Não ha dúvidas que o titulo desse post é pra lá de questionável. Mas não é incomum na cabeça de muitos do meio do rpg (ok, não é só nesse meio não…) achar que o titulo é uma grande verdade. Dentro da opinião pessoal de cada um, sempre haverá seu sistema perfeito (assim como seu time de futebol, cor e religião) que obviamente não será a opinião do próximo, apesar de muitos insistirem em forçar suas opiniões.

Fato que enquanto muitos já encontraram seu graal, outros ainda estão a procura do seu sistema perfeito (como eu), mais ainda, outros criaram seu sistema perfeito.

Eu também me encontro nessa busca, ainda pensando em meu FastFudge ao mesmo tempo que busco outra coisa além de masmorras e dragões que sempre gostei de falar mal, apesar de até hoje continuar jogando essa budega.

Vejo que o problema maior não é criar o sistema e sim escreve-lo. Parece estranho, mas passar para o papel toda aquela explicação me da uma preguiça colossal, por um motivo até que engraçado. Eu sei que vou ser bem cuidadoso com o que escrevo, sempre fui assim e sabendo desse trabalho fico cansado antecipadamente. Vai entender…

Mas de certa forma algo bom ganho com isso. Hoje sei muito mais de sistemas de RPG que imaginaria, li  inúmeros artigos do The Forge e já tenho uns dois RPGs hippies… digo, indies para escrever. Mais que isso , ganhei uma bagagem divertida que espero compartilhar com vocês em posts AAD (aleatórios e altamente descontinuados) falando da história de muitos sistemas famosos e linkando posts relevantes de outros amigos criadores que existem por esse vasto mundo eletrônico.

Vamos ver até aonde vai essa louca busca por um sistema. A cada dia encontro algo novo e divertido. E você, já achou seu sistema perfeito?

Falei em meu texto reunindo locais que homenageiam Call of Cthulhu com humor de Cthulhu in Rio, uma proposta minha para um RPG de humor. Acredito no potencial do brasileiro pra esse gênero (o humor) por noções obvias, somos um povo que gosta desse tipo de atitude, irreverente, cômica, o humor bem ou mal aparece em tudo que fazemos.

Em paralelo andei pesquisando bastante o mundo dos sistemas em busca de algo que se encaixe nas minhas espectativas para o FastFudge, um sistema baseado no meta-sistema FUDGE e acho que finalmente achei o que queria. Minha idéia era inserir um modulo mais simples voltado para humor em Cthulhu in Rio.

No domingo fiz um playtest com meus jogadores do sistema e do cenário. Vale lembrar que eu estava gripado, com uma crise de tosse horrível e achando que minha garganta não iria aguentar. Mas não é que ficou divertido? FastFudge mudou muito depois dos meus ultimos posts. Buscando algo dentro daquilo que eu gostava e ainda gosto, como RPG criei um sistema orientado a pontos, contextualizados eles obrigam o jogador ao fazer ações descrever de acordo com o tipo de ponto que compra o que fez. No final quem vence é a criatividade e em um rpg de humor caiu como uma luva.

Não sei se é algo comum do meu grupo, mas todos se adaptaram muito bem ao gênero gerando piadas naturalmente de forma extraordinária. O sistema diga-se de passagem saiu como eu queria, mais simples que 3D&T, mas exigindo criatividade e não necessitando em nenhum momento colher regras em nenhum lugar para se compor o personagem fora o básico. Ele ainda está me lembrando um pouco demais Risus que caso não conheçam é um rpg de humor gratuito que tenho disponivel até na minha sessão de downloads.

A cena era simples, um avião e um grupo de jogadores ganhadores de uma promoção de um biscoito que lhes premiou para uma viagem para o Rio de Janeiro. Quem seriam eles? Um Pasteleiro Chinês (alberto); Um detetive paranoico com teorias de conspiração (Rafael); Uma mulher gostosona e extremamente burra (Phan); Um ex-policial que foi abandonado pela mulher e filha devido a excesso de trabalho – quantas vezes já não vimos isso?- e que agora pirou e anda pra lá e pra cá achando que é super heroi com roupas variadas por debaixo da roupa normal (marcio); E um veterinário virgem que vive dando cantadas toscas em todo mulher que passa em sua frente (sapo).

A história foi hilária, com direito de fanáticos religiosos tentando explodir o avião, cenas a lá matrix e por ai vai…

Resumindo? Gostei, ele ainda vai melhorar, a contagem de pontos ficou ainda confusa, mas agora com o playtest deu pra se ter noção de como consertar. Ah sim, e faltou a paida de quem o avião que meus jogadores pegavam era unm avião da Gol e uma outra serie de piadas sobre acidentes aéreos.

Aquardem amigos, cada vez mais vou novas coisas vão sair sobre Cthulhu in Rio…

Eu não abandonei meu sistema que vai ser feito com base no FUDGE. Mas criar um sistema do jeito que você quer, um sistema com personalidade, é necessário tempo. Fiz nesse final de semana com ajuda do meu jogador Max o primeiro Playtest pelo chat IRPG. Nem vou falar sobre ele por que o Edy e a Matilha já falaram sobre o mesmo…

O que eu gostei…

Fato que minha preocupação sobre o quanto “Fast” meu sistema ficaria foi saciada. Ele se saiu da forma identica ao que eu planejei. Como FUDGE é um sistema que utiliza uma classificação para atributos qualitativa, fica muito mais rápido resolver os problemas.

Péssimo, ruim, mediocre, mediano, bom, otimo e soberbo. Sobre essas classificações comparadas com a dificuldade da ação que segue os mesmos parâmetros, vejo que um jogador pulou um prédio, mas o desafio Bom para ele não foi alcançado com sua capacidade para tal que é mediana, por exemplo…

As historias são mais dinâmicas, não ha quase nenhuma parada para testes e quase tudo é um acordo mestre-jogador, sempre sobre regras, mas regras que te dão mais liberdade. Mais flexibilidade para o mestre criar suas historias, toca-las e idem para o jogador… Eu vi tudo isso nesse primeiro playtest, que só teve uma rolagem e isso por que foi um combate…

Problemas…

No combate percebi que não pensei em certos aspectos. Um personagem com a perícia Katana Bom causa um Dano Bom também com sua Katana. De acordo com minhas concepções, aumentar o diminuir esse padrão de dano depende da situação criada entre os jogadores. Até ai tudo bem. Mas o problema esbarrou na hora das jogadas defensivas…

Universalmente FastFudge vai ter dois tipos de defesa. Esquiva e Bloqueio. As duas independem da arma sendo um espécie de caracteristica de combate universal. Diferenças? Se você se esquivar você não toma dano algum, mas falhar significa receber na integra todo o dano. No Bloqueio, você nunca absorve tudo, mas você pode sempre reduzir um pouco do estrago causado…

O problema ficou na rolagem disputada. 2D6 + nível de ataque contra 2D6 mais nível de defesa. Na esquiva não ha problemas. Se você esquiva ok, senão recebeu o dano. Mas no bloqueio a absorção e dano estrapolam os niveis iniciais estabelecidos. Como?

Alguém que use Facas Mediocre contra uma Bloqueio Mediano. O teste seria o Atacante com 2D6+3 contra uma defesa de 2D6+4. Se o primeiro tirar 10 e o segundo tirar 6 serão 4 de dano direto. Um dano Mediano… Mas a habilidade com a faca não era Mediocre? (+3)

São detalhes bobos que vão ser acertados, mas nem estou pensando nisso. As minhas provas estão ai. Mas no que já testei fiquei já bem contente…