Que tal deixar que seu amigo pague o almoço para você e resolver isso em uma batalha com cardgames? PowerLunch foi uma interessante descoberta que fiz no site de vendas de rpg do tio Steve “Gurps” Jackson, o E23. Um jogo para dois jogadores aonde o objetivo é simples, quem ganha tem o direito de ganhar um lanche de graça do colega!

Claro que isso pode se estender para um jantar ou qualquer aposta entre dois amigos ou conhecidos. Mas o realmente divertido é a proposta inusitada de como conseguir os cardgames. No jogo as cartas utilizadas na disputa são cartões de apresentação comercial! Sim! Aqueles cartões oferecidos por profissionais das mais diversas áreas com nome, email e telefone de contato. Você que está lendo esse texto deve até mesmo ter um cartão próprio e pode acreditar, você pode utiliza-lo em jogo!

Os cartões de apresentação são dividos em 3 tipos especificos de acordo com a profissão da pessoa no cartão.

Chief – O cartão de um grande executivo ou qualquer outro cargo de liderança.

Underlings – Profissões que possuem alguém acima de você coordenando suas ações.

Free Agents – Os famosos Freelancers que trabalham sozinhos.

Para cada um desses três tipos de cartões ha uma capacidade especial em jogo além da curiosa função dada para os números de telefone no cartão. Elas são o poder de ataque, defesa e pontos de vida de cada cartão que para atacarem precisarão ser movimentados com “petelecos” para deslizarem contra os cartões inimigos.

PowerLunch é um jogo casual que pode ser aprecisado tanto por jogadores de RPG quanto pessoas que desconhecem o jogo e acaba de entrar para minha coleção de divertidos jogos que podem render uma boa diversão em momentos totalmente inesperados.

Para os interessados em mais detalhes sobre o jogo, o pdf em inglês pode ser baixado de graça da loja do tio Steve: http://e23.sjgames.com/item.html?id=SKPE0702

Em D&D 3.5 eu tinha uma imensa dificuldade para resolver o seguinte problema. Nos primeiros níveis calcular a dificuldade de uma perícia era notavelmente simples, 5 para coisas fáceis, 10 para medianas e 15 para difíceis. O problema todo era quando aquilo saia dessa escala. Dentro desses 3 níveis de dificuldade conseguimos com facilidade imaginar o que seria, por que esta dentro do nosso dia a dia, mesmo que eu adicione mais níveis entre esses três, não haveria problema. Níveis de nome “heróico”, “quase-impossíveis”,  são difíceis de imaginar principalmente se tratando de alguma perícia que você nem conhece na realidade.

Em níveis altos um jogador consegue efetuar sem esforço tarefas difíceis pois o foco de D&D são as façanhas épicas realizadas por seus heróis. O que era difícil para um personagem de nível 1 para um personagem de nível 15 pode ser extremamente ridículo e assim fica complexo para um mestre criar desafios no nível dos jogadores sem um parâmetro mais “palpável” que heroico, épico, megafodônico… Se ele não sabe o que é realmente um teste “difícil” para seu jogador fica complicado – senão fadado ao desastre – alguma idéia que tenha como chave um teste de perícia criar alguma difícildade.

Pois bem, lendo o livro do mestre de D&D4E (que comprei com meu grupo) descobri uma solução ridiculamente simples, ao menos para D&D 3.x.  A obsessão da nova edição de criar desafios de igual para igual aos jogadores permitiu um calculo simples para se obter o que é efetivamente difícil para seus jogadores.

Você consegue imaginar o valor de teste de arte da fuga de dificuldade ultra-mega-master-perfect-difícil?

A idéia é bem boba e muita gente já deve usa-la em suas campanhas. Você simplesmente pega o valor que o personagem joga para testar sua perícia normalmente e adiciona a esse valor a quantidade sugerida entre os 3 níveis de dificuldade (fácil, médio e difícil) e pronto! Você tem a dificuldade ajustada a capacidade do jogador! Vale lembrar que isso é um calculo específico para um jogador em uma situação específica, com um grupo essa dica pode não funcionar devido a diferença grande de níveis de graduações (valeu pela lembrança Balard).

Não entendeu? Vamos lá. Grunk é um guerreiro que somando seu bônus de Força, graduações e sinergias possui o valor 10 na perícia Natação. Se o mestre realmente deseja criar um desafio difícil para esse guerreiro ele pega o valor da perícia desse jogador (10) e nele adiciona o valor da dificuldade desejada (nesse caso 15 para difícil) totalizando 10+15=25. Para Grunk 25 é um teste difícil em natação já que ele precisa conseguir 15 ou mais em 1D20 para conseguir passar no teste.

O que D&D4E faz é simplesmente orientar o desafio de acordo com as capacidades dos jogadores, coisa que agora eles podem fazer melhor com suas classes bem mais equilibradas (pelo menos até os número de livros aumentar).

Perceba também que aqui não relatamos o porquê esse teste de natação ser difícil. Fica a cargo do mestre imaginar a origem dessa dificuldade, mas o realmente interessante  aqui é saber que para Grunk o teste vai ser com certeza difícil.

Variações desse calculo podem ser usadas. Quando penso na dificuldade acho interessante remover o bônus dado pelo modificador de atributo. Sendo assim se Grunk tem um modificador +2 em Força eu retiro esse modificador do calculo tornando a dificuldade igual a 10+15-2=23. Mas por que retirar o modificador? Por que o modificador de atributo é um fator que varia de criatura para criatura demonstrando suas capacidades individuais. É interessante não incluí-los para não desvalorizar o modificador, mais que isso, valoriza-lo ainda mais.

Como perceberam, não ensinei nada demais. Só estou mostrando aqui uma forma bem simples de dificultar as coisas para seus jogadores dentro de uma forma rápida de calculo. Coisas que você pode usar 3D&T, GURPS, Fudge e grande maioria de outros sistemas. Sempre é bom lembrar que tornar as coisas mais difíceis para o jogador não significa tornar a coisa mais chata. Os jogadores não precisam estar se dando bem sempre para que se divirtam.

O nerd estava ajoelhado no meio de um cemitério e na sua frente um homem mal encarado, apontando uma pistola para sua cabeça. Todo mundo já viu algo parecido antes em algum filme de sessão da tarde

Vamos! Comece a cavar sua sepultura idiota! E bem rápido que estou sem paciência! Disse o homem enquanto balançava a arma na cara do pobre nerd.

Mas sem uma pá? Isso se torna impossível de forma rápida sabia?

Como não rapaz?!? Você quer morrer?

Veja bem…  Essa terra não está macia. Eu demoraria 0,053 vezes minha ST em m³/h . Como sou meio fraco, tenho uma ST 9 que me leva a cavar 0,477 m³/h…

O homem franze a sobrancelha e olha espantado. O nerd se levanta em um pulo e com uma expressão de alegria continua:

Mas posso até melhorar a coisa! Com uma picareta de ferro posso afofar a terra a uma velocidade de 2,07 m³/h de terra que me permite cavar mais rápido! Remover terra fofa demora mais ou menos a 0,99 m³/h!!! Bem melhor não acha?

O nerd aponta o dedo para seu algoz após sua afirmação tocando o cano da arma rapidamente. Um certo constrangimento toma conta dos dois. O homem abaixa sua arma, coça a barba e observa o nerd com um rosto pensativo.

Bem… Mas…

Olha só, eu já tinha esquecido! Ainda temos um problema! Todas as tarefas seriam reduzidas em 1/4 de tempo devido a falta de um pá. Como nem picareta temos, digamos que eu use a velocidade base de 0,477 m³/h. Eu demoraria 0,11925 m³/h!!! É Muito pouco!

Ok! OK! Você me convenceu com seu teste de Lábia! Você deve ter gasto bons pontos em IQ rapaz!

O assassino faz uma careta estranha e reflete sobre por que estava falando essas coisas. Então lembra de seu objetivo e aponta novamente a arma para o Jovem nerd

Mas fique sabendo que não faz diferença seu nerd-de-quatro-olhos! Esta vendo essa cara feia aqui! (bate no rosto com a arma) Esta vendo esses dentes podres?!! Foram bons 10 pontos que ganhei por ser Feio e gastei todos eles na perícia com essa arma! Se não quer cavar seu túmulo tudo bem! Então estouro seus miolos aqui mesmo e você fica estirado no chão!

O homem aperta a arma contra a cabeça do nerd que se ajoelha de lado e começa a suplicar.

Nãoporfavorpeloamordedeusnão! Eu tenho um Ouvido Duro e não uma cabeça dura!!!

O nerd começar a chorar copiosamente e seu melhor teste de Atuação de sua vida.

Espere ai meu senhor! Tem certeza que vai usar essa arma? Eu sei que você possui um NH alto com essa pistola que o previne de Erros Críticos, mas entenda, a probabilidade mesmo que pequena é de 0,5%. Se essa arma estourar em sua mão com um resultado 18 você ficará ainda cego por 5 minutos por estar mirando na minha cabeça…

Mas que inferno! Não se pode mais cometer o oficio do assassinato em paz! me diga então rapaz, como eu mato você?

Bom, com uma picareta talvez. Causa mais dano sabe, é uma arma de balanço com perfuração, o dano é grande e ainda todo dano que eu não absorver será dobrado. Só tome cuidado para a picareta não em…

Está bem! Vou usar uma picareta! Deve ter alguma nesse maldito cemitério…

Ali! estou vendo uma picareta!

O homem olha e com a distração o nerd corre desesperadamente pelo cemitério desaparecendo na escuridão. O assassino espantado só percebe rastros de seu movimento em meio a escuridão e desolado senta em uma lapide. Ele retira do bolso um guardanapo e envolvido nele havia um pedaço de Quiche que começa a comer.

Menino esperto, gastou alguns de seus pontos com Sorte

E assim a vida imita GURPS.

O mestre Mamangava foi mais rapido que eu nessa! Alias, por que mamangava hein?

A GURPS Nation escreveu uma matéria excelente sobre um rpg lançado na loja de games do Steve Jackson (que agora vou olhar com bastante atenção!) que passa totalmente dentro do metrô. Só tenho uma coisa a falar: Rail Shamanism ou Xamanismo sobre Trilho! Mais estranho impossível! É só conferir o post do mestre no link abaixo ou clicando na imagem da capa no começo do post!

Gurps Nation – Metro of Madness 

Um aviso a todos os leitores (hahahaha) desse blog. Peço desculpas pelo meu desaparecimento, mas além de problemas familiares a internet no meu trabalho simplesmente estava em manutenção. Caso não saibam 70% do que faço aqui é feito no periodo da tarde aonde meu trabalho me deixa tocar outros projetos.

Agora ela voltou (acho…) depois de uma ameaça judicial da minha faculdade contra a OI que como o Marcelo Lira bem disse, deveria se chamar CU(como anda o GURPS 4E Marcelo?!?).

Aguardem novidades, mas por enquanto vou ter que correr e me atualizar, depois de tanto tempo um pouco distante da internet…