soa tão estranho) Old School após ler a tradução com pequenas adaptações que o Fabiano Neme do Vorpal fez do suplemento A Quick Primer for Old School Gaming para o RPG Old School  (e gratuito) Swords & Wizardry criando o guia por um D&D mais old school.

Alguns dos pontos discutidos no ebook sobre o que é jogar com uma filosofia Old School:

  • Criando regras, não usando regras

No método old school a descrição do jogador quanto ao que ele faz é mais importante que as regras. Há um incentivo para que o jogador imagine ainda mais o que está fazendo e não venha a agir de forma mecânica e repetitiva.

É interessante ressaltar que boa parte disso se deve a  uma limitação natural.  Por ser pioneira, existem poucas regras relacionadas a combate  e outras coisas rotineiras fora o clássico bato e defendo.  Curiosidades a parte em cima dessas “limitações” é que o D&D Old School nasce e você vai perceber esse noção se repetir sobre quase tudo que definirá o Old School.

  • Habilidades do jogador, não do personagem

Ampliando essa sensação de participação do jogador em tudo que o personagem faz, tudo que é feito é resultado de uma descrição. Esqueça testes para ver, ouvir ou encontrar algo. O mestre descreve a cena e o jogador com suas idéias desbrava o cenário.

  • Heróico, não super-herói

Mesmo os grandes heróis old school podem morrer com facilidade. A vida na antiga escola é selvagem e perigosa.

  • Esqueça o equilíbrio do jogo

Nada de monstros equilibrados! Os monstros da história são colocados a vontade mestre. Se as criaturas são difíceis ou fáceis demais vai depender da história ou de uma rolagem de encontro aleatórios, algo muito comum em uma dungeon old school.

A velha escola me pegou. Eu era aluno dela e nem sabia. Pelo jeito vou para recuperação :D E vocês amigos leitores do Dados Limpos?  Lendo o que escrevi nesse post e o guia do Neme, o quão Old School vocês são?

Não é a toa, os fãs de 3D&T são grande maioria e marcaram presença votando em 3D&T Alpha que começou perdendo a disputa e no final ganhou por 6 votos de diferença. Contabilizando, foram 8 votos para BESM D20, 14 votos para 3D&T Alpha e 7 Votos para “Outros”. Ai incluso Fudge, Gurps…

Adaptar para 3D&T é fácil, meu único problema com 3D&T é o uso excessivo da Habilidade para tudo. A Magia Extrema é um bom conceito que vai ser imensamente util. Vou usar a noção para criar as categorias de utilização de Nen (Os Hatsus, Nen Fight, En, Kou, Ken…enfim…). Só vou ver com calma se vou ficar 100% dependente do atributo habilidade ou faço alguma firula como sempre faço…

Vou dar um carinho especial quanto a perícias. Parte importante em Hunter x Hunter aonde as vezes conhecimento ajuda muito mais que pancadaria.

Para os fãs de BESM que votaram, não se preocupem. Vai demorar bem mais, mas com certeza faço uma versão BESM  D20 também.

Se Yoshihiro Togashi se cansa de um personagem ele simplesmente mata ele. Com estilo.

Eu estou demorando demais para adaptar meu mangá predileto. Joguei anos uma campanha do mesmo para 3D&T. Mas já tenho um bom esboço para D20. Agora com o lançamento de 3D&T Alpha eu me sinto dividido. Então nada mais justo que perguntar para meus leitores fãs de Hunter x Hunter (ou não) qual sistema eles desejam que eu use.

Estou dando 2 opções. 3D&T ALPHA e BESM D20. A enquete fica ai no canto direito do blog embaixo da sessão Colunas.

Votem e caso não seja esse o sistema que desejam é só colocar outros e deixar um comentário aqui explicando o por que da escolha.

Um jeito um tanto curioso de matar uma pessoa. Tem gente que diz que essa era uma mensagem de Togashi as pessoas que andavam censurando seu manga…

O Tek disse certa vez que os macacos estão atualmente entre as coisas mais cool do mundo. Talvez seja verdade…

Simpatico não?

Monkey Business é um pequeno pdf gratuito de RPG (isso mesmo você não paga porra nenhuma por esse pdf) oferecido no DriveThruRPG que descreve “Macacos Desperdados”  para D20 System. Produto de um experimento científico, despertado através de uma exótica magia ancestral… Pouco importa!

Pagina inicial do suplemento

Mas não falo de monstros não, falo de uma raça jogável! Duas raças são descritas no suplemento,  Awakened Apes e Awakened Chimps.

Awakened Apes são os grande macacões, mais fortes e maiores (são de tamanho Grande em jogo) já os Awakened Chimps são pequenos e ageis macacos (tamanho Pequeno em jogo). A descrição das raças é bem clara e direta e apesar de recomendada dentro de uma sessão de D20 Modern creio que coloca-los em uma sessão de aventura fantastica seria muito divertido! Quem sabe uma sessão de Planeta dos Macacos?

Por que tenho a impressão que depois dessa cena os três começam a dançar?

A ultima parte do pdf está cheia de pequenas dicas de como usar macacos despertados em campanha. Muito engraçado até por que algumas dicas são plots já bem conhecidos no cinema e nas HQs…

Vale a pena conferir, somente 5 páginas (a sexta contém as descrições da licença Free20) com uma raça bem inusitada e simples. Quem sabe um Macaco Druida ou um Macaco Barbaro? Lembrando que existe muito mais material gratuito espalhado pelo DriveThruRPG que vale a pena conferir, é só se cadastrar.

Vai dizer que vocês não sabiam?

Mario Kajiya participa desse blog com a coluna do Dr. Orima. E agora além de tentar dominar o mundo, nas horas de descanso ele fez essa resenha para vocês…

Reservei uns 35 reais da minha cota mensal de grana (Não ter renda fixa e ser pobre é um grande empecilho para a vida do RPGista em geral) e comprei o livro “Mutantes & Malfeitores”,  lançado aqui no Brasil há algum tempo pelo editora Jambô. Como eu ainda não arrumei um grupo para testar essa belezinha, resolvi usar minha conta aqui no blog para dividir com vocês minhas primeiras impressões sobre o jogo.

Mas antes de começar a falar do jogo em si, uma pequena reclamação: Lojas de RPG e similares nerds são buracos dimensionais escondidos em grandes centros populacionais. Outro dia fui para a loja física do site “Magic Domain”e fiquei rodando uma hora para encontrar uma portinha escondida que mais parecia um galpão de drogas. E agora, para comprar o M&M tive que rodar um bom tempo até achar a “Moonshadows” em outro canto perdido da cidade. Se eu não estivesse com um amigo, estaria perdido até agora.

Agora que a reclamação está feita, vamos citar os pontos que chamaram minha atenção no livro:

– O livro tem capa mole, e umas duzentas e tantas páginas.  Alguns podem não gostar do formato de capa mole, mas como ajuda a manter o preço reduzido, tem a minha benção. Não gostei das ilustrações do livro. Achei que elas estavam um pouco fracas, e não passam muito bem o estilo de jogo. Provavelmente é questão de gosto,  então fazer o que?

– Alguns termos foram traduzidos de forma diferente do que se vê em livros d20 por aí, mas não é nada que vá matar alguém. No geral, a tradução ficou muito boa.

– M&M não usa classes nem raças. O que temos são os pontos de poder, definidos pelo nível de poder do personagem (Sendo que o nível de poder é basicamente o nível do personagem nesse jogo). Aliás, o uso de pontos para construir o personagem (Talentos, perícias, bonus de ataque e defesa, poderes, resistências tudo é comprado com pontos!) torna a criação de personagens bastante divertida (E me faz lembrar bastante de 3D&T), apesar de me parecer que abre um espaço grande para apelões exercitarem suas habilidades com aquela combinação obscura que o mestre ainda não tinha visto. Você pode comprar desvantagens para aumentar seu número de pontos, o que é uma boa idéia para tornar seu herói mais humano. Só achei que eles podiam diversificar mais na lista de desvantagens, que são poucas.

– Os poderes são ótimos, e contam com uma mecânica de extras e talentos de poderes interessante para que sejam personalizados, permitindo que se atinja uma gama ampla de combinações diferentes. Um ótimo exercício nerd é pegar cada poder e descobrir que personagem inspirou aquele poder.

– O sistema tem várias diferenças de mecânica em relação ao D20 comum. A mais marcante e que me causou certo estranhamento no inicio foi a ausência de pontos de vida. Em M&M são marcados as condições do personagem e a quantidade de vezes que ele foi ferido, através de um teste de resistência novo, chamado de “Resistência”. Parece um sistema funcional, mas não posso dizer com certeza. Só quando usa-lo efetivamente mesmo.

– Por fim, tenho que dizer que a mecânica de fornecimento de pontos heróicos (A versão dos pontos de ação neste jogo) como suborno para os jogadores (“Ok, o vilão fugiu, vocês não podem persegui-lo, mas ganham um ponto heróico!”) foi uma das idéias mais bizarras e funcionais que eu já vi em um RPG. Mas que faz sentido.

Não sei porque, mas fazia algum tempo que eu estava querendo jogar/mestrar um RPG do gênero de super-heróis. Pelo jeito, M&M vai satisfazer bem essa minha necessidade. Quando sobrar um pouco de tempo, vou ver se reuno meia dúzia de gatos pingados (Leia: Jogadores) para testar o sistema. Enquanto isso, vou tentar criar uma ficha do Dr. Orima, que anda enferrujado pela falta de perguntas para a seção dele.

M.K.

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System Reference Document conhecido como SRD é todo conteúdo livre, gratuito, disponibilizado na internet que pode ser usado por qualquer pessoa sem ter problemas com direitos autorais. O SRD até aonde sei, diz respeito a produtos que usam a licença OGL, usada em D&D, 4D&D, True D&D, BESM D20 e por ai vai… Qualquer dúvida maior, o CF já explicou sobre esse monte de sigla em uma matéria lá no Covil…

O mais famoso SRD é com certeza o de D&D (oh!!! por que será!!!), o site HypertextD20 SRD, é o melhor site que expõe esse conteúdo. O que me deixa abismado, é que praticamente todo D&D está lá, olhem por vocês mesmos, até os monstros estão presentes. O fato é que todo livro que usa a licença OGL chega a ter 80% de seu conteúdo livre para utilização, o que não é pouca coisa não!

Quando escolhi BESM RPG para adaptar Hunter x Hunter foi além de gostar dessa nova proposta com o D20, o fato dele ter um SRD, isso me deixa menos encucado quando lanço algo na internet usando o sistema. Não que obrigatóriamente o SRD dite o que é livre. 4D&T é praticamente TODO livre e não tem SRD, mas ter uma base divulgada na internet evita que eu interprete mal o que é livre e não…

O link do SRD do BESM D20 é esse aqui:

http://www.opengamingfoundation.org/animesrd.html

Originalmente encontrado no site dos Guardians Of Order criadores do BESM, o site saiu do ar (junto com a empresa que acabou como falei no ByM Adventures) e agora o SRD somente se encontra disponível no site da Open Gaming Fundation. Detalhe que o SRD é chamado de Anime D20, e creio que isso tenha ajudado a muitas pessoas não encontrarem esse SRD. Vale lembrar que está em inglês, mas acho que isso não será muito problema.

Fica a dica pra quem tem curiosidade de saber como é BESM D20, além de uma boa dica pra quem está interessado adaptar ou criar algo nos padrões anime com D20.

OBS: Alguém está a fim de traduzir esse SRD?

OBS 2: Alguém aqui que comprar os revolucionários produtos do Speed Racer?